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Edição 1 776 - 6 de novembro de 2002
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"1990, 1994, 1998, 2002. Água mole em pedra dura tanto bate até que Lula."
José Vicente Dias Leme
Jaboticabal, SP

 

O presidente Lula

A eleição de Lula é o resultado da maturidade da maioria dos políticos, da sobriedade de estadista do presidente FHC, do comportamento equilibrado dos empresários e dos trabalhadores e da responsabilidade da grande imprensa nacional. Esta conjunção de valores só engrandece o Brasil, orgulha os brasileiros e dá exemplo de civilidade ao mundo ("Triunfo histórico", 30 de outubro).
Joanilson Marinho da Silva
Campina Grande, PB

Depois de 50 milhões de beijos de uma princesa sofrida e esperançosa, finalmente o sapo se transforma em príncipe. Ele não monta um cavalo branco, e sim uma estrela; em vez de uma espada, empunha uma bandeira vermelha. Será que viverão felizes para sempre?
Elza Helena Santana
Carapicuíba, SP

Adorei a capa da edição 1.775 de VEJA e me orgulho de tê-la escolhido. Um retrato honesto da mais pura democracia.
Ivan Rodriguez
Curitiba, PR

Talvez eu não seja brasileiro o bastante para entender por que um ex-operário que ficou tantos anos sem trabalhar pode ser a melhor alternativa para governar um país continentalmente complexo como o nosso. A meu ver, representa apenas a falência da classe política brasileira, substituída por uma nova utopia. Não vejo otimismo nisso. Sinto tristeza.
Roberto Amorim
São Paulo, SP

Como em um conto de fadas, o menino pobre de fora dos palácios se torna "rei". Cabe esperar para ver se além de carisma haverá competência para levar o Brasil a um final feliz.
Rudine Antes
Lages, SC

Só espero não estarmos jogando no lixo o avanço obtido na área social e educacional nos últimos anos. Ou será que só a ONU enxerga esse fato? Seria essa descontinuação a grande mudança objetivada pelos eleitores?
André Luiz de Almeida
Blumenau, SC

Eis que o ufanismo tomou conta de todos nós, pobres brasileiros, e fomos às urnas cumprir o mais nobre dever de cidadão – escolher os responsáveis pelo destino da nação. Nessa oportunidade aguçamos os sábios dotes analíticos para eleger o que temos de melhor na nossa comunidade. A expressão máxima de honradez, capacidade, experiência no trato político nacional e internacional, sensibilidade humanitária e amor ao torrão natal. Pois aí está o homem, espelho do que somos. Eleição também é lição, e tomara que tenhamos aprendido o suficiente.
Eurico Mariano Moura
Salvador, BA

Gostaria de cumprimentar VEJA pelo exemplar comportamento demonstrado em todo esse processo eletivo brasileiro. Um veículo de comunicação atuante, responsável, imparcial e democrático. Nós leitores também estamos de parabéns, assim como todos os brasileiros, pela ímpar oportunidade de poder acompanhar notícias e informações que nortearam esse evento democrático que passou e que não deve parar aqui simplesmente em decorrência de tabulação de números. Todos os brasileiros devem continuar nessa jornada cívica de discussões, opiniões, palpites, críticas e sugestões.
Nacélio Ezequiel de Araújo
Bangcoc, Tailândia

Aproveitemos este momento empolgante para tentar corrigir as desigualdades de nosso país. A resposta sobre como ajudar será encontrada em nossa mais sincera reflexão.
Gabriel Salles
Londres, Inglaterra

Sobre termos um presidente de origem popular, Lula é o melhor 1.0 da categoria!
Eduardo Spencer Loewenthal
São Paulo, SP

 

Especial VEJA Saúde

Gol de Placa! A Edição Especial VEJA Saúde (novembro de 2002) é um primor de clareza e síntese para todos os leitores que buscam orientação e melhor qualidade de vida nos dias atuais. Ao ver a equipe de assessores que trabalhou na execução dessa edição percebe-se por que ela agrada – é da mais alta qualidade.
Odilon Pilli
Rio de Janeiro, RJ

A Edição Especial veio tirar muitas dúvidas relacionadas ao que temos de mais importante na vida: a saúde! Realmente é uma revista para ser lida mais de uma vez.
Mirian Miguel Nakajima
Vitória, ES

As reportagens foram embasadas na opinião de profissionais de alto nível, com informações honestas, sem falsas ilusões nem antienvelhecimento ou embelezamento miraculoso. Essa é a verdadeira prestação de serviço.
Elizabete Viana de Freitas
Rio de Janeiro, RJ

Se a saúde ainda permite muitas incertezas, com VEJA Saúde podemos ter uma certeza absoluta: estamos no caminho certo.
Eliana Cristina Correa
Ribeirão Preto, SP

 

Stephen Kanitz

Como representantes de uma das cinco maiores entidades filantrópicas do país, foi com extrema satisfação que lemos o artigo "O poder do terceiro setor" (Ponto de vista, 30 de outubro). O papel filantrópico de milhares de instituições brasileiras não pode ser ignorado. O atendimento pelo SUS que, em 55 hospitais, oferecemos a 70% dos pacientes chegou a 2,5 milhões de pessoas em 2001, além de creches, programas de aleitamento materno e outros projetos. Sem esse apoio das filantrópicas, o poder público talvez não tivesse como garantir os direitos básicos firmados na Constituição.
Paulo Roberto Camara
Superintendente da Pró-Saúde – Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar
São Paulo, SP

 

Arc

É, Arc, as pessoas sentem medo das mudanças, mas imagine só como a Terra seria diferente se aprendêssemos com os erros cometidos e tentássemos as mudanças, sem medo. Não teríamos perdido tantas oportunidades. Mas, como diria o poeta, "ainda é cedo" ("Arc e a rotina", 30 de outubro).
Mozart Fialho Jr., sem medo de mudar
Por e-mail

 

Stephen Kanitz 2

Em seu artigo "O poder do terceiro setor" (30 de outubro), o senhor Stephen Kanitz diz que o presidente Fernando Henrique "deixou o social mais nas mãos de dona Ruth Cardoso, sem verbas nem apoio". Esclareço que o governo federal, por meio dos ministérios e outros órgãos, desenvolve programas sociais dos mais importantes, com apoio e verbas que cresceram nesse período, sem que eu tenha qualquer papel de comando ou função executiva nesse processo. A colaboração do Conselho da Comunidade Solidária tem sido a promoção de maior diálogo entre a sociedade civil e as várias áreas governamentais. Também colaboramos na experimentação de novas metodologias para a execução de programas sociais e na coordenação entre os projetos, de forma a evitar sobreposições e desperdício de recursos. Quanto à minha atuação na captação de recursos, esclareço que os programas nascidos do Comunidade Solidária – e que hoje funcionam como organizações não-governamentais, cada qual com coordenação própria – sobrevivem graças às parcerias com empresas, universidades e governos de todos os níveis. Posso assegurar que apoios e parcerias surgem em proporção direta à qualidade dos programas. Assim, não me considero uma ameaça a entidades sociais, mesmo porque um dos nossos objetivos é o fortalecimento da sociedade civil que trabalha pelo interesse público.
Ruth Cardoso
Presidente do Conselho da Comunidade Solidária
Brasília, DF

 

CORREÇÃO: A empresa Seghers Genetics do Brasil não produz suínos geneticamente modificados, como foi publicado na reportagem "O motor que faz o Brasil andar" (18 de setembro). A empresa faz melhoramento genético de suínos por meio de técnicas clássicas de cruzamentos sucessivos entre os animais mais produtivos.

 

O ANO DA POLÊMICA

A edição 1 774 de VEJA bateu um recorde de cartas dos leitores. Foram 2 550 comentando as reportagens daquela semana. A matéria de capa, sobre os grupos radicais que militam nos quadros do PT, bateu outro recorde: foi a mais comentada da história da revista, com 964 cartas. Das cinco reportagens mais discutidas pelos leitores em toda a história de VEJA, três são deste ano. Confira ao lado a relação das matérias campeãs:

 
1. "O que querem os radicais do PT" (Capa, 23 de outubro de 2002) 964
2. "Terrorismo - Este mundo nunca mais será o mesmo" (Capa, 19 de setembro de 2001) 653
3. "Fernandinho Beira-Mar - Ele zomba da lei" (Capa, 18 de setembro de 2002) 647
4. "Cazuza - A luta em público contra a Aids" (Capa, 26 de abril de 1989) 625
5."O paradoxo da miséria" (Capa, 23 de janeiro de 2002) 517



EXEMPLO DE MÃE

A luta da bancária aposentada Maria Odete Moschen para superar o drama de seu filho, que sofre de neuropatia óptica hereditária de Leber, mal genético que leva à cegueira ("Não admito", 23 de outubro), comoveu dezenas de leitores. Irineu Antonio Reinehr, de Getúlio Vargas, Rio Grande do Sul, foi um dos que solicitaram um contato com a mãe do adolescente. "Minha mulher tem uma doença degenerativa na retina e está perdendo a visão. A senhora Moschen pode ter preciosas informações sobre o assunto", escreveu Reinehr. A senhora Maria Odete Moschen se dispôs a conversar com os leitores que tenham interesse pelo tema pelo e-mail: omoschen@escelsa.com.br.



 
 
   
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