Edição 1 652 -7/6/2000

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Soldado gay morto por colegas tinha namorado transexual
Livro de fotos mostra a saga do povo da Amazônia
Redesenhado, o velho patinete está de volta
Vôlei de praia brasileiro pode bater recorde em Sydney
O Gol 1000 turbinado
Os hotéis pós-modernos chegam ao Brasil
Brasileiras pintam cabelos de loiro para vencer na vida
Prêmio para solução de enigmas da ciência dos números
Países desenvolvidos estão entulhados de PCs velhos
Bolhas do Sol podem ajudar a entender o clima na Terra
Multinacionais reservam cotas para minorias
Bolsas diminuem e as mulheres adotam uma sacola extra
Estudo diz que dom João VI foi envenenado
Escândalo de grampo e traição entre emergentes cariocas
A criminalidade apavora a classe média

Economia e negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Colunas
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
Veja recomenda
Os mais vendidos

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

Agora ele é turbinado

Volkswagen lança Gol 1 000 com
motor duas vezes mais potente


Germano Luders
ders
Um pequeno turbocompressor (à dir.) faz o novo Gol chegar à velocidade de 190 quilômetros por hora

Desde o lançamento do pioneiro Uno Mille, há dez anos, os carros movidos a motor de 1.000 cilindradas mudaram muito – e para melhor. No início eram veículos depenados, com bancos revestidos de plástico e conforto mínimo. Mais tarde, ganharam ar condicionado, direção hidráulica, revestimento especial, câmbio semi-automático. O motorzinho pouco enérgico, contudo, continuava mais ou menos o mesmo. Isso até a semana passada, quando a Volkswagen lançou seu primeiro Gol 1.000 com turbo. O desempenho do automóvel é um espanto, desenvolvendo potência e velocidade superiores às de um modelo 1.6 e, em certas circunstâncias, até encostando nas versões 1.8 e 2.0. Chega a 190 quilômetros por hora, contra 157 na versão 1.000 convencional. Com 112 cavalos, o novo carro tem quase o dobro da potência da versão anterior, de dezesseis válvulas, até então a mais rápida entre todas. A primeira versão do Uno Mille, de 47 cavalos, dispunha de pouco mais de um terço dessa potência.


Claudio Larangeira
Ford Ka: adaptação em revendedora dá mais 30% de potência ao carro


O responsável por essa façanha é um turbocompressor metálico em forma de caracol, instalado no motor. A engenhoca gira a 230.000 rotações por minuto, aumentando a descarga de ar e combustível no motor. Não se deve esperar o tranco característico que o motorista sente quando dirige um verdadeiro turbinado esportivo. Afinal, trata-se de um carro modesto, ainda que vitaminado. "O motorista vai apenas sentir que está dirigindo um veículo de motor mais forte", diz João Alvarez Filho, engenheiro de produtos da Volkswagen. A montadora garante que a maior potência não prejudicará a durabilidade do motor. Para adaptar o motorzinho 1.000 ao turbinado, os técnicos redimensionaram as peças para suportar temperaturas mais elevadas. O motor turbinado tem um consumo de gasolina 30% superior ao de um motor 1.6 tradicional. A vantagem para o consumidor na troca de um pelo outro são os 20 cavalos a mais de potência por um preço praticamente igual, em torno de 23.000 reais.

O Gol não é único 1.000 com anabolizantes. O Ford Ka ganhará ainda neste mês uma versão turbinada, de desempenho mais esportivo. Não se trata de uma iniciativa da fábrica, mas da revendedora paulista Souza Ramos. A empresa preparou um kit que, instalado no motor, acrescenta 30% de potência aos 65 cavalos originais. Custa 2.500 reais. Por outros 800 reais é possível trocar o capô e os pára-choques, retoques que emprestam ao carrinho um jeitão mais esportivo. O turbo não aumenta a velocidade final do Ka, de 155 quilômetros por hora, mas garante maior retomada de velocidade e arranque. Uma complicação é que a alteração, por não ser feita na fábrica, implica perda da garantia da montadora, desvantagem que a Souza Ramos promete compensar com garantia própria. Um risco relativo para quem sempre sonhou em dirigir um carro com um zumbido turbinado no motor, mesmo que ele seja 1.000.