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Religião
Santo Habsburgo
Último imperador da dinastia
recebe a beatificação
AFP
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| Carlos I e a mulher, Zita: milagre no Brasil
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Os Habsburgo foram a mais poderosa dinastia da Europa no último
milênio. Ao longo de 700 anos morra de inveja, PFL
, produziram 23 imperadores da Áustria, honraria em
geral acumulada com o trono da Hungria, sem contar seis reis da
Espanha e três de Portugal, entre outros de seus inúmeros
domínios. Só não tinham um santo nas fileiras
do primeiro escalão, falha a caminho de ser corrigida com
a beatificação do último dos Habsburgo, Carlos
I da Áustria, marcada para o dia 3, numa cerimônia
no Vaticano. O último kaiser teve uma trajetória inexpressiva:
assumiu o trono em 1916, por falta de herdeiros diretos de seu tio-avô,
José Francisco, em meio aos horrores da I Guerra Mundial,
e dois anos depois assistiu impotente à derrocada do Império
Austro-Húngaro. Há indícios de que tentou apressar
o fim inevitável do morticínio e também acusações
de que aprovou o uso de gás mostarda contra tropas russas,
francesas e inglesas. Morreu no exílio, em 1922, aos 34 anos.
Como um homem assim chega às portas
da santidade? O Vaticano tem uma dívida de gratidão
com a dinastia, a maior defensora do catolicismo ao longo de séculos
numa região da Europa conturbada tanto pela Reforma Protestante
quanto pelos avanços do Império Otomano. Mas o milagre
necessário para elevar o último kaiser ao círculo
dos beatos é de uma modéstia absoluta: a freira polonesa
Maria Zita Gradowska, radicada em Curitiba, atribui a ele a cura
de um grave problema de varizes, em 1960. Numa noite de desespero,
rezou ao ex-imperador, casado com sua xará a princesa
Zita de Bourbon e Parma , e, diz, no dia seguinte acordou
curada. Ponto para o Santo Habsburgo.
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