Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 776 - 6 de novembro de 2002
VEJA Recomenda
 

estaçãoveja
Leia trechos de livros, veja trailers de filmes e ouça as músicas dos CDs recomendados nas últimas semanas por esta coluna na seção multimídia de VEJA on-line.

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Eleições 2002
Brasil
Internacional
Economia e Negócios
Geral
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Arc
Gente
Datas

VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

DVDs

Classic Monster Collection (Universal) – É coisa finíssima essa caixa lançada pela Universal com as produções de sua era de ouro do terror, do início dos anos 30 aos 40. Entre os oito títulos – dois em cada disco –, há o Drácula com Bela Lugosi e o magnífico Frankenstein de James Whale, que traz Boris Karloff (presente também em A Múmia) naquela que talvez seja a maquiagem mais célebre do cinema. Completam o pacote A Noiva de Frankenstein, O Homem Invisível e O Lobisomem. A nota dissonante é O Fantasma da Ópera, muito inferior ao restante do pacote. E a grande curiosidade é O Monstro da Lagoa Negra. Lançado em 1954, em meio à histeria da ameaça atômica, ele se tornou um clássico. Todos os filmes vêm acompanhados de excelentes documentários, em que historiadores e sobreviventes esmiúçam as produções e desfiam o anedotário de cada uma delas.

Universal Pictures

E.T.: como o vídeo não mostra


E.T. – O Extraterrestre
(E.T. – The Extra-Terrestrial, Estados Unidos, 1982/2002. Universal) – A versão retocada de Steven Spielberg para seu sucesso infantil chega ao DVD numa cópia à altura do padrão de exigência do diretor, com a iluminação cheia de atmosfera e as cores leitosas que o vídeo era incapaz de reproduzir.Além do filme em si – com cenas inéditas e efeitos especiais sutilmente aprimorados –, há um segundo disco carregado de extras. O melhor deles é uma combinação de documentário e making of, em que os envolvidos relembram como E.T. reverteu a maré baixa em que andavam os filmes infantis no início dos anos 80. Das cenas de bastidores, as mais curiosas são as que mostram o batalhão de gente que era preciso para manipular o boneco criado pelo italiano Carlo Rambaldi.

Trailer   56K | 128K | 300K

 

DISCOS

Sir George Martin Presents (Sum Records) – Não há como discorrer sobre a carreira do produtor inglês George Martin sem mencionar a sua colaboração com os Beatles. Foi seu conhecimento enciclopédico de música que deu ao quarteto de roqueiros a confiança para buscar novos sons nos discos gravados entre 1962 e 1969. Essa série de seis CDs é uma espécie de curso sobre música erudita ministrado por sir George. Rodados no computador, os discos mostram entrevistas em que ele explica a importância de Beethoven, Bach, Mozart ou Ravel, além de indicar a influência de certas obras clássicas na música popular (em especial a dos Beatles, claro). Obviamente, também é possível rodar os CDs num aparelho de som comum. A interpretação das partituras é da excelente Royal Philharmonic Orchestra.

In the Sun, Jane Monheit (Abril Music) – Disco de cantora americana de jazz, a princípio, obedece a uma regra básica: o repertório tem de ser uma mescla de clássicos do gênero, bossa nova e uma ou duas canções de apelo radiofônico. Já comparada a Ella Fitzgerald pela beleza de sua voz, Jane Monheit, de 25 anos, é seguidora dessa cartilha. Ela dá vida nova a Cheek to Cheek,canção do compositor Irving Berlin imortalizada no filme O Picolino. Monheit regravou ainda No More Blues (a versão em inglês de Chega de Saudade) e capricha no sotaque ao interpretar Começar de Novo, de Ivan Lins e Vítor Martins, corajosamente em português.

Shaman, Carlos Santana (BMG) – Em 1999, depois de anos meio recluso, o guitarrista mexicano Santana disse ter ouvido de uma entidade mágica a dica para "retomar as freqüências radiofônicas". Traduzindo, ele deveria voltar a fazer música para atingir as massas. Santana obedeceu e se deu bem: o disco Supernatural vendeu 25 milhões de cópias em todo o mundo e rendeu-lhe oito prêmios Grammy. Não se sabe se a entidade voltou a falar com ele, mas o fato é que a receita de Shaman é exatamente a mesma do disco anterior. Os melhores momentos são aqueles em que a guitarra de Santana "duela" com as vozes femininas Michelle Branch (The Game of Love), Macy Gray (Amoré (Sexo)) e Dido (Feels Like Fire).

 

LIVROS

Sherlock Holmes – Obra Completa, de Arthur Conan Doyle (traduções de Louisa Ibañez, Branca de Villa-Flor e outros; Ediouro; 145 reais) – Criado no século XIX pelo escocês Conan Doyle, o detetive Sherlock Holmes foi o protagonista dos primeiros romances policiais de massa de que se tem notícia. Quando Doyle publicou um texto que narrava a morte do herói, houve tanta gritaria que ele não teve alternativa senão ressuscitá-lo. Ainda hoje, as aventuras de Sherlock e seu fiel escudeiro, Dr. Watson, são uma delícia, especialmente para quem está se iniciando no hábito da leitura. Além de livros célebres, como O Cão dos Baskervilles, essa caixa com três volumes reúne contos e novelas que são bem menos conhecidos.

Tire as Patas, Cara de Requeijão! e Aproveite as Férias, Stilton!, de Geronimo Stilton (tradução de Renata Lucia Bottini; Berlendis & Vertecchia; 128 páginas; 17 reais cada um) – O camundongo Geronimo Stilton é a atual sensação da literatura infanto-juvenil na Itália, onde foram vendidos 4 milhões de livros do personagem nos últimos três anos. Suas aventuras têm ritmo frenético e ficam ainda mais divertidas graças às ilustrações. Parte da aura do personagem vem do fato de que sua editora, a Piemme, faz mistério sobre a autoria dos livros, que são assinados pelo próprio Geronimo Stilton – em tese, redator-chefe do Diário do Roedor, principal jornal de Ratésia. Quem está por trás de Stilton, na verdade, é Elisabetta Dami, executiva da empresa.

 

OS MAIS VENDIDOS CRÍTICA

Eny Cezarino é uma personagem curiosa da vida nacional. Nos anos 50 e 60, ela foi a cafetina mais famosa do país. Era dona de um bordel suntuoso em Bauru, no interior paulista, e acumulou uma bela fortuna com sua atividade. Entre os freqüentadores da casa não faltavam celebridades: foram vistos por lá políticos como Jânio Quadros e artistas como Vinicius de Moraes. De tão bem relacionada, a cafetina tornou-se uma figura influente e temida na cidade. Teve, contudo, um fim melancólico. Quando morreu, nos anos 80, havia perdido todas as suas propriedades, em decorrência de um golpe aplicado por seu próprio contador.

Em sétimo lugar na categoria de não-ficção, Eny e o Grande Bordel Brasileiro (Objetiva; 292 páginas; 33,90 reais) é fruto de mais de dez anos de pesquisa do jornalista Lucius de Mello. O desejo de anonimato de suas fontes fez com que ele optasse por uma narrativa romanceada. Nisso reside a fraqueza do livro. O autor gasta as primeiras sessenta páginas idealizando a vida dos antepassados de Eny e outras mais fazendo reconstituições dramáticas de sua agonia no hospital. Mais que informações sobre a personagem, o livro oferece uma torrente de adjetivos e frases com pretensão literária. "As batalhas da menina contra o maligno se materializavam e se desmanchavam na abstrata e ao mesmo tempo sólida realidade do amor despedaçado", escreve Mello. Fica difícil encontrar a Eny real em meio a tanta fantasia.

Marcelo Marthe

 

   
 
Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Nobel, Siciliano, Fnac; Rio: Saraiva, Nobel, Laselva, Sodiler, Siciliano; Porto Alegre: Saraiva, Nobel, Livraria Ed. Porto Alegre, Siciliano; Brasília: Sodiler, Nobel, Siciliano, Saraiva, Leitura; Recife: Sodiler, Nobel, Saraiva, Siciliano; Natal: Sodiler, Nobel; Florianópolis: Siciliano; Goiânia: Siciliano, Nobel; Fortaleza: Siciliano, Laselva, Nobel; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva; Belo Horizonte: Siciliano, Nobel, Leitura; Maceió: Sodiler, Nobel.
   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS