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Cartas
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"VEJA expõe claramente o lamento de
milhões de brasileiros que acreditaram erradamente no Partido
da Trapaça."
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP |
Governo
A revista está fazendo a lição
de casa ao apontar as montanhas de corrupção que teimam
em contrariar a topografia da Esplanada dos Ministérios.
É preciso saber que, há muito tempo, os verdadeiros
culpados somos nós, nossa sociedade que vota mal e não
exerce o direito de fiscalização. Não é
só o Lula que dá cheque assinado em branco a Roberto
Jefferson; fazemos o mesmo com nossos representantes. Não
temos a cultura do exercício de nossos direitos, embora a
revista nos dê aulas magistrais de que ainda vale a pena ser
honesto ("O assalto ao Estado", 29 de junho).
Laudi Vedana
Pato Branco, PR
Eu gostaria de parabenizar a equipe de arte
da revista VEJA, que tão divinamente nos presenteia toda
semana. Sou designer gráfico e fico sempre na expectativa
da próxima edição, esperando ser surpreendida
com a arte da capa. E até hoje VEJA não me decepcionou.
Pelo contrário. Deixa-me a cada semana mais entusiasmada.
Na semana passada arrasou com a arte da estrela do PT cobrindo o
brasão nacional. Parabéns pela criatividade e pelo
profissionalismo do setor. O trabalho está impecável!
Ingrid Bratkoski Alves de Carvalho
Aquidauana, MS
Genial e ao mesmo tempo triste a foto estampada
na capa da revista VEJA. A que ponto chegaram a ganância e
a irresponsabilidade dos comandantes de um segmento político
que se intitulava o ícone da moralidade e da justiça
social!
Osmar Martins Cerioni
Jarinu, SP
A democracia brasileira, principalmente por
meio da imprensa, se consolida e vem tratando a questão da
corrupção com grande determinação e
seriedade. Mas uma questão lateral se abre: se existe democracia
interna no PT, como ficarão os líderes que puseram
o partido em tão delicada situação? Eis um
grande teste da história para o partido que se colocava como
a reserva moral do país.
Antônio Felipe Asmuz Pereira
Biguaçu, SC
O leitor se defronta com situações
lamentáveis, inadmissíveis, dignas de uma "republiqueta
de bananas". O Partido dos Trabalhadores iguala-se ao conteúdo
da fábula do escritor britânico George Orwell, publicada
em 1945, intitulada A Revolução dos Bichos,
que condena a traição de Josef Stalin à causa
bolchevista. Animais tomam o poder em uma fazenda e, paulatinamente,
desvirtuam seus propósitos revolucionários: "Todos
são iguais perante a lei, mas alguns são mais iguais".
Valdomiro Nenevê
São José dos Pinhais, PR
Agora só falta o presidente Lulla dizer:
"Não me deixem só, minha gente!"
Fidel Klinger Rego
São Luís, MA
Meus parabéns aos editores e designers
da revista que mais amamos no país pela sátira de
bom gosto da capa da edição 1 911. Já é
tarde para que nós, brasileiros, tomemos alguma atitude contra
todos os tipos de corrupção. Viva a democracia! Vivam
os impeachments!
Eduardo Figueiredo de Carvalho
São Paulo, SP
Depois das eleições presidenciais,
que levaram legitimamente Lula e o PT ao poder, dizia-se que a esperança
venceu o medo. Hoje, passados pouco mais de dois anos, constatamos
que, infelizmente, a corrupção matou a esperança.
Mário Capella
Florianópolis, SC
Em face de tanta corrupção só
temos a lamentar, pois sabemos que o grande perdedor é o
povo brasileiro. O dinheiro roubado dos contribuintes honestos jamais
retornará. Mas é imprescindível que continuemos
lutando contra a corrupção.
Ângela Maria Botelho de Menezes
Goiânia, GO
O artigo "Muito barulho por nada" (29 de junho),
de Mario Sabino, foi a melhor coisa que li na VEJA da semana passada,
pois conseguiu colocar em palavras o que senti quando vi a entrada
"triunfal" de José Dirceu na Câmara dos Deputados e
ouvi seu discurso. Toda a minha indignação foi muito
bem traduzida nesse artigo. Obrigado!
José Antonio Altmayer
Rio Grande, RS
Agradeço à revista VEJA pelo
artigo "Muito barulho por nada". Os barulhentos petistas demonstraram,
mais uma vez, como tratam o Erário, deixando suas repartições
apenas para apoiar um de seus "camaradas", demitido por justa causa.
José de Freitas Guimarães
Paulínia, SP
Parabéns pelo lúcido e corajoso
artigo. Com precisão cirúrgica, ele definiu o comportamento
passado, presente e futuro de uma eminência parda do governo.
Décio Mazeto
Marília, SP
Pelos quatro cantos do Brasil, ecoa um grito
forte, vindo do mais profundo de nossa alma. Inspirados no gesto
de dom Pedro, ergamos não uma espada, mas nossas carteiras
vazias e gritemos: basta! Basta de corrupção, de mensalão,
de cargos de confiança para os companheiros do PT, de Delúbios
e Silvinhos: basta do governo Lula. Pelo nosso bem, pelo bem do
país e de nossos filhos, basta!
Carlos Alberto Teixeira de Almeida
Maringá, PR
Quando vi a capa da última edição
de VEJA, senti orgulho de viver num país onde a liberdade
de imprensa existe de fato. Parabéns a VEJA, que tão
bem vem exercendo esse direito.
Cristiano Malucelli
Curitiba, PR
Quem destrói o ex-ministro Zé
Dirceu não é a elite nem a oposição.
É sua própria biografia. O que pensar de um homem
que se diz guerrilheiro sem nunca ter empunhado uma arma?
Renato A. Pereira
São José do Rio Preto, SP
Colaborando com o dicionário da crise,
aí vão mais alguns verbetes: fogo amigo
arma inventada para derrubar companheiros e herdar seus cargos;
ouvido digital . grava e deleta denúncias; sai
rápido ordem dada por corrupto e cumprida com
presteza; tesoureiro assaltante com carteirinha de
partido ("O dicionário da crise", 29 de junho).
José Heimar de Lacerda
Belém, PA
Carta ao leitor
Quisera eu poder acreditar que o governo petista
pagará caro por essa forma de governar, mas o universo de
eleitores brasileiros que pensam, se informam e questionam nossos
políticos é muito pequeno em face do restante, composto
de analfabetos ou de pouca escolarização, alienados
ou ingênuos, acostumados a ser enganados por demagogos e comprados
a baixo preço, votando em troca de dentaduras e cestas básicas.
Por tudo isso, Lula tem a certeza de que, até outubro de
2006, todos esses escândalos estarão esquecidos, mortos
e sepultados, graças à falta de memória de
nosso eleitorado. Ele só não será reeleito
se a economia desandar ("Escolha simples", Carta ao leitor, 29 de
junho).
Laércio Zanini
Garça, SP
John Le Carré
Divina a entrevista com o romancista
John Le Carré (Amarelas, 29 de junho). Análise sensata
dos rumos da humanidade, indo das questões históricas
e sociais às relações familiares. O mais surpreendente,
no entanto, é a comprovação de que vivemos
uma educação marcada pela hipertrofia de valores tangíveis
(o discutível quociente de inteligência, bens de consumo,
prêmios, salários, cargos, poder etc.) em contraste
com a atrofia de uma educação solidária e afetiva.
Há a redução ou a eliminação
da afetividade ao longo do processo de formação do
indivíduo e dos povos. Como resultado, a paralisia da humanidade!
Maria das Graças Targino
Teresina, PI
Russas
Surpreendi-me ao saber que mulheres
russas são comercializadas como objetos pela internet ou
por agências ("Beleza russa, tipo exportação",
29 de junho). É inadmissível que alguns vigaristas
se aproveitem do sonho das jovens russas para extorquir dinheiro
e destruir a vida de quem cai no golpe. As autoridades russas deveriam
tomar atitudes para acabar com essa palhaçada machista e
imoral.
Lais Aya Inaba
Vitória, ES
Veja essa
Sou obrigado a concordar com
Caetano Veloso e com sua modéstia (Veja essa, 29 de junho).
Realmente, ele é melhor, quanto à criação,
que Chico (Chico Serra, piloto de Stock Car Brasil), Milton (Milton
Neves, comentarista esportivo) e Gil (cantora de axé music,
ex-vocalista da Banda Beijo).
Rodrigo Monteiro
Vila Velha, ES
Saúde
Em sua edição 1
911, no artigo "Boca a boca" (29 de junho), o dentista Fábio
Bibancos afirma que "aparelho não funciona em adulto, só
é eficaz para quem está em fase de crescimento". Infelizmente,
o colega Fábio Bibancos desconhece uma especialidade odontológica:
ortopedia funcional dos maxilares, que trata e corrige as maloclusões
com aparelhos removíveis, tanto em crianças quanto
em adultos, devolvendo o equilíbrio dinâmico oclusal.
Maria Aparecida Afonso Bernardes Yacoub
Cirurgiã-dentista e especialista em ortopedia funcional dos
maxilares pelo Conselho Federal de Odontologia
São Paulo, SP
Está comprovado que o
aparelho ortopédico móvel pode não só
resolver problemas de maloclusão em adultos como também
solucionar casos em que apenas a cirurgia seria indicada. Senti-me
discriminada com a referência aos convênios. Eu e meu
marido possuímos uma clínica diferenciada e bem-sucedida,
em que 60% da clientela é de convênios odontológicos.
E afirmo: é possível, sim, fazer um atendimento de
qualidade, com tecnologia de ponta, "sem pular etapas" nem utilizar
"material inferior".
Doutora Evelise Stracia Porto Santos
Barueri, SP
Varig Log
Diferentemente do que afirma
a reportagem "O rasante da Varig" (11 de maio), a Varig Log não
foi criada "para fornecer serviços de entrega expressa quando
o mercado já estava saturado". Ela foi criada para prestar
serviços de logística customizada usando os modais
aéreo e rodoviário. A força da Varig Log está
no transporte de carga industrial e na mala postal, em particular
no tráfego internacional, responsável por 95% dos
497 milhões de dólares (1,466 bilhão de reais,
e não 497 milhões de reais, como diz a matéria)
que a empresa faturou no ano passado. Por outro lado, o setor de
encomendas expressas é o que mais vem crescendo no Brasil
no âmbito dos negócios de carga, continuando a atrair
atenção e investimentos significativos não
só dos operadores nacionais como também dos principais
operadores globais internacionais. O vigor do segmento é
refletido na mídia voltada para a carga, concentrando mais
de 80% da publicidade dirigida ao setor. Na Varig Log, ela respondeu
por 36 milhões de reais de faturamento em 2001, 62 milhões
em 2004 e 23 milhões só neste primeiro trimestre,
o que corresponde a 64% mais do que o faturado no mesmo período
do ano passado. A reportagem afirma que "A Varig Log recebeu investimentos
de 6 milhões de reais, mas em dezoito meses não conseguiu
apresentar lucro e sim um déficit de 150 milhões de
reais". É evidente que um projeto que envolve uma frota de
aviões cargueiros, dezenas de terminais de carga espalhados
pelo Brasil e por outros países e uma grande infra-estrutura
demandou muito mais do que 6 milhões em investimento. Também
não é verdade que "após a saída de Rocha
Lima a agência Kroll foi contratada para averiguar as atividades
da Varig Log". Entre um evento e outro, transcorreram-se dois anos,
e não existe nenhuma conexão entre eles. Diferentemente
do que foi escrito, ao assumir a presidência da empresa, eu
não foquei "o negócio apenas na entrega da carga".
Foquei na cadeia da logística aplicada ao transporte de uma
variada gama de produtos, entre eles animais vivos, perecíveis,
valores, obras de arte, bandas, teatros, orquestras, produtos farmacêuticos,
máquinas, equipamentos, manufaturados e até jornais
e revistas, como é o caso de VEJA (toda semana levamos em
nossos aviões não menos de 20 toneladas de VEJA para
o sul, sudeste e norte do país), etc. O produto encomenda
expressa da Varig Log atinge, só no Brasil, cerca de 4.500
municípios e conta com uma rede, em expansão, de 312
franqueados. Relembrando: no ano passado, o faturamento global da
empresa foi de 497 milhões de dólares e não
de reais.
João Luis Bernes de Sousa
Presidente da Varig Log
São Paulo, SP
TCM
A reportagem "Irresponsabilidade
aprovada" (29 de junho), sobre as contas de 2004 da prefeitura de
São Paulo, desconsidera que duas das três áreas
técnicas do TCM, assessoria jurídica e secretaria
geral, analisaram do ponto de vista do direito os dados contábeis
da auditoria e recomendaram a aprovação das contas.
Afirmar que a decisão se baseia em "expedientes matreiros"
exigiria demonstração jurídica, o que inexistiu.
Os leitores poderão julgar melhor indo ao site www.tcm.sp.gov.br,
no qual terão acesso aos votos proferidos.
José Fernando Lefcadito Alvares
Assessor de imprensa do TCM
São Paulo, SP
Kroll
Em resposta às informações
sobre a Kroll publicadas na reportagem "O pagador do mensalão"
(22 de junho), gostaria de esclarecer alguns pontos que não
correspondem à verdade dos fatos. Os repórteres valeram-se
de ilações de Marcos Valério Fernandes de Souza,
descrito como lobista do PT, para afirmar que "a Kroll ofereceu
dinheiro para que uma secretária (Fernanda Karina Somaggio)
falasse no ano passado". Essa afirmação não
tem fundamento. Mais à frente, a matéria reafirma
que a Kroll foi flagrada "bisbilhotando autoridades". Mais uma vez
ratificamos que não existem provas de que a companhia, seus
funcionários ou colaboradores tenham investigado integrantes
do governo. A reportagem também descreve uma mensagem eletrônica
assinada por "AnaM e equipe", endereçada a Karina Somaggio.
O autor dessa carta se dispõe a oferecer dinheiro em troca
de um depoimento forjado, e os repórteres de VEJA alegam
que Valério teria dito a amigos que "AnaM e equipe" "é
um nome fantasia usado pelos investigadores da Kroll". De novo,
tal afirmação atribuída pela matéria
de VEJA ao descrito lobista do PT não tem fundamento. Sempre
nos colocamos à disposição de VEJA por
meio da assessoria de imprensa para uma conversa objetiva
e transparente, a fim de desmistificar informações
falsas. Nunca obtivemos resposta, apesar de nossa insistência.
Inclusive, já fomos fonte para inúmeras matérias
exclusivas em um passado bem recente (algumas delas escritas pelo
próprio Felipe Patury, a quem sempre recebemos muito bem).
Portanto, muito nos surpreende esse silêncio agora.
Andres Antonius
Global Head of Consulting Services Kroll
Governo 2
Sobre a reportagem "Assalto ao
Estado" (29 de junho), a estrutura gerencial da administração
pública federal conta com uma hierarquia de cargos e funções
de chefia de variadas denominações e níveis
de responsabilidade. Existe uma diferença fundamental entre
os cargos de livre provimento, os chamados cargos de confiança
como os DAS Direção de Assessoramento Superior,
e cargos criados nas diversas carreiras para preenchimento por meio
de concurso público. Houve uma opção clara
do governo Lula de dar visibilidade e reforço aos movimentos
sociais. A estrutura ministerial formada reforça uma posição
do governo de reconstruir o Estado brasileiro e parte da máquina
administrativa que estava sucateada e havia perdido algumas funções
primordiais, como fiscalizar, substituídas por terceirizações.
No INSS, por exemplo, foram substituídos por servidores efetivos
os funcionários terceirizados lotados nas agências
de atendimento ao público e na crucial área de perícia
médica do instituto. A perícia médica do INSS
vinha sendo executada majoritariamente por clínicas credenciadas,
descaracterizando uma atividade típica do Estado. Estimativas
preliminares indicam uma economia de 150 milhões de reais
por ano com a substituição de terceirizados no INSS.
Foram criados 6.800 cargos, sendo 3.800 para a área de atendimento
e 3.000 para médicos peritos, além de 360 para a nova
agência de previdência complementar, todos a ser preenchidos
por concurso público. O número de cargos de DAS na
administração pública federal direta é
19.202 . Desse total, apenas 27%, ou seja 5.314, são ocupados
por servidores sem vínculo com a administração.
Os demais são ocupados por servidores efetivos ou requisitados
de outros órgãos públicos. Isso significa que
três em cada quatro DAS são ocupados por servidores
públicos. Portanto, o governo Lula não "promove um
assalto ao Estado", mas procura recompor a força de trabalho
de órgãos que vinham sofrendo processo de sucateamento,
substituindo terceirizados por servidores efetivos para que exerçam
sua função de atender às demandas da população
por serviços públicos de qualidade.
Sérgio Mendonça
Secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão
Brasília, DF
Poluição
A reportagem "Fumaça rima
com ameaça" (29 de junho) trata de um tema de suma importância.
Apesar dos avanços obtidos, como melhorias em combustíveis
e veículos, é preciso ir mais além, reduzindo
os níveis atuais de poluentes na atmosfera com três
medidas: (1) regulamentação da redução
ainda mais rigorosa dos combustíveis (em especial os teores
de enxofre, que devem ser abaixo dos 30 ppm no diesel e na gasolina)
pela Petrobras e por outras refinarias, viabilizando o (2) pleno
atendimento e a adoção pelo Conselho Nacional de Meio
Ambiente de padrões mais rígidos de controle de emissões
de todos os poluentes regulamentados em veículos novos, e
(3) implantação imediata da inspeção
veicular ambiental na frota em circulação. A proposta
é economicamente factível e deveria ser encampada
pela ANP, pela Petrobras e pelo Conama. Não só as
grandes metrópoles são afetadas pela poluição
do ar: há também uma considerável parcela da
população brasileira bastante exposta em seu dia-a-dia
às emissões veiculares.
José Goldemberg
Secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo
São Paulo, SP
O governo federal tem contribuído
de forma singela no monitoramento da poluição hídrica
por meio dos comitês de bacias hidrográficas e do apoio
de algumas universidades públicas, mas com relação
à poluição atmosférica não existe
nenhum monitoramento na grande maioria dos municípios. E
a situação piora ainda mais quando vemos inúmeros
veículos rodando sem a devida manutenção em
seu motor, enquanto o governo fica recuperando buracos nas estradas
e fazendo obras eleitoreiras, sem iniciar um projeto de transporte
ferroviário, mesmo que seja de longo prazo. Realmente, "fumaça
rima com ameaça" e ozônio rima com demônio. A
quarta trombeta do Apocalipse (Apocalipse 8:12) começou a
ser tocada, e o sol está ficando obscuro.
Antônio Carlos Guimarães
Ipatinga, MG
Lya Luft
O artigo "Por que não
aprecio a política" (29 de junho) vem ao encontro do que
eu penso, e milhões de brasileiros também. Também
sou do tempo em que, se um político se bandeava de um partido
para outro, era chamado de vira-casaca. Realmente, esse termo perdeu
força, tal a bandalheira que hoje existe na política
do Brasil. Em uma só página ela não só
critica a politicalha como também o absurdo dos impostos
que o povo paga, para políticos do alto escalão se
comprarem uns aos outros.
Eriberto Veiga Leal
Itapeva, SP
É preciso que as instituições
políticas restaurem um pilar fundamental da democracia, que
é a confiança popular em seus representantes. O povo
não confia mais no político e está cansado
da impunidade, do empreguismo, da incompetência e da corrupção.
Flávio Guerra
Manaus, AM
"Verdadeira tradução
do sentimento de um povo desiludido", este seria o mais correto
se me permite a autora título para o Ponto
de vista apresentado por Lya Luft. Comungo plenamente as bem postas
palavras da escritora.
Luiz Lopes de Oliveira Filho Procurador de Justiça
Natal, RN
Espanha
Excelente a iniciativa do primeiro-ministro
da Espanha garantindo a igualdade entre todos perante a lei, independentemente
de sua opção sexual ("En la tierra de bambi", 29 de
junho). Todos os países que são verdadeiramente democráticos
deveriam tomar a mesma atitude, até mesmo legalizando a adoção
por casais homossexuais.
Natália Simão Fernandes
Vitória, ES
Ando desconfiada que certas coisas
como simetria, direitos e deveres iguais são conceitos ingênuos
do imaginário cultural. Produtos de pura ciência, exata
e política, produzida em zilhões de dias e dias do
grande tédio humano. O supremo artista não inventou
homem e mulher com equivalências de ordem nenhuma, muito menos
contou seu segredo estético. Conformemo-nos!
Maria de Fátima Barreto Michels
Laguna, SC
Diogo Mainardi
Caro Diogo Mainardi, primeiramente
parabéns pelo bebê! Agora que você já
curtiu essa emoção, peço-lhe que recomece a
escrever sobre o Brasil, pois acredito que seja o país onde
seus filhos crescerão. Vejamos o que anda acontecendo: nossos
deputados precisam de um estímulo mensalão
para votar. O governo não nos dá segurança
e não nos permite a legítima defesa, proibindo-nos
de possuir nossas próprias armas. Enquanto isso, a corrupção
assola todas as esferas da administração pública
e só o nosso presidente não sabe disso ("Dois conselhos
ao leitor", 29 de junho)!
Marden Santos
Empresário
Recife, PE
Diogo Mainardi escreveu que não
são necessários empenho nem preparação
para ter um filho. Isso me fez recordar de uma passagem que li em
um livro de logosofia: "Conseguir que as gerações
futuras sejam mais felizes que a nossa será o prêmio
mais grandioso a que se possa aspirar. Não haverá
valor comparável ao cumprimento dessa grande missão,
que consiste em preparar para a humanidade futura um mundo melhor".
Tiago Marinho Sizenando Silva
Belo Horizonte, MG
André Petry
André Petry está
certo ("Os cafajefferson", 29 de junho). É difícil
imaginar a quem a mente delirante do PT se refere como "elites".
A não ser que para o PT "elites" signifique "eleitores" (sim,
porque em países que são considerados modelos de governo
pelo PT voto é um privilégio dispensável).
Aí tudo se encaixa: foram as "elites" que não entenderam
o governo de Marta e são as "elites" que não votarão
em Lula para a reeleição, o que é considerado
golpe de Estado pelo PT.
Marcus de Medeiros Matsushita
Marília, SP
Herdeiros
Um fato muito simples é
capaz de gerar situações constrangedoras. Antigamente,
a herança era dividida em 50% para o cônjuge e os outros
50% repartidos entre os demais herdeiros. Com a atual lei, o cônjuge,
que já possui 50%, ainda abocanha mais um pedaço dos
outros 50%, pois hoje em dia é considerado como mais um dos
demais herdeiros; ou seja, se o marido com um filho que perdeu a
primeira esposa se casar novamente, a segunda mulher terá
direito a 75% da herança e o filho (herdeiro mais legítimo)
ficará com apenas 25% ("O meu, o seu, o nosso", 29 de junho).
Francisco J. Rabello
Rio de Janeiro, RJ
Arquitetura
Ao ler na reportagem "O palco
da Copa" (29 de junho) que a Alemanha irá gastar 4,5 bilhões
de reais só em construção e reforma de estádios
para sediar a próxima Copa do Mundo, cheguei à conclusão
de que essa festa só pode ser realizada em países
sérios. Se o Brasil ganhar o direito de sediar a Copa de
2014, em vez de 4,5 bilhões a conta irá para 10 bilhões
de reais. Por aqui temos de considerar os gastos extras com propinas
para políticos e administradores públicos. Certamente
teríamos a "CPI da Copa".
João Carlos Mazzini
Vila Velha, ES
CORREÇÃO:
A caneta Montblanc é alemã, e não suíça
("O dicionário da crise", 29 de junho).
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Lorde Acton e a corrupção
do poder
A
leitora Valentina Santos, da cidade de Osasco, em São
Paulo, escreveu à redação de VEJA
para dizer que a frase "O poder corrompe e o poder absoluto
corrompe absolutamente" é de Maquiavel, em seu
ensaio O Príncipe, e não de lorde
Acton, como foi publicado (Carta ao leitor, 29 de junho).
Nelson Nobre Mosquera Júnior, de São Paulo,
ouviu a citação na televisão sendo
atribuída a Santo Agostinho. Mas a frase mencionada
em VEJA é mesmo de John Emerich Edward Dalberg,
o lorde Acton, uma das maiores personalidades inglesas
do século XIX. Nascido em Nápoles, na
Itália, em 1834, ele morreu em 1902, em Tegernsee,
na Alemanha, pátria de sua mãe. Liberal
católico, Acton foi professor de história
moderna em Cambridge. A frase em questão consta
de correspondência que ele enviou ao bispo Mandell
Creighton, em 1887. Para obter mais informação
sobre lorde Acton, visite o site do Acton Institute,
no endereço http://www.acton.org/about/lordacton/.
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Defensores de Raulzito
Vinte
e três fãs de Raul Seixas comentaram a
reportagem "Roqueiro de alma brega" (22 de junho), que
mostrou a fase de "rocks ingênuos e bolerões
de dor-de-cotovelo" do cantor, sob o codinome Raulzito.
A leitora Daniela Valadão, de Taguatinga, no
Distrito Federal, não vê problema nisso:
"Se um fã passar a gostar menos das músicas
que sempre embalaram sua vida por causa desse fato,
é por puro e absoluto preconceito". Para Sylvio
Passos, fundador-presidente do Raul Seixas Oficial Fã-Clube
(www.raulrockclub.com.br),
a informação não mancha a imagem
de Raul Seixas. "O imenso público de Raul Seixas
tem conhecimento de sua fase como produtor e compositor
na CBS (hoje Sony Music). Os mais de vinte livros publicados
focando sua vida e sua obra jamais deixaram de mencionar
essa fase na carreira do compositor", diz Passos.
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UMA IDÉIA,
MUITAS CAPAS
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| As capas de VEJA e
dos álbuns do Offspring e de Michael Jackson:
semelhança |
A imagem de Lula em
ruína na capa de VEJA (22 de junho), um trabalho
do departamento de arte da revista e dos profissionais
da Fábrica de Quadrinhos (http://www.fabricadequadrinhos.com.br/),
chamou a atenção dos leitores. Para Marcelo
de Oliveira, de Barretos, no interior de São
Paulo, a imagem lembrou o disco HIStory: Past, Presente
and Future, de Michael Jackson, lançado em
1995. Para Pablo Cassiano Santos, de Vila Velha, no
Espírito Santo, a ilustração se
assemelha à capa do álbum Splinter,
da banda de punk-rock californiana The Offspring. Na
verdade, os artistas da Fábrica de Quadrinhos
se inspiraram numa estátua do ex-presidente russo
Boris Ieltsin. Na confecção do desenho
foi utilizada a técnica de grafite com traço
digital.
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VIGILANTE RODOVIÁRIO
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| Carlos e Lobo: aventuras nas rodovias
paulistas |
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A propósito
do quadro "A cachorrada está de volta" (1º
de junho), Paula Greiffo Coutinho, de Curitiba, escreveu
para dizer que "as fotos dos cães Lobo e Rin
Tin Tin estão trocadas. Vigilante Rodoviário
era meu programa favorito na infância". A memória
pregou uma peça na leitora. Primeiro seriado
filmado em película no Brasil, com 38 episódios,
Vigilante Rodoviário contava as aventuras
do inspetor Carlos (o ator Carlos Miranda) e seu cão
Lobo (o pastor alemão King). A dupla lutava contra
o crime patrulhando as rodovias paulistas ao volante
de uma moto Harley-Davidson 1952 ou em um Simca Chambord
1959. O seriado foi ao ar pela primeira vez na TV Tupi,
em março de 1961. Era exibido depois do Repórter
Esso. A série ficou no ar de 1961 a 1962
e, além da TV Tupi, foi exibida na TV Cultura
de São Paulo, na TV Excelsior e na TV Globo.
A foto que ilustra este quadro a mesma publicada
em detalhe na nota de 1º de junho mostra
Carlos, Lobo e o Simca 59.
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