Edição 1874 . 6 de outubro de 2004

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As histórias de bruxa que
Lya Luft conta para os netos


Pedro Rubens
Em família: Lya (à dir.), filha e netas


A escritora e colunista de VEJA Lya Luft, 66 anos, não é uma avó típica. Não faz bolo para os netos e não suporta o gênero "velhinha doce". Mas ela conserva uma semelhança com Dona Benta, personagem de Monteiro Lobato que representou a figura mais acabada da avó para gerações de brasileiros: Lya adora contar histórias a seus netos. Consagrada como tradutora e romancista, sucesso de vendas com o ensaísmo de Perdas & Ganhos (400.000 exemplares vendidos) e Pensar É Transgredir (160.000), Lya agora faz sua estréia na literatura infantil com Histórias de Bruxa Boa (Record; 94 páginas; 39,90 reais). Dedicado aos sete netos da autora, o livro foi baseado em histórias que Lya inventou para eles – em especial, para a neta Isabela. O livro, aliás, tem um simpático toque familiar. As ilustrações são da médica e artista plástica Susana Luft, filha de Lya e mãe de Isabela (e das gêmeas Fabiana e Fernanda). A bruxa boa do título é Lilibeth, uma avó moderna que passa o dia entre o computador e os livros – mas que ainda assim encontra tempo para iniciar sua neta Tatinha nas artes da bruxaria. Encantada pelas histórias da avó, Tatinha desdobra-se para buscar os estranhos ingredientes mágicos exigidos por Lilibeth para combater duas bruxas chamadas Cara-de-Panela e Cara-de-Janela. Mesmo repletas de elementos modernos, são histórias que guardam o encanto ancestral dos contos de fadas.

 
 
 
 
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