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Livros
Leitura de ouvido
Dan Brown e Machado de Assis estão
entre os audiolivros na internet brasileira

Jerônimo Teixeira
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O leitor brasileiro já
pode ouvir algumas de suas obras favoritas, comprando audiolivros
pela internet. O thriller O Código Da Vinci, de Dan
Brown, e clássicos como O Alienista, de Machado de
Assis, estão entre os textos disponíveis. A oferta
ainda é limitada menos de 300 títulos ,
enquanto o Audible, o maior site de downloads de audiolivros dos
Estados Unidos, conta com mais de 30.000. O público mais
óbvio dos audiolivros são os deficientes visuais,
mas o produto também oferece uma alternativa para aqueles
momentos cotidianos em que é impraticável ler um livro.
As horas perdidas no trânsito, por exemplo, podem ser ocupadas
ouvindo as conspirações de Dan Brown. O audiolivro,
aliás, é mais eficiente para livros com muita trama
e pouco estilo, como o Código. É ideal também
para a auto-ajuda a motivação funciona melhor
em voz alta. Machado de Assis em audiolivro é uma idéia
mais problemática. Compreender um autor dessa estirpe exige
o recolhimento que só o livro em papel oferece. Mas isso
não é propriamente uma crítica: O Alienista
no fone de ouvido sempre será melhor do que funk carioca.
São duas as empresas que
estão se arriscando nessa seara ainda inexplorada no Brasil.
A Voolume vende obras em geral curtas, como contos de Machado de
Assis ou Edgar Allan Poe e obras da coleção Folha
Explica. "Os textos breves são um bom meio de formar um público
para o nosso produto", diz Maurício Mota, um dos sócios
da empresa. A Audiolivro foi direto a best-sellers como O Código
Da Vinci e O Doce Veneno do Escorpião, de Bruna
Surfistinha. As obras contam com trilha sonora mas não
têm nada de teatro: o texto geralmente é lido por um
único locutor. "Nós buscamos vozes marcantes, agradáveis
e sem sotaque regional", explica Marcos Giroto, criador da Audiolivro.
A Audio Publishers Association,
entidade que congrega as empresas do setor nos Estados Unidos, calcula
que os audiolivros representem de 10% a 15% da venda de livros no
país, onde já contam com uma tradição
que vem pelo menos desde os anos 50. Alguns dos primeiros registros
são históricos, pois eram os próprios autores
que liam suas obras o poeta Dylan Thomas, por exemplo, lançou
um disco com um conto e alguns poemas em 1952. Hoje, as gravações
ficam quase sempre a cargo de locutores ou atores. No Brasil, o
negócio ainda é tímido. A Voolume tem registrado
uma venda média de 700 livros por mês, e a Audiolivro,
de 1.000. A Voolume pretende permanecer somente na internet. A Audiolivro
está entrando também nas livrarias, com produtos "físicos".
Já produziu CDs com a leitura integral de O Código
Da Vinci e de O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien.
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