|
Guia
Anúncio
postal
Cartões publicitários viram uma forma
relativamente barata de anunciar
Apelidados
"outdoors de bolso", cartões-postais vêm se tornando
uma mídia publicitária popular, não só
para grandes empresas mas também para quem quer divulgar
um serviço, um pequeno negócio ou até uma festa.
Expostos em displays em lugares movimentados como restaurantes,
bares, galerias e faculdades, podem ser colecionados ou enviados
pelo correio, da mesma forma que um postal turístico. As
empresas que os confeccionam cobram em média 1 500 reais
por uma tiragem pequena, de 5 000 unidades. Para "cobrir" uma cidade
do tamanho do Recife, por exemplo, são necessários
pelo menos 20 000. Mas o preço unitário cai à
medida que aumenta a tiragem. O total pago inclui a distribuição,
a impressão e, em alguns casos, também a elaboração
da imagem que vai figurar no cartão. A veiculação
dura de quinze dias a um mês.
Cartório
virtual
Um
novo serviço eletrônico ajuda os internautas a resolver
o problema de provar a autenticidade de uma mensagem. O Comprova,
inspirado em um sistema dos correios americanos, guarda uma cópia
da mensagem com um selo do Observatório Nacional que atesta
a hora de envio. Para obter o selo, acrescenta-se o sufixo comprova.com
ao final do endereço de e-mail do destinatário (exemplo:
guiaveja@abril.com.br.comprova.com). O remetente recebe um número
de comprovante, que pode ser consultado por três anos e ajudar
em questões judiciais. O serviço básico custa
3,90 reais por mensagem. Também é possível,
pagando um pouco mais, registrar o e-mail em cartórios associados
por enquanto apenas em São Paulo. Isso permite dar
fé pública a contratos eletrônicos. Para se
registrar, o usuário deve acessar o site www.comprova.com.
Outro serviço na internet é o cartório online
(www.cartorio24horas.com.br),
que permite solicitar certidões em certos cartórios
(por ora, também só em São Paulo). Paga-se
por meio de boleto bancário.
Está
valendo
O Estatuto do Idoso entra em vigor
Ilustração Lucia Brandão
 |
Alguns
artigos do Estatuto do Idoso, em vigor a partir de 3 de janeiro,
já causam confusão. Veja a interpretação
desses artigos, na visão de órgãos de defesa
do consumidor, de advogados e do senador Demóstenes Torres,
relator da lei no Senado.
Mudança
nos planos de saúde antigos
Quem
tem contrato anterior a 2 de janeiro de 1999 receberá em
até sessenta dias proposta de adaptação ou
migração para a regra atual. A adaptação
significará melhor cobertura, mas mensalidade até
25% maior. A migração é como um contrato novo
(mas com carência apenas para as coberturas novas), no qual
a empresa propõe outro valor da mensalidade. Recebida a proposta,
o consumidor terá sessenta dias para aceitá-la ou
não. Será preciso avaliar se a cobertura mais ampla
compensa o preço mais alto.
Gratuidades
e meias-entradas
O estatuto concede aos maiores de 60 anos descontos de "pelo menos
50%" em "eventos artísticos, culturais, esportivos e de lazer"
e gratuidade aos maiores de 65 nos transportes públicos urbanos
e semi-urbanos. Segundo o senador Torres, esses itens não
precisam de regulamentação.
Fornecimento
gratuito de medicamentos e próteses
O artigo 15 obriga o poder público a esse fornecimento. Não
explica como isso será feito, o que dificulta a aplicação
imediata.
Prioridade
na Justiça
O artigo 71 garante prioridade na tramitação aos processos
em que maiores de 60 anos figurem como parte ou interveniente. Basta
o interessado requerê-la ao juiz, provando a idade.
Conforto em casa
Quanto custa prevenir lesões ao usar o computador
Usuários
de computador temem adquirir no trabalho uma lesão por esforço
repetitivo, a chamada LER, mas costumam negligenciar o risco doméstico.
"Muitas vezes o ambiente em casa é menos ergonômico
que no escritório", alerta Silvia Wasserstein, professora
do departamento de ortopedia da Universidade Federal de São
Paulo. Uma agravante apontada por ela: como o uso residencial do
computador freqüentemente é para lazer, a percepção
da dor demora mais. Um equipamento antilesão básico
inclui cadeira com altura regulável e encosto para braços
e costas (um bom modelo pode custar 300 reais), apoio ajustável
para os pés (200 reais), apoio para os punhos (40 reais)
e filtro de tela (60 reais). Aconselha-se, ainda, não ficar
mais que quatro horas diárias diante da tela, com pausas
de hora em hora para alongamento.
Saúde
Má
notícia
Alcoolismo
bloqueado
Pesquisadores
da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, deram
um passo importante para encontrar um remédio que impeça
ex-alcoólicos de voltar a beber. Testes com camundongos de
laboratório levaram a uma droga que bloqueia a ação
de um receptor no cérebro responsável pela vontade
de beber. Aparentemente, uma variação genética
desse receptor, geralmente associado ao apetite, leva à propensão
ao alcoolismo. A substância usada para bloqueá-lo pode
vir a ser usada em uma pílula dentro de alguns anos.
Má
notícia
Poluição e problemas cardíacos
Pesquisa
da Brigham Young University, de Utah (EUA), concluiu que a poluição
do ar pode ser mais perigosa para o coração do que
para os pulmões. Cruzaram-se dados de 500 000 moradores de
116 cidades americanas com as estatísticas de qualidade do
ar ao longo de dezesseis anos. Encontrou-se uma forte correlação
entre o número de partículas de poluição
no ar e o de mortes por problemas de coração. Segundo
o estudo, publicado na revista Circulation, o ar poluído
não é a causa principal de entupimento dos vasos sanguíneos,
mas acelera o problema.
Colaboraram
Helena Fruet, Iva Oliveira e Luís Perez
|