Edição 1835 . 7 de janeiro de 2004

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Guia

Anúncio postal

Cartões publicitários viram uma forma
relativamente barata de anunciar

Apelidados "outdoors de bolso", cartões-postais vêm se tornando uma mídia publicitária popular, não só para grandes empresas mas também para quem quer divulgar um serviço, um pequeno negócio ou até uma festa. Expostos em displays em lugares movimentados como restaurantes, bares, galerias e faculdades, podem ser colecionados ou enviados pelo correio, da mesma forma que um postal turístico. As empresas que os confeccionam cobram em média 1 500 reais por uma tiragem pequena, de 5 000 unidades. Para "cobrir" uma cidade do tamanho do Recife, por exemplo, são necessários pelo menos 20 000. Mas o preço unitário cai à medida que aumenta a tiragem. O total pago inclui a distribuição, a impressão e, em alguns casos, também a elaboração da imagem que vai figurar no cartão. A veiculação dura de quinze dias a um mês.

Contatos das empresas

 

Cartório virtual

Um novo serviço eletrônico ajuda os internautas a resolver o problema de provar a autenticidade de uma mensagem. O Comprova, inspirado em um sistema dos correios americanos, guarda uma cópia da mensagem com um selo do Observatório Nacional que atesta a hora de envio. Para obter o selo, acrescenta-se o sufixo comprova.com ao final do endereço de e-mail do destinatário (exemplo: guiaveja@abril.com.br.comprova.com). O remetente recebe um número de comprovante, que pode ser consultado por três anos e ajudar em questões judiciais. O serviço básico custa 3,90 reais por mensagem. Também é possível, pagando um pouco mais, registrar o e-mail em cartórios associados – por enquanto apenas em São Paulo. Isso permite dar fé pública a contratos eletrônicos. Para se registrar, o usuário deve acessar o site www.comprova.com. Outro serviço na internet é o cartório online (www.cartorio24horas.com.br), que permite solicitar certidões em certos cartórios (por ora, também só em São Paulo). Paga-se por meio de boleto bancário.

 

Está valendo

O Estatuto do Idoso entra em vigor

Ilustração Lucia Brandão

Alguns artigos do Estatuto do Idoso, em vigor a partir de 3 de janeiro, já causam confusão. Veja a interpretação desses artigos, na visão de órgãos de defesa do consumidor, de advogados e do senador Demóstenes Torres, relator da lei no Senado.

Mudança nos planos de saúde antigos
Quem tem contrato anterior a 2 de janeiro de 1999 receberá em até sessenta dias proposta de adaptação ou migração para a regra atual. A adaptação significará melhor cobertura, mas mensalidade até 25% maior. A migração é como um contrato novo (mas com carência apenas para as coberturas novas), no qual a empresa propõe outro valor da mensalidade. Recebida a proposta, o consumidor terá sessenta dias para aceitá-la ou não. Será preciso avaliar se a cobertura mais ampla compensa o preço mais alto.

Gratuidades e meias-entradas
O estatuto concede aos maiores de 60 anos descontos de "pelo menos 50%" em "eventos artísticos, culturais, esportivos e de lazer" e gratuidade aos maiores de 65 nos transportes públicos urbanos e semi-urbanos. Segundo o senador Torres, esses itens não precisam de regulamentação.

Fornecimento gratuito de medicamentos e próteses
O artigo 15 obriga o poder público a esse fornecimento. Não explica como isso será feito, o que dificulta a aplicação imediata.

Prioridade na Justiça
O artigo 71 garante prioridade na tramitação aos processos em que maiores de 60 anos figurem como parte ou interveniente. Basta o interessado requerê-la ao juiz, provando a idade.

 

Conforto em casa

Quanto custa prevenir lesões ao usar o computador

Usuários de computador temem adquirir no trabalho uma lesão por esforço repetitivo, a chamada LER, mas costumam negligenciar o risco doméstico. "Muitas vezes o ambiente em casa é menos ergonômico que no escritório", alerta Silvia Wasserstein, professora do departamento de ortopedia da Universidade Federal de São Paulo. Uma agravante apontada por ela: como o uso residencial do computador freqüentemente é para lazer, a percepção da dor demora mais. Um equipamento antilesão básico inclui cadeira com altura regulável e encosto para braços e costas (um bom modelo pode custar 300 reais), apoio ajustável para os pés (200 reais), apoio para os punhos (40 reais) e filtro de tela (60 reais). Aconselha-se, ainda, não ficar mais que quatro horas diárias diante da tela, com pausas de hora em hora para alongamento.

 

Saúde

Má notícia
Alcoolismo bloqueado

Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, deram um passo importante para encontrar um remédio que impeça ex-alcoólicos de voltar a beber. Testes com camundongos de laboratório levaram a uma droga que bloqueia a ação de um receptor no cérebro responsável pela vontade de beber. Aparentemente, uma variação genética desse receptor, geralmente associado ao apetite, leva à propensão ao alcoolismo. A substância usada para bloqueá-lo pode vir a ser usada em uma pílula dentro de alguns anos.

Má notícia
Poluição e problemas cardíacos

Pesquisa da Brigham Young University, de Utah (EUA), concluiu que a poluição do ar pode ser mais perigosa para o coração do que para os pulmões. Cruzaram-se dados de 500 000 moradores de 116 cidades americanas com as estatísticas de qualidade do ar ao longo de dezesseis anos. Encontrou-se uma forte correlação entre o número de partículas de poluição no ar e o de mortes por problemas de coração. Segundo o estudo, publicado na revista Circulation, o ar poluído não é a causa principal de entupimento dos vasos sanguíneos, mas acelera o problema.

 

Colaboraram Helena Fruet, Iva Oliveira e Luís Perez

 
 
 
 
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