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Proibido
mastigar
Universidade
da Califórnia dá
seu aval a um
regime que admite
apenas o consumo de líquidos
Tatiana
Schibuola

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Quem
já encarou um spa rigoroso conhece a sensação: passar
o dia inteirinho, às vezes dois, até três para os
mais estóicos, ingerindo apenas líquidos. Emagrece que é
uma beleza. Pena que, acabada a tortura, os sólidos normalmente
recuperem seu espaço na silhueta. Pois o princípio da perda
de peso à base de uma dieta líquida, método cosmético
destinado antes de tudo a desintoxicar e a estimular gordinhos renitentes,
agora ganhou solidez científica. E eficiência comprovada
veja-se nas fotos acima o novo visual da atriz americana Yvette
Freeman, 45 anos, a ex-rechonchuda enfermeira Haleh Adams, do seriado
E.R. Depois de passar seis meses tomando shakes e suplementos,
Yvette baixou de 116 quilos (e risco iminente de desenvolver diabetes)
para 63 quilos. "Nas três primeiras semanas do regime eu subia pelas
paredes", contou ela a VEJA. "Não era exatamente uma pessoa boa
de se ter por perto." Hoje, está um doce light.
A dieta de Yvette foi recomendada e supervisionada pela equipe de médicos,
nutricionistas e psicólogos do Risk Factor Obesity (RFO), um programa
patrocinado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla),
que investiga e utiliza dietas com valor calórico muito baixo no
tratamento da obesidade mórbida. O tratamento ultra-rigoroso, que
só pode ser feito com estrito controle médico, admite o
consumo de 500 a 800 calorias por dia (só para comparar: duas fatias
de pizza de mussarela praticamente já preencheriam a cota), tudo
na forma de líquidos. A peça de resistência é
um shake especial, à base de fibras, como a maioria, mas enriquecido
com proteínas de origem animal, carboidratos e vitaminas. "Fazer
o mesmo regime com os produtos comerciais comuns ou ingerindo sucos e
sopas levará, a longo prazo, a uma carência de nutrientes
essenciais ao bom funcionamento do organismo", avisa Joe Walker, coordenador
do programa em Los Angeles.
Para agüentar tanto tempo sem mastigar, os participantes do programa
freqüentam reuniões de grupo conduzidas por psicólogos
duas vezes por semana. Os pacientes ainda passam por uma série
de exames médicos semanais e assistem a palestras de "reeducação".
O investimento é significativo, em sacrifício, tempo (no
mínimo seis horas por semana) e dinheiro (150 dólares a
primeira consulta, mais 295 dólares em manutenção
mensal, mais cerca de 60 dólares por semana em shakes e suplementos).
Atingido o peso ideal, pagam-se mais 350 dólares por seis meses
de acompanhamento pós-regime. "Estou justamente na fase mais difícil",
suspira Yvette, que, promovida a 1 400 calorias por dia, malha quatro
vezes por semana e continua a assistir a palestras. "A vantagem é
que, quando desanimo, em vez de comer, faço compras. Descobri que
comprar roupas é maravilhoso", diz, feliz com a nova silhueta.
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