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Arquitetura
Espetáculo
de aço
Auditório Disney, a nova ousadia de Frank
Gehry,
o criador do Guggenheim de Bilbao

Raul
Juste Lores
AFP
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| O
arquiteto Gehry: "arquitetura-espetáculo" |
Depois
de colocar no mapa turístico mundial a cidade espanhola de
Bilbao, com a arquitetura-espetáculo do Museu Guggenheim,
o americano Frank Gehry, de 74 anos, vai, afinal, inaugurar uma
grande obra na cidade em que mora há mais de cinqüenta
anos, Los Angeles. Em outubro abre as portas o Auditório
Walt Disney, que abrigará a Ópera e a Filarmônica
da cidade. Com altura equivalente a um prédio de doze andares,
quatro teatros o maior deles com 2.265 lugares e um
anfiteatro ao ar livre de 300 lugares, será uma das mais
arrojadas casas de espetáculos da atualidade. O preço
final será de 300 milhões de dólares, o triplo
do gasto no museu de Bilbao. O nome é uma homenagem ao maior
patrocinador. A viúva de Walt Disney doou os 50 milhões
de dólares iniciais, em 1987. Mais tarde, a família
e as empresas Disney contribuíram com mais 75 milhões
e a prefeitura de Los Angeles coletou doações para
fechar o orçamento o projeto foi modificado várias
vezes, sempre inflacionando o custo.
Gehry é adepto de prédios que parecem esculturas
é a esse estilo que se dá o nome de "arquitetura-espetáculo".
Um de seus ídolos, não por acaso, é o brasileiro
Oscar Niemeyer, o arquiteto de Brasília. Formas e volumes
irregulares marcam todos os seus projetos arquitetônicos.
Em Bilbao, ele utilizou placas de titânio. Em Los Angeles,
as paredes externas são de aço inoxidável.
Para obter essas formas extravagantes, cheias de côncavos
e convexos, que mudam de cor de acordo com a incidência da
luz do sol, o arquiteto usa um programa de computador desenvolvido
pela Nasa, a agência espacial americana. A nova sala de concertos
representa uma mudança e tanto na fisionomia da cidade. "Los
Angeles sempre foi um mau exemplo de urbanismo, com um centro sem
vida", disse a VEJA o arquiteto americano Thom Mayne, professor
do Art Center, colégio de design na Califórnia. "Com
a inauguração do auditório, o centro volta
a ganhar vida." A temporada inaugural mostra bem a ambição
do auditório em se transformar no principal palco da música
na Califórnia: seis badalados compositores vão criar
novas obras especialmente para a festa
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