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DVDs
Classic
Monster Collection (Universal) É coisa finíssima
essa caixa lançada pela Universal com as produções
de sua era de ouro do terror, do início dos anos 30 aos 40. Entre
os oito títulos dois em cada disco , há o Drácula
com Bela Lugosi e o magnífico Frankenstein de James Whale,
que traz Boris Karloff (presente também em A Múmia)
naquela que talvez seja a maquiagem mais célebre do cinema. Completam
o pacote A Noiva de Frankenstein, O Homem Invisível
e O Lobisomem. A nota dissonante é O Fantasma da Ópera,
muito inferior ao restante do pacote. E a grande curiosidade é
O Monstro da Lagoa Negra. Lançado em 1954, em meio à
histeria da ameaça atômica, ele se tornou um clássico.
Todos os filmes vêm acompanhados de excelentes documentários,
em que historiadores e sobreviventes esmiúçam as produções
e desfiam o anedotário de cada uma delas.
Universal Pictures

E.T.:
como o vídeo não mostra |
E.T. O Extraterrestre (E.T. The Extra-Terrestrial,
Estados Unidos, 1982/2002. Universal) A versão retocada
de Steven Spielberg para seu sucesso infantil chega ao DVD numa cópia
à altura do padrão de exigência do diretor, com a
iluminação cheia de atmosfera e as cores leitosas que o
vídeo era incapaz de reproduzir.Além do filme em si
com cenas inéditas e efeitos especiais sutilmente aprimorados ,
há um segundo disco carregado de extras. O melhor deles é
uma combinação de documentário e making of, em que
os envolvidos relembram como E.T. reverteu a maré baixa
em que andavam os filmes infantis no início dos anos 80. Das cenas
de bastidores, as mais curiosas são as que mostram o batalhão
de gente que era preciso para manipular o boneco criado pelo italiano
Carlo Rambaldi.
Trailer
56K | 128K
| 300K
DISCOS
Sir
George Martin Presents (Sum Records) Não há
como discorrer sobre a carreira do produtor inglês George Martin
sem mencionar a sua colaboração com os Beatles. Foi seu
conhecimento enciclopédico de música que deu ao quarteto
de roqueiros a confiança para buscar novos sons nos discos gravados
entre 1962 e 1969. Essa série de seis CDs é uma espécie
de curso sobre música erudita ministrado por sir George. Rodados
no computador, os discos mostram entrevistas em que ele explica a importância
de Beethoven, Bach, Mozart ou Ravel, além de indicar a influência
de certas obras clássicas na música popular (em especial
a dos Beatles, claro). Obviamente, também é possível
rodar os CDs num aparelho de som comum. A interpretação
das partituras é da excelente Royal Philharmonic Orchestra.
In
the Sun, Jane Monheit (Abril Music) Disco de cantora americana
de jazz, a princípio, obedece a uma regra básica: o repertório
tem de ser uma mescla de clássicos do gênero, bossa nova
e uma ou duas canções de apelo radiofônico. Já
comparada a Ella Fitzgerald pela beleza de sua voz, Jane Monheit, de 25
anos, é seguidora dessa cartilha. Ela dá vida nova a Cheek
to Cheek,canção do compositor Irving Berlin
imortalizada no filme O Picolino. Monheit regravou ainda No
More Blues (a versão em inglês de Chega de Saudade)
e capricha no sotaque ao interpretar Começar de Novo, de
Ivan Lins e Vítor Martins, corajosamente em português.
Shaman,
Carlos Santana (BMG) Em 1999, depois de anos meio recluso, o guitarrista
mexicano Santana disse ter ouvido de uma entidade mágica a dica
para "retomar as freqüências radiofônicas". Traduzindo,
ele deveria voltar a fazer música para atingir as massas. Santana
obedeceu e se deu bem: o disco Supernatural vendeu 25 milhões
de cópias em todo o mundo e rendeu-lhe oito prêmios Grammy.
Não se sabe se a entidade voltou a falar com ele, mas o fato é
que a receita de Shaman é exatamente a mesma do disco anterior.
Os melhores momentos são aqueles em que a guitarra de Santana "duela"
com as vozes femininas Michelle Branch (The Game of Love), Macy
Gray (Amoré (Sexo)) e Dido (Feels Like Fire).
LIVROS
Sherlock
Holmes Obra Completa, de Arthur Conan Doyle (traduções
de Louisa Ibañez, Branca de Villa-Flor e outros; Ediouro; 145 reais)
Criado no século XIX pelo escocês Conan Doyle, o detetive
Sherlock Holmes foi o protagonista dos primeiros romances policiais de
massa de que se tem notícia. Quando Doyle publicou um texto que
narrava a morte do herói, houve tanta gritaria que ele não
teve alternativa senão ressuscitá-lo. Ainda hoje, as aventuras
de Sherlock e seu fiel escudeiro, Dr. Watson, são uma delícia,
especialmente para quem está se iniciando no hábito da leitura.
Além de livros célebres, como O
Cão dos Baskervilles, essa caixa com três
volumes reúne contos e novelas que são bem menos conhecidos.
Tire
as Patas, Cara de Requeijão! e Aproveite as Férias,
Stilton!, de Geronimo Stilton (tradução de Renata
Lucia Bottini; Berlendis & Vertecchia; 128 páginas; 17 reais
cada um) O camundongo Geronimo Stilton é a atual sensação
da literatura infanto-juvenil na Itália, onde foram vendidos 4
milhões de livros do personagem nos últimos três anos.
Suas aventuras têm ritmo frenético e ficam ainda mais divertidas
graças às ilustrações. Parte da aura do personagem
vem do fato de que sua editora, a Piemme, faz mistério sobre a
autoria dos livros, que são assinados pelo próprio Geronimo
Stilton em tese, redator-chefe do Diário do Roedor, principal
jornal de Ratésia. Quem está por trás de Stilton,
na verdade, é Elisabetta Dami, executiva da empresa.
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OS
MAIS VENDIDOS
CRÍTICA
Eny
Cezarino é uma personagem curiosa da vida nacional. Nos anos
50 e 60, ela foi a cafetina mais famosa do país. Era dona
de um bordel suntuoso em Bauru, no interior paulista, e acumulou
uma bela fortuna com sua atividade. Entre os freqüentadores
da casa não faltavam celebridades: foram vistos por lá
políticos como Jânio Quadros e artistas como Vinicius
de Moraes. De tão bem relacionada, a cafetina tornou-se uma
figura influente e temida na cidade. Teve, contudo, um fim melancólico.
Quando morreu, nos anos 80, havia perdido todas as suas propriedades,
em decorrência de um golpe aplicado por seu próprio
contador.
Em
sétimo lugar na categoria de não-ficção,
Eny e o Grande Bordel Brasileiro (Objetiva; 292 páginas;
33,90 reais) é fruto de mais de dez anos de pesquisa do jornalista
Lucius de Mello. O desejo de anonimato de suas fontes fez com que
ele optasse por uma narrativa romanceada. Nisso reside a fraqueza
do livro. O autor gasta as primeiras sessenta páginas idealizando
a vida dos antepassados de Eny e outras mais fazendo reconstituições
dramáticas de sua agonia no hospital. Mais que informações
sobre a personagem, o livro oferece uma torrente de adjetivos e
frases com pretensão literária. "As batalhas da menina
contra o maligno se materializavam e se desmanchavam na abstrata
e ao mesmo tempo sólida realidade do amor despedaçado",
escreve Mello. Fica difícil encontrar a Eny real em meio
a tanta fantasia.
Marcelo
Marthe
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