Edição 1912 . 6 de julho de 2005

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Holofote

Felipe Patury

• ELE VOLTOU AO MERCADO

Celso Junior/AE


O ex-presidente do Banco do Brasil Cássio Casseb encerrou há duas semanas sua quarentena. Casseb é o novo presidente da trading Coinbra, o braço brasileiro do grupo francês Louis Dreyfuss. A empresa figura entre os maiores exportadores do país de açúcar, soja, algodão e suco de laranja, com um faturamento de 1,6 bilhão de dólares por ano. Até assumir o novo emprego, Casseb dividia o escritório com o ex-presidente da Petrobras Henri Philippe Reichstul. Cogitava manter-se como consultor, mas considerou que a proposta para o novo emprego era irrecusável.

 

• UMA CPI PARA O IRB

Alexandre C Mota/O Tempo


O deputado mineiro Carlos Willian, do PMDB, diz que já tem assinaturas suficientes para instalar uma CPI destinada a investigar a corrupção no Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). Willian garante que pode municiá-la com gravações que forneceriam mais provas sobre o esquema de corrupção no instituto. Afirma ainda que tem documentos em papel sobre o caso. Segundo Willian, há indícios de que, em apenas uma operação, os dirigentes do IRB receberam 12 milhões de reais em propina.

 

• DE QUEM É A MÚSICA, MAESTRO?

Leonardo Aversa/Ag. O Globo


Corre na Justiça de Brasília um processo que pode arranhar a imagem de Jorge Mário da Silva, o Seu Jorge. Os músicos Ricardo Coelho e Rodrigo Pereira o acusam de ter plagiado seis de suas canções: Carolina, Tive Razão, Gafieira S.A., Chega no Suingue, She Will e Não Tem, alguns dos maiores sucessos de Seu Jorge. De acordo com os músicos brasilienses, Seu Jorge os teria plagiado depois de gravar com eles. A assessoria de Seu Jorge diz que é tudo mentira. Ele já perdeu, porém, duas decisões na Justiça.

 

• O EXEMPLO DE GARFINKEL

Divulgação


O Centro de Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) patrocinará 38 escolas públicas. Os empresários pagarão a reforma dos prédios e o treinamento dos professores. A decisão foi tomada depois de uma palestra sobre a experiência de Jayme Garfinkel, da seguradora Porto Seguro. Em 1991, ele adotou três escolas paulistas. Há oito anos, também patrocina uma pré-escola. Só neste ano, Garfinkel gastará 4 milhões de reais nesses projetos, o equivalente a 2% do seu faturamento. Tudo sem benefícios fiscais.

 

Com reportagem de Fábio Portela,
Heloisa Joly, Paula Neiva e Sérgio Martins

 

 

 
 
 
 
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