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Cinema
De
braçada
Charlotte Rampling brilha
no francês Swimming Pool

Isabela
Boscov
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| Charlotte:
iogurte, uísque e frieza |
À
parte o deslize de 8 Mulheres, o francês François
Ozon vem se firmando como um grande cineasta e parte do crédito
cabe à sua musa, a inglesa Charlotte Rampling. Há
três anos, ela protagonizou o trabalho mais perturbador de
Ozon, Sob a Areia, como uma mulher incapaz de racionalizar
o desaparecimento de seu marido. Agora, em Swimming Pool
(França/Inglaterra, 2003), que estréia nesta sexta-feira,
a dupla muda o registro, com idêntico sucesso. Charlotte é
Sarah Morton, uma escritora de romances policiais fria, metódica
e que se alimenta quase que só de iogurte, refrigerante dietético
e uísque uma síntese de sua relação
passivo-agressiva com tudo o que seja prazer sensual. Refugiada
no campo francês para escrever um novo livro, Sarah depara
com sua antítese: Julie (Ludivine Sagnier), que é
jovem, exuberante e leva um homem diferente para casa a cada noite.
Tudo em Julie agride Sarah, até que uma intrigante simbiose
se instala entre as duas. O palco desse dueto é a piscina
do título e, em maior medida ainda, o corpo e o rosto
de Charlotte, que sob o comando de Ozon se revela uma atriz muito
mais destemida do que em sua juventude.
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