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Medicina
Têm até sala de parto
Maternidades oferecem de manicure
a consultoria de moda e decoração
para atrair clientes

Roberta
Salomone
Oscar Cabral
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| Érica
Cortez, com João Pedro: sessão de beleza na maternidade
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Até
há pouco, apenas algumas maternidades ofereciam aos casais
um serviço de hotelaria mais completo. De um tempo para cá,
a grande maioria dos hospitais e maternidades de bom padrão
já dispõe de uma lista extensa de serviços
próprios dos bons hotéis. A futura mamãe pode
escolher detalhes da decoração do quarto, optar por
suítes com banheira de hidromassagem e jardim-de-inverno
e ainda passar por uma sessão de tratamentos de beleza antes
de voltar para casa. Para aumentar o charme, em muitas maternidades
os serviços são oferecidos por um nome em inglês.
Há o baby consulting, no qual uma espécie de
personal stylist sugere do enfeite da porta do quarto às
roupas que serão usadas pela mãe e pelo bebê.
"Tais cuidados ajudam a descaracterizar o parto como um evento apenas
médico-cirúrgico. Compõem clima e ambiente,
são mais uma cerejinha no bolo", afirma o coordenador da
maternidade do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, Wladimir
Taborda.
Como nos bons hotéis, os serviços custam muito caro
e obviamente não são cobertos pelo plano de saúde.
Dependendo das regalias, a conta sai pelo triplo do preço
de um parto sem tanto luxo. O baby consulting, por exemplo,
pode chegar a inimagináveis 15.000 reais. Com dinheiro no
bolso, é possível começar a adquirir os serviços
logo no início da gravidez, como se fosse um plano financiado.
Alguns hospitais têm espaços iguaizinhos aos de uma
academia. Na piscina do Santa Joana, em São Paulo, há
100 grávidas matriculadas na hidroginástica. Na Perinatal,
no Rio de Janeiro, funciona um spa com atividades físicas
específicas para gestantes. "São diferenças
que ajudam no restabelecimento da mulher", acredita a obstetra Maria
Augusta de Freitas, gerente da Pró-Matre Paulista. Durante
o período de internação, quem quiser poderá
fazer as unhas, maquiagem e escova.
Com a chegada do bebê, um novo capítulo se inicia.
No Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte, os familiares podem assistir
ao parto através de um vidro. No Santa Joana, todos aguardam
o nascimento num bar (perdão, num american bar). É
só o pediatra autorizar que aparece uma imagem do recém-nascido
nas oito televisões do lugar e a confraternização
começa. No São Luiz, em São Paulo, todo dia
tem happy hour do bebê, e no Albert Einstein um chá
reúne as avós todos os meses para trocar histórias.
Além das já tradicionais fotos na internet e de DVDs
do parto, não há mãe que volte para casa com
as mãos abanando. Maternidade que se preze presenteia cada
cliente com lembrancinhas que vão desde CDs de música
infantil até o mapa astral da criança. Em algumas
maternidades, nascer virou uma superprodução.
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