|
|
Livros
Abracadabra
As histórias de bruxa que
Lya Luft conta para os netos
Pedro Rubens
 |
| Em família: Lya (à dir.),
filha e netas |
A
escritora e colunista de VEJA Lya Luft, 66 anos, não é
uma avó típica. Não faz bolo para os netos
e não suporta o gênero "velhinha doce". Mas ela conserva
uma semelhança com Dona Benta, personagem de Monteiro Lobato
que representou a figura mais acabada da avó para gerações
de brasileiros: Lya adora contar histórias a seus netos.
Consagrada como tradutora e romancista, sucesso de vendas com o
ensaísmo de Perdas & Ganhos (400.000
exemplares vendidos) e Pensar É Transgredir (160.000),
Lya agora faz sua estréia na literatura infantil com Histórias
de Bruxa Boa (Record; 94 páginas; 39,90 reais). Dedicado
aos sete netos da autora, o livro foi baseado em histórias
que Lya inventou para eles em especial, para a neta Isabela.
O livro, aliás, tem um simpático toque familiar. As
ilustrações são da médica e artista
plástica Susana Luft, filha de Lya e mãe de Isabela
(e das gêmeas Fabiana e Fernanda). A bruxa boa do título
é Lilibeth, uma avó moderna que passa o dia entre
o computador e os livros mas que ainda assim encontra tempo
para iniciar sua neta Tatinha nas artes da bruxaria. Encantada pelas
histórias da avó, Tatinha desdobra-se para buscar
os estranhos ingredientes mágicos exigidos por Lilibeth para
combater duas bruxas chamadas Cara-de-Panela e Cara-de-Janela. Mesmo
repletas de elementos modernos, são histórias que
guardam o encanto ancestral dos contos de fadas.
|