Edição 1874 . 6 de outubro de 2004

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Guia

Colisão sem traumas

Para evitar que uma batida de carro se torne um problema jurídico, há algumas providências a tomar após o acidente.

A quem avisar: se alguém se machucou, é necessário avisar os bombeiros – pelo telefone 193. Os veículos devem ser deixados na posição em que ficaram após o acidente. Se não houve vítimas, mas um dos veículos não pode mais andar, pode-se notificar a polícia, pelo 190, para a remoção.

Testemunhas: em qualquer caso é bom anotar o nome, o número de um documento e o endereço de pelo menos duas testemunhas. Deve-se também anotar os dados do outro veículo e de seu condutor.

Boletim de ocorrência: caso haja vítimas, deve-se esperar a chegada da polícia para registrar a ocorrência, depois de socorrê-las. Se a colisão provocou poucos danos, o boletim pode ser registrado no prazo de trinta dias. Algumas seguradoras exigem perícia oficial do veículo. É recomendável pedi-la à autoridade policial.

Fonte: Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo

 

Os filhos e o telefone


Pedro Rubens


Qual a idade certa para a criança ganhar o primeiro celular? Antes dos 10 anos, muitos pais já são pressionados com aquele argumento: "Todos os meus coleguinhas têm um". Mais que um brinquedo, o aparelho é muitas vezes um item de segurança, que permite aos pais localizar as crianças com facilidade. Se o filho fica poucas vezes distante dos pais, o problema pode ser resolvido emprestando o próprio aparelho a ele quando for necessário. Conforme a independência aumenta, os filhos podem precisar entrar em contato com os pais mais vezes, para avisar sobre uma mudança de planos ou pedir que os busquem. Aos 10, 11 anos, um celular pode ser necessário. A idade, porém, varia de acordo com a capacidade da criança de utilizar o aparelho. Se ele o perder mais de uma vez, por exemplo, o pai não precisa sentir-se culpado ao não repor o presente.

Escola – No colégio, a criança e o adolescente devem seguir as regras estabelecidas. Em algumas, o uso é proibido, mesmo durante o intervalo. Em outras, a ordem é desligar durante a aula. Os pais devem informar-se sobre a decisão da escola e apoiá-la, lembrando-se de que sempre é possível entrar em contato com o filho por meio do telefone da diretoria.

Cuidados – Convém comprar um modelo mais simples e recomendar à criança que não fique se exibindo com ele na escola nem forneça o número a qualquer pessoa. Por questões de segurança, os pais podem fiscalizar as ligações recebidas e efetuadas.

 

Como controlar os gastos com celular

É preferível usar modelos pré-pagos, que evitam surpresas na conta

É recomendável combinar com o filho uma data para o carregamento e o valor que deverá ser gasto no período. Se o crédito acaba antes, os pais devem manter o trato para evitar abusos na utilização

Há a possibilidade de bloquear a realização de chamadas interurbanas e o recebimento de ligações a cobrar, caso não sejam necessárias

Para avisos rápidos, uma alternativa é utilizar as mensagens de texto, mais baratas que as ligações

Fontes: Içami Tiba, psiquiatra e autor de livros como o best-seller Quem Ama, Educa (Ed. Gente), e Tania Zagury, educadora e autora do livro Escola sem Conflito – Parceria com os Pais (Ed. Record)

 

Colaborou Luís Peres

 
 
 
 
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