Edição 1912 . 6 de julho de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"VEJA expõe claramente o lamento de milhões de brasileiros que acreditaram erradamente no Partido da Trapaça."
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP

Governo

A revista está fazendo a lição de casa ao apontar as montanhas de corrupção que teimam em contrariar a topografia da Esplanada dos Ministérios. É preciso saber que, há muito tempo, os verdadeiros culpados somos nós, nossa sociedade que vota mal e não exerce o direito de fiscalização. Não é só o Lula que dá cheque assinado em branco a Roberto Jefferson; fazemos o mesmo com nossos representantes. Não temos a cultura do exercício de nossos direitos, embora a revista nos dê aulas magistrais de que ainda vale a pena ser honesto ("O assalto ao Estado", 29 de junho).
Laudi Vedana
Pato Branco, PR  

Eu gostaria de parabenizar a equipe de arte da revista VEJA, que tão divinamente nos presenteia toda semana. Sou designer gráfico e fico sempre na expectativa da próxima edição, esperando ser surpreendida com a arte da capa. E até hoje VEJA não me decepcionou. Pelo contrário. Deixa-me a cada semana mais entusiasmada. Na semana passada arrasou com a arte da estrela do PT cobrindo o brasão nacional. Parabéns pela criatividade e pelo profissionalismo do setor. O trabalho está impecável!
Ingrid Bratkoski Alves de Carvalho
Aquidauana, MS

Genial e ao mesmo tempo triste a foto estampada na capa da revista VEJA. A que ponto chegaram a ganância e a irresponsabilidade dos comandantes de um segmento político que se intitulava o ícone da moralidade e da justiça social!
Osmar Martins Cerioni
Jarinu, SP  

A democracia brasileira, principalmente por meio da imprensa, se consolida e vem tratando a questão da corrupção com grande determinação e seriedade. Mas uma questão lateral se abre: se existe democracia interna no PT, como ficarão os líderes que puseram o partido em tão delicada situação? Eis um grande teste da história para o partido que se colocava como a reserva moral do país.
Antônio Felipe Asmuz Pereira
Biguaçu, SC

O leitor se defronta com situações lamentáveis, inadmissíveis, dignas de uma "republiqueta de bananas". O Partido dos Trabalhadores iguala-se ao conteúdo da fábula do escritor britânico George Orwell, publicada em 1945, intitulada A Revolução dos Bichos, que condena a traição de Josef Stalin à causa bolchevista. Animais tomam o poder em uma fazenda e, paulatinamente, desvirtuam seus propósitos revolucionários: "Todos são iguais perante a lei, mas alguns são mais iguais".
Valdomiro Nenevê
São José dos Pinhais, PR  

Agora só falta o presidente Lulla dizer: "Não me deixem só, minha gente!"
Fidel Klinger Rego
São Luís, MA  

Meus parabéns aos editores e designers da revista que mais amamos no país pela sátira de bom gosto da capa da edição 1 911. Já é tarde para que nós, brasileiros, tomemos alguma atitude contra todos os tipos de corrupção. Viva a democracia! Vivam os impeachments!
Eduardo Figueiredo de Carvalho
São Paulo, SP

Depois das eleições presidenciais, que levaram legitimamente Lula e o PT ao poder, dizia-se que a esperança venceu o medo. Hoje, passados pouco mais de dois anos, constatamos que, infelizmente, a corrupção matou a esperança.
Mário Capella
Florianópolis, SC  

Em face de tanta corrupção só temos a lamentar, pois sabemos que o grande perdedor é o povo brasileiro. O dinheiro roubado dos contribuintes honestos jamais retornará. Mas é imprescindível que continuemos lutando contra a corrupção.
Ângela Maria Botelho de Menezes
Goiânia, GO

O artigo "Muito barulho por nada" (29 de junho), de Mario Sabino, foi a melhor coisa que li na VEJA da semana passada, pois conseguiu colocar em palavras o que senti quando vi a entrada "triunfal" de José Dirceu na Câmara dos Deputados e ouvi seu discurso. Toda a minha indignação foi muito bem traduzida nesse artigo. Obrigado!
José Antonio Altmayer
Rio Grande, RS

Agradeço à revista VEJA pelo artigo "Muito barulho por nada". Os barulhentos petistas demonstraram, mais uma vez, como tratam o Erário, deixando suas repartições apenas para apoiar um de seus "camaradas", demitido por justa causa.
José de Freitas Guimarães
Paulínia, SP

Parabéns pelo lúcido e corajoso artigo. Com precisão cirúrgica, ele definiu o comportamento passado, presente e futuro de uma eminência parda do governo.
Décio Mazeto
Marília, SP

Pelos quatro cantos do Brasil, ecoa um grito forte, vindo do mais profundo de nossa alma. Inspirados no gesto de dom Pedro, ergamos não uma espada, mas nossas carteiras vazias e gritemos: basta! Basta de corrupção, de mensalão, de cargos de confiança para os companheiros do PT, de Delúbios e Silvinhos: basta do governo Lula. Pelo nosso bem, pelo bem do país e de nossos filhos, basta!
Carlos Alberto Teixeira de Almeida
Maringá, PR

Quando vi a capa da última edição de VEJA, senti orgulho de viver num país onde a liberdade de imprensa existe de fato. Parabéns a VEJA, que tão bem vem exercendo esse direito.
Cristiano Malucelli
Curitiba, PR

Quem destrói o ex-ministro Zé Dirceu não é a elite nem a oposição. É sua própria biografia. O que pensar de um homem que se diz guerrilheiro sem nunca ter empunhado uma arma?
Renato A. Pereira
São José do Rio Preto, SP

Colaborando com o dicionário da crise, aí vão mais alguns verbetes: fogo amigo – arma inventada para derrubar companheiros e herdar seus cargos; ouvido digital .– grava e deleta denúncias; sai rápido – ordem dada por corrupto e cumprida com presteza; tesoureiro – assaltante com carteirinha de partido ("O dicionário da crise", 29 de junho).
José Heimar de Lacerda
Belém, PA

 

Carta ao leitor

Quisera eu poder acreditar que o governo petista pagará caro por essa forma de governar, mas o universo de eleitores brasileiros que pensam, se informam e questionam nossos políticos é muito pequeno em face do restante, composto de analfabetos ou de pouca escolarização, alienados ou ingênuos, acostumados a ser enganados por demagogos e comprados a baixo preço, votando em troca de dentaduras e cestas básicas. Por tudo isso, Lula tem a certeza de que, até outubro de 2006, todos esses escândalos estarão esquecidos, mortos e sepultados, graças à falta de memória de nosso eleitorado. Ele só não será reeleito se a economia desandar ("Escolha simples", Carta ao leitor, 29 de junho).
Laércio Zanini
Garça, SP

 

John Le Carré

Divina a entrevista com o romancista John Le Carré (Amarelas, 29 de junho). Análise sensata dos rumos da humanidade, indo das questões históricas e sociais às relações familiares. O mais surpreendente, no entanto, é a comprovação de que vivemos uma educação marcada pela hipertrofia de valores tangíveis (o discutível quociente de inteligência, bens de consumo, prêmios, salários, cargos, poder etc.) em contraste com a atrofia de uma educação solidária e afetiva. Há a redução ou a eliminação da afetividade ao longo do processo de formação do indivíduo e dos povos. Como resultado, a paralisia da humanidade!
Maria das Graças Targino
Teresina, PI

 

Russas

Surpreendi-me ao saber que mulheres russas são comercializadas como objetos pela internet ou por agências ("Beleza russa, tipo exportação", 29 de junho). É inadmissível que alguns vigaristas se aproveitem do sonho das jovens russas para extorquir dinheiro e destruir a vida de quem cai no golpe. As autoridades russas deveriam tomar atitudes para acabar com essa palhaçada machista e imoral.
Lais Aya Inaba
Vitória, ES

 

Veja essa

Sou obrigado a concordar com Caetano Veloso e com sua modéstia (Veja essa, 29 de junho). Realmente, ele é melhor, quanto à criação, que Chico (Chico Serra, piloto de Stock Car Brasil), Milton (Milton Neves, comentarista esportivo) e Gil (cantora de axé music, ex-vocalista da Banda Beijo).
Rodrigo Monteiro
Vila Velha, ES

 

Saúde

Em sua edição 1 911, no artigo "Boca a boca" (29 de junho), o dentista Fábio Bibancos afirma que "aparelho não funciona em adulto, só é eficaz para quem está em fase de crescimento". Infelizmente, o colega Fábio Bibancos desconhece uma especialidade odontológica: ortopedia funcional dos maxilares, que trata e corrige as maloclusões com aparelhos removíveis, tanto em crianças quanto em adultos, devolvendo o equilíbrio dinâmico oclusal.
Maria Aparecida Afonso Bernardes Yacoub
Cirurgiã-dentista e especialista em ortopedia funcional dos maxilares pelo Conselho Federal de Odontologia
São Paulo, SP

Está comprovado que o aparelho ortopédico móvel pode não só resolver problemas de maloclusão em adultos como também solucionar casos em que apenas a cirurgia seria indicada. Senti-me discriminada com a referência aos convênios. Eu e meu marido possuímos uma clínica diferenciada e bem-sucedida, em que 60% da clientela é de convênios odontológicos. E afirmo: é possível, sim, fazer um atendimento de qualidade, com tecnologia de ponta, "sem pular etapas" nem utilizar "material inferior".
Doutora Evelise Stracia Porto Santos
Barueri, SP

 

Varig Log

Diferentemente do que afirma a reportagem "O rasante da Varig" (11 de maio), a Varig Log não foi criada "para fornecer serviços de entrega expressa quando o mercado já estava saturado". Ela foi criada para prestar serviços de logística customizada usando os modais aéreo e rodoviário. A força da Varig Log está no transporte de carga industrial e na mala postal, em particular no tráfego internacional, responsável por 95% dos 497 milhões de dólares (1,466 bilhão de reais, e não 497 milhões de reais, como diz a matéria) que a empresa faturou no ano passado. Por outro lado, o setor de encomendas expressas é o que mais vem crescendo no Brasil no âmbito dos negócios de carga, continuando a atrair atenção e investimentos significativos não só dos operadores nacionais como também dos principais operadores globais internacionais. O vigor do segmento é refletido na mídia voltada para a carga, concentrando mais de 80% da publicidade dirigida ao setor. Na Varig Log, ela respondeu por 36 milhões de reais de faturamento em 2001, 62 milhões em 2004 e 23 milhões só neste primeiro trimestre, o que corresponde a 64% mais do que o faturado no mesmo período do ano passado. A reportagem afirma que "A Varig Log recebeu investimentos de 6 milhões de reais, mas em dezoito meses não conseguiu apresentar lucro e sim um déficit de 150 milhões de reais". É evidente que um projeto que envolve uma frota de aviões cargueiros, dezenas de terminais de carga espalhados pelo Brasil e por outros países e uma grande infra-estrutura demandou muito mais do que 6 milhões em investimento. Também não é verdade que "após a saída de Rocha Lima a agência Kroll foi contratada para averiguar as atividades da Varig Log". Entre um evento e outro, transcorreram-se dois anos, e não existe nenhuma conexão entre eles. Diferentemente do que foi escrito, ao assumir a presidência da empresa, eu não foquei "o negócio apenas na entrega da carga". Foquei na cadeia da logística aplicada ao transporte de uma variada gama de produtos, entre eles animais vivos, perecíveis, valores, obras de arte, bandas, teatros, orquestras, produtos farmacêuticos, máquinas, equipamentos, manufaturados e até jornais e revistas, como é o caso de VEJA (toda semana levamos em nossos aviões não menos de 20 toneladas de VEJA para o sul, sudeste e norte do país), etc. O produto encomenda expressa da Varig Log atinge, só no Brasil, cerca de 4.500 municípios e conta com uma rede, em expansão, de 312 franqueados. Relembrando: no ano passado, o faturamento global da empresa foi de 497 milhões de dólares e não de reais.
João Luis Bernes de Sousa
Presidente da Varig Log
São Paulo, SP

 

TCM

A reportagem "Irresponsabilidade aprovada" (29 de junho), sobre as contas de 2004 da prefeitura de São Paulo, desconsidera que duas das três áreas técnicas do TCM, assessoria jurídica e secretaria geral, analisaram do ponto de vista do direito os dados contábeis da auditoria e recomendaram a aprovação das contas. Afirmar que a decisão se baseia em "expedientes matreiros" exigiria demonstração jurídica, o que inexistiu. Os leitores poderão julgar melhor indo ao site www.tcm.sp.gov.br, no qual terão acesso aos votos proferidos.
José Fernando Lefcadito Alvares
Assessor de imprensa do TCM
São Paulo, SP

 

Kroll

Em resposta às informações sobre a Kroll publicadas na reportagem "O pagador do mensalão" (22 de junho), gostaria de esclarecer alguns pontos que não correspondem à verdade dos fatos. Os repórteres valeram-se de ilações de Marcos Valério Fernandes de Souza, descrito como lobista do PT, para afirmar que "a Kroll ofereceu dinheiro para que uma secretária (Fernanda Karina Somaggio) falasse no ano passado". Essa afirmação não tem fundamento. Mais à frente, a matéria reafirma que a Kroll foi flagrada "bisbilhotando autoridades". Mais uma vez ratificamos que não existem provas de que a companhia, seus funcionários ou colaboradores tenham investigado integrantes do governo. A reportagem também descreve uma mensagem eletrônica assinada por "AnaM e equipe", endereçada a Karina Somaggio. O autor dessa carta se dispõe a oferecer dinheiro em troca de um depoimento forjado, e os repórteres de VEJA alegam que Valério teria dito a amigos que "AnaM e equipe" "é um nome fantasia usado pelos investigadores da Kroll". De novo, tal afirmação atribuída pela matéria de VEJA ao descrito lobista do PT não tem fundamento. Sempre nos colocamos à disposição de VEJA – por meio da assessoria de imprensa – para uma conversa objetiva e transparente, a fim de desmistificar informações falsas. Nunca obtivemos resposta, apesar de nossa insistência. Inclusive, já fomos fonte para inúmeras matérias exclusivas em um passado bem recente (algumas delas escritas pelo próprio Felipe Patury, a quem sempre recebemos muito bem). Portanto, muito nos surpreende esse silêncio agora.
Andres Antonius
Global Head of Consulting Services Kroll

 

Governo 2

Sobre a reportagem "Assalto ao Estado" (29 de junho), a estrutura gerencial da administração pública federal conta com uma hierarquia de cargos e funções de chefia de variadas denominações e níveis de responsabilidade. Existe uma diferença fundamental entre os cargos de livre provimento, os chamados cargos de confiança como os DAS – Direção de Assessoramento Superior, e cargos criados nas diversas carreiras para preenchimento por meio de concurso público. Houve uma opção clara do governo Lula de dar visibilidade e reforço aos movimentos sociais. A estrutura ministerial formada reforça uma posição do governo de reconstruir o Estado brasileiro e parte da máquina administrativa que estava sucateada e havia perdido algumas funções primordiais, como fiscalizar, substituídas por terceirizações. No INSS, por exemplo, foram substituídos por servidores efetivos os funcionários terceirizados lotados nas agências de atendimento ao público e na crucial área de perícia médica do instituto. A perícia médica do INSS vinha sendo executada majoritariamente por clínicas credenciadas, descaracterizando uma atividade típica do Estado. Estimativas preliminares indicam uma economia de 150 milhões de reais por ano com a substituição de terceirizados no INSS. Foram criados 6.800 cargos, sendo 3.800 para a área de atendimento e 3.000 para médicos peritos, além de 360 para a nova agência de previdência complementar, todos a ser preenchidos por concurso público. O número de cargos de DAS na administração pública federal direta é 19.202 . Desse total, apenas 27%, ou seja 5.314, são ocupados por servidores sem vínculo com a administração. Os demais são ocupados por servidores efetivos ou requisitados de outros órgãos públicos. Isso significa que três em cada quatro DAS são ocupados por servidores públicos. Portanto, o governo Lula não "promove um assalto ao Estado", mas procura recompor a força de trabalho de órgãos que vinham sofrendo processo de sucateamento, substituindo terceirizados por servidores efetivos para que exerçam sua função de atender às demandas da população por serviços públicos de qualidade.
Sérgio Mendonça
Secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Brasília, DF

 

Poluição

A reportagem "Fumaça rima com ameaça" (29 de junho) trata de um tema de suma importância. Apesar dos avanços obtidos, como melhorias em combustíveis e veículos, é preciso ir mais além, reduzindo os níveis atuais de poluentes na atmosfera com três medidas: (1) regulamentação da redução ainda mais rigorosa dos combustíveis (em especial os teores de enxofre, que devem ser abaixo dos 30 ppm no diesel e na gasolina) pela Petrobras e por outras refinarias, viabilizando o (2) pleno atendimento e a adoção pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente de padrões mais rígidos de controle de emissões de todos os poluentes regulamentados em veículos novos, e (3) implantação imediata da inspeção veicular ambiental na frota em circulação. A proposta é economicamente factível e deveria ser encampada pela ANP, pela Petrobras e pelo Conama. Não só as grandes metrópoles são afetadas pela poluição do ar: há também uma considerável parcela da população brasileira bastante exposta em seu dia-a-dia às emissões veiculares.
José Goldemberg
Secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo
São Paulo, SP

O governo federal tem contribuído de forma singela no monitoramento da poluição hídrica por meio dos comitês de bacias hidrográficas e do apoio de algumas universidades públicas, mas com relação à poluição atmosférica não existe nenhum monitoramento na grande maioria dos municípios. E a situação piora ainda mais quando vemos inúmeros veículos rodando sem a devida manutenção em seu motor, enquanto o governo fica recuperando buracos nas estradas e fazendo obras eleitoreiras, sem iniciar um projeto de transporte ferroviário, mesmo que seja de longo prazo. Realmente, "fumaça rima com ameaça" e ozônio rima com demônio. A quarta trombeta do Apocalipse (Apocalipse 8:12) começou a ser tocada, e o sol está ficando obscuro.
Antônio Carlos Guimarães
Ipatinga, MG

 

Lya Luft

O artigo "Por que não aprecio a política" (29 de junho) vem ao encontro do que eu penso, e milhões de brasileiros também. Também sou do tempo em que, se um político se bandeava de um partido para outro, era chamado de vira-casaca. Realmente, esse termo perdeu força, tal a bandalheira que hoje existe na política do Brasil. Em uma só página ela não só critica a politicalha como também o absurdo dos impostos que o povo paga, para políticos do alto escalão se comprarem uns aos outros.
Eriberto Veiga Leal
Itapeva, SP

É preciso que as instituições políticas restaurem um pilar fundamental da democracia, que é a confiança popular em seus representantes. O povo não confia mais no político e está cansado da impunidade, do empreguismo, da incompetência e da corrupção.
Flávio Guerra
Manaus, AM

"Verdadeira tradução do sentimento de um povo desiludido", este seria o mais correto – se me permite a autora – título para o Ponto de vista apresentado por Lya Luft. Comungo plenamente as bem postas palavras da escritora.
Luiz Lopes de Oliveira Filho Procurador de Justiça
Natal, RN

 

Espanha

Excelente a iniciativa do primeiro-ministro da Espanha garantindo a igualdade entre todos perante a lei, independentemente de sua opção sexual ("En la tierra de bambi", 29 de junho). Todos os países que são verdadeiramente democráticos deveriam tomar a mesma atitude, até mesmo legalizando a adoção por casais homossexuais.
Natália Simão Fernandes
Vitória, ES

Ando desconfiada que certas coisas como simetria, direitos e deveres iguais são conceitos ingênuos do imaginário cultural. Produtos de pura ciência, exata e política, produzida em zilhões de dias e dias do grande tédio humano. O supremo artista não inventou homem e mulher com equivalências de ordem nenhuma, muito menos contou seu segredo estético. Conformemo-nos!
Maria de Fátima Barreto Michels
Laguna, SC

 

Diogo Mainardi

Caro Diogo Mainardi, primeiramente parabéns pelo bebê! Agora que você já curtiu essa emoção, peço-lhe que recomece a escrever sobre o Brasil, pois acredito que seja o país onde seus filhos crescerão. Vejamos o que anda acontecendo: nossos deputados precisam de um estímulo – mensalão – para votar. O governo não nos dá segurança e não nos permite a legítima defesa, proibindo-nos de possuir nossas próprias armas. Enquanto isso, a corrupção assola todas as esferas da administração pública e só o nosso presidente não sabe disso ("Dois conselhos ao leitor", 29 de junho)!
Marden Santos
Empresário

Recife, PE

 

Diogo Mainardi escreveu que não são necessários empenho nem preparação para ter um filho. Isso me fez recordar de uma passagem que li em um livro de logosofia: "Conseguir que as gerações futuras sejam mais felizes que a nossa será o prêmio mais grandioso a que se possa aspirar. Não haverá valor comparável ao cumprimento dessa grande missão, que consiste em preparar para a humanidade futura um mundo melhor".
Tiago Marinho Sizenando Silva
Belo Horizonte, MG

 

André Petry

André Petry está certo ("Os cafajefferson", 29 de junho). É difícil imaginar a quem a mente delirante do PT se refere como "elites". A não ser que para o PT "elites" signifique "eleitores" (sim, porque em países que são considerados modelos de governo pelo PT voto é um privilégio dispensável). Aí tudo se encaixa: foram as "elites" que não entenderam o governo de Marta e são as "elites" que não votarão em Lula para a reeleição, o que é considerado golpe de Estado pelo PT.
Marcus de Medeiros Matsushita
Marília, SP

 

Herdeiros

Um fato muito simples é capaz de gerar situações constrangedoras. Antigamente, a herança era dividida em 50% para o cônjuge e os outros 50% repartidos entre os demais herdeiros. Com a atual lei, o cônjuge, que já possui 50%, ainda abocanha mais um pedaço dos outros 50%, pois hoje em dia é considerado como mais um dos demais herdeiros; ou seja, se o marido com um filho que perdeu a primeira esposa se casar novamente, a segunda mulher terá direito a 75% da herança e o filho (herdeiro mais legítimo) ficará com apenas 25% ("O meu, o seu, o nosso", 29 de junho).
Francisco J. Rabello
Rio de Janeiro, RJ

 

Arquitetura

Ao ler na reportagem "O palco da Copa" (29 de junho) que a Alemanha irá gastar 4,5 bilhões de reais só em construção e reforma de estádios para sediar a próxima Copa do Mundo, cheguei à conclusão de que essa festa só pode ser realizada em países sérios. Se o Brasil ganhar o direito de sediar a Copa de 2014, em vez de 4,5 bilhões a conta irá para 10 bilhões de reais. Por aqui temos de considerar os gastos extras com propinas para políticos e administradores públicos. Certamente teríamos a "CPI da Copa".
João Carlos Mazzini
Vila Velha, ES

 

CORREÇÃO: A caneta Montblanc é alemã, e não suíça ("O dicionário da crise", 29 de junho).

 

Lorde Acton e a corrupção do poder

A leitora Valentina Santos, da cidade de Osasco, em São Paulo, escreveu à redação de VEJA para dizer que a frase "O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente" é de Maquiavel, em seu ensaio O Príncipe, e não de lorde Acton, como foi publicado (Carta ao leitor, 29 de junho). Nelson Nobre Mosquera Júnior, de São Paulo, ouviu a citação na televisão sendo atribuída a Santo Agostinho. Mas a frase mencionada em VEJA é mesmo de John Emerich Edward Dalberg, o lorde Acton, uma das maiores personalidades inglesas do século XIX. Nascido em Nápoles, na Itália, em 1834, ele morreu em 1902, em Tegernsee, na Alemanha, pátria de sua mãe. Liberal católico, Acton foi professor de história moderna em Cambridge. A frase em questão consta de correspondência que ele enviou ao bispo Mandell Creighton, em 1887. Para obter mais informação sobre lorde Acton, visite o site do Acton Institute, no endereço http://www.acton.org/about/lordacton/.

 

Defensores de Raulzito

Vinte e três fãs de Raul Seixas comentaram a reportagem "Roqueiro de alma brega" (22 de junho), que mostrou a fase de "rocks ingênuos e bolerões de dor-de-cotovelo" do cantor, sob o codinome Raulzito. A leitora Daniela Valadão, de Taguatinga, no Distrito Federal, não vê problema nisso: "Se um fã passar a gostar menos das músicas que sempre embalaram sua vida por causa desse fato, é por puro e absoluto preconceito". Para Sylvio Passos, fundador-presidente do Raul Seixas Oficial Fã-Clube (www.raulrockclub.com.br), a informação não mancha a imagem de Raul Seixas. "O imenso público de Raul Seixas tem conhecimento de sua fase como produtor e compositor na CBS (hoje Sony Music). Os mais de vinte livros publicados focando sua vida e sua obra jamais deixaram de mencionar essa fase na carreira do compositor", diz Passos.

 

UMA IDÉIA, MUITAS CAPAS


As capas de VEJA e dos álbuns do Offspring e de Michael Jackson: semelhança

A imagem de Lula em ruína na capa de VEJA (22 de junho), um trabalho do departamento de arte da revista e dos profissionais da Fábrica de Quadrinhos (http://www.fabricadequadrinhos.com.br/), chamou a atenção dos leitores. Para Marcelo de Oliveira, de Barretos, no interior de São Paulo, a imagem lembrou o disco HIStory: Past, Presente and Future, de Michael Jackson, lançado em 1995. Para Pablo Cassiano Santos, de Vila Velha, no Espírito Santo, a ilustração se assemelha à capa do álbum Splinter, da banda de punk-rock californiana The Offspring. Na verdade, os artistas da Fábrica de Quadrinhos se inspiraram numa estátua do ex-presidente russo Boris Ieltsin. Na confecção do desenho foi utilizada a técnica de grafite com traço digital.

 

VIGILANTE RODOVIÁRIO


Carlos e Lobo: aventuras nas rodovias paulistas

A propósito do quadro "A cachorrada está de volta" (1º de junho), Paula Greiffo Coutinho, de Curitiba, escreveu para dizer que "as fotos dos cães Lobo e Rin Tin Tin estão trocadas. Vigilante Rodoviário era meu programa favorito na infância". A memória pregou uma peça na leitora. Primeiro seriado filmado em película no Brasil, com 38 episódios, Vigilante Rodoviário contava as aventuras do inspetor Carlos (o ator Carlos Miranda) e seu cão Lobo (o pastor alemão King). A dupla lutava contra o crime patrulhando as rodovias paulistas ao volante de uma moto Harley-Davidson 1952 ou em um Simca Chambord 1959. O seriado foi ao ar pela primeira vez na TV Tupi, em março de 1961. Era exibido depois do Repórter Esso. A série ficou no ar de 1961 a 1962 e, além da TV Tupi, foi exibida na TV Cultura de São Paulo, na TV Excelsior e na TV Globo. A foto que ilustra este quadro – a mesma publicada em detalhe na nota de 1º de junho – mostra Carlos, Lobo e o Simca 59.

 

 
 
 
 
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