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Uma estátua no meio da orla
De costas para o mar, perde a vista da paisagem mas em compensação não deixa passar uma moça bonita. No ano do seu centenário, o poeta Carlos Drummond de Andrade, mineiro de Itabira, imortaliza-se em plena Copacabana, onde viveu tantos anos. A estátua de bronze, inaugurada na semana passada, causou surpresas, atraiu turistas e virou ponto para fãs recitarem poemas. Dois dias depois amanheceu carimbada pelos pichadores de plantão. "Baseei-me em uma foto do Drummond com aquele seu jeito tímido, justamente numa de suas caminhadas diárias", diz o escultor Leo Santana.
Quarentona em forma No auge da carreira, Demi Moore, por todo ou nenhum motivo, mostrava o corpo malhado e siliconado, fosse em nome da arte no filme Striptease, de biquíni em programa de entrevistas na TV ou na pele de soldado careca em Até o Limite da Honra. Daí, cansou, foi morar numa cidadezinha do interior, arrumou um namorado personal trainer (caso já encerrado) e se dedicou às três filhas. Passados cinco anos, volta como a vilã de As Panteras 2. E aparece como? Mostrando o corpo, claro. E que corpo! Aos 40 anos, está mais esguia e mais bonita do que quando era um feixe de músculos. "É impressionante", baba-se a colega pantera Drew Barrymore.
Senhora McCartney mostra a perna
Dedicada a promover sua autobiografia, A Single Step (Só um Passo), Heather Mills, 34 anos, a desinibida senhora Paul McCartney, fez mais do que conceder uma entrevista a Larry King, da CNN. Em pleno horário nobre, calmamente removeu a prótese que usa desde que perdeu a perna esquerda, num acidente há nove anos, e mostrou-a ao apresentador. "Parece perna de verdade. Belos dedos", elogiou King. "Eu que desenhei. Não é linda?", gabou-se Heather. "Você sente alguma coisa nela?", quis saber King. "Tudo. Você põe a mão e eu sinto os dedos se abrirem", rebateu Heather. E emendou: "Larry, Paul não vai gostar de você pôr a mão na minha perna". Embalada, confessou um segredo: tem uma perna para cada tipo de salto. A maioria, com unhas pintadas.
A
imortalidade mais festejada
Diplomacia sem segredos
O estilo descontraído da embaixadora americana no Brasil, Donna Hrinak, marcou mais pontos na semana passada, e não foi só pelo encontro com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva em seu comitê de campanha, em São Paulo. Antes da reunião, seguindo o exemplo de nove entre dez brasileiras com conta bancária suficiente e alguma insatisfação estética, ela entrou no bisturi. O cirurgião plástico Aristóteles Bersou Junior produziu um nariz novinho em folha, aproveitando para preencher lábios e sulcos. Daí, a embaixadora fez o que nenhuma brasileira faria: apareceu em público exibindo curativos e leves hematomas. "Estava cansada de ver os jornais publicarem fotos do meu nariz pontudo", assumiu.
Editado
por Lizia Bydlowski.
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