"Um tremendo golpe para FHC. Sua mão esquerda e a direita foram cortadas. Como o governo poderá substituir a força de Sergio Motta e a competência de Luís Eduardo?"
Gilson Batinga da Silva
Olinda, PE

Luís Eduardo Magalhães e Sergio Motta

Lamentável e chocante a morte prematura do deputado Luís Eduardo Magalhães, político jovem, competente, sério e carismático. Só o fato de Deus ter escolhido o 21 de abril — dia da morte de Tiradentes e Tancredo Neves — para chamá-lo à sua morada já nos diz tudo de seu caráter e dimensão no cenário político nacional. Mais triste ainda foi acompanhar a dor do senador Antonio Carlos Magalhães, que viu abruptamente destruído seu projeto político mais importante, a continuação de sua vida pública e privada: seu filho. Como diria um poeta americano, "a pior coisa na vida é sobreviver aos filhos". Creio que toda a nação brasileira chorou a perda e está profundamente solidária ao luto do bravo senador ("Um vazio na Esplanada", 29 de abril).
Sonia Marta Barreto Neves
Fortaleza, CE

FHC disse que "a melhor maneira de homenagear Sergio Motta e Luís Eduardo Magalhães é apressar a aprovação das reformas no Congresso". Mas é bom lembrar de outros mortos que mereceriam o mesmo tratamento e geralmente são esquecidos pelo governo: os de Eldorado dos Carajás, que deveriam ser homenageados pelo governo, com a verdadeira reforma agrária; o índio Galdino e tantas outras vítimas da violência em nosso país, com justiça; os idosos da Clínica Santa Genoveva e os bebês vítimas no Rio de Janeiro, com a reforma do sistema de saúde pública.
Cidálio Vieira Santos
São Paulo, SP

A vida política do país está empobrecida, Luís Eduardo Magalhães era símbolo de uma juventude que se entregou às reformas. Perda insubstituível para o cenário político nacional. Ele tinha futuro brilhante, e essa é uma perda irreversível.
Joselina da Silva Farias
Salvador, BA

Ao comparar a abordagem feita por VEJA da morte do deputado com a de outros veículos de comunicação, mais uma vez a revista merece minha admiração. Evidente que a morte de um homem relativamente jovem, famoso, no auge de sua vida profissional e com perspectivas de ascensão, que parte deixando amigos queridos, mulher e filhos, nos leva à comoção e à perplexidade. Ainda mais quando se trata de alguém com grande influência nos rumos políticos e sociais de uma nação. Inconcebível, no entanto, foi a especulação de especialistas médicos e da mídia em geral, com exceção de VEJA, em torno da possibilidade de, neste caso específico, ter-se evitado a morte. Ora, conhecendo as causas amplamente divulgadas que determinaram tal desfecho, triste, porém óbvio até para quem não é especialista em ciência médica mas acompanha as notícias sobre boas condições de vida e saúde, não há o que especular, especialmente em nosso país, onde se morre em filas de hospitais por causas menos graves, simplesmente por não se receber mero atendimento médico ou recebê-lo de modo inadequado, ineficaz e, o que é pior, irresponsável.
Márcia Maria da Silva Lima
Salvador, BA

Lamentável o equívoco cometido por VEJA. Na reportagem, se o leitor perceber bem, VEJA considera FHC o presidente de 1998 até 2002. VEJA cita Luís Eduardo Magalhães como possível candidato à sucessão de FHC em 2002. Gostaria de um esclarecimento: foram suspensas as eleições presidenciais de 1998?
Gibran Sartori El Ammmar
Porto Alegre, RS

Dean Ornish

A entrevista com o doutor Dean Ornish é muito oportuna por coincidir com o trauma provocado na nação pela morte do jovem e promissor deputado Luís Eduardo Magalhães e também com o Congresso Mundial de Cardiologia, no Rio de Janeiro. Contém algumas verdades incontestáveis em relação à prevenção do infarto ou da arteriosclerose em geral, mas também deixa margem a algumas críticas. A mais importante é sobre a defesa de uma dieta com apenas 10% de gordura. É sabido que um dos grandes fatores de risco cardiovascular da vida moderna é a composição da dieta ocidental, que contém mais de 30% do seu total diário sob a forma de gorduras. No Brasil, nas grandes capitais do Sul e Sudeste, esse valor já atinge cerca de 35%, o que nos iguala, triste ironia, aos países mais desenvolvidos. A OMS aconselha dieta de no máximo 30% de gorduras. Podemos discutir se esse limite é muito alto, mas daí a acreditar numa redução tão brusca para 10%, sem o apoio de pesquisas controladas, é, no mínimo, insensatez. Além de ser dieta de difícil adesão, por não palatável e utópica, há também riscos inerentes, como maior taxa de suicídio e mortes violentas, como sugere a literatura, e de hipovitaminoses (vitaminas A, D, E e K) com suas complicações ("Amarelas", 29 de abril).
Amélio F. de Godoy Matos
Médico
Rio de Janeiro, RJ

Educação

Realmente a "cara" da educação no Brasil está mudando, felizmente para melhor. O Fundo de Valorização do Magistério veio resgatar uma dívida crônica com o ensino fundamental, que é, sem dúvida, a base do desenvolvimento de qualquer nação que se preze. Podemos considerar, sem medo de errar, que finalmente encontramos a fórmula da verdadeira socialização na educação brasileira, proporcionando oportunidades iguais a todos, sem distinção de cor, credo, religião, classe social ou distância dos centros urbanos ("O simples funciona", 29 de abril).
Deputado estadual Renato Adur
webmaster@guiaparana.com.br
Curitiba, PR

De fato, o projeto é considerável, já transitou para todo o país, mesmo que por meio de exageradas propagandas. Tratando-se de obrigação, com certeza há direito. Então, onde está a política salarial para o profissional da educação?
Walkyria Taques Siqueira, Margareth Taques
Siqueira e Lyra Kamyla Taques Siqueira
Cuiabá, MT

Dicionário

É triste que um dicionário, que deve ser a referência de uma língua, consagre estrangeirismos como "deletar" e "factoring", quando temos correspondentes no vernáculo. Ainda pior é utilizar tais palavras sem o grifo necessário, como VEJA fez na seção Hipertexto, em que a palavra "hackers" aparece sem nenhum destaque, como se pertencesse ao nosso idioma. Não há nada de errado em utilizar palavras estrangeiras, desde que moderadamente e quando não houver equivalente na língua portuguesa, tão bela e tão maltratada ("O rival do Aurélio", 29 de abril).
Vinicius Pereira de Assis
Vitória, ES

Ao se mencionar o caráter politicamente correto de uma obra, destaca-se uma qualidade que foge à verdadeira (ou pelo menos a clássica) missão dessa obra chamada dicionário. A nosso ver, um dicionário lexicograficamente correto não pode ser politicamente correto, sob pena de não cumprir bem sua missão. A maneira de atingir esse objetivo pode variar conforme o autor e seu compromisso com a lexicografia, mas não quanto ao objetivo em si. Não nos preocupamos tanto quanto ao número de verbetes porque a proposta original do Aurélio é de um dicionário médio ou inframédio, apto a atender ao maior universo possível de pessoas da melhor forma.
Carlos Augusto Lacerda
Editora Nova Fronteira
Rio de Janeiro, RJ

Radar

A propósito da nota "Gastança" (Radar, 29 de abril), gostaria de levar ao leitor informações sobre o assunto. O MEC está comprando da USP/FIA um software, e não recebendo graciosamente como a nota leva a inferir. Além disso, a Secretaria da Educação receberia apenas uma cópia do sistema. Não estariam incluídos: reprodução do sistema, treinamento dos usuários, suporte e assistência técnica, sistema de Help Desk, garantia contra defeitos, e atualizações. Conseqüentemente, o sistema do MEC exigiria da Secretaria da Educação gastos para sua implementação da ordem de 4,3 milhões de reais.
Lauro de Almeida Carneiro Filho
Chefe de Gabinete
Secretaria de Estado da Educação
São Paulo, SP

Roberto Pompeu de Toledo

Pablo Neruda costumava dizer que escrever é fácil: você começa com maiúscula e termina com ponto. No meio você coloca as idéias. É isso exatamente o que acontece com Roberto Pompeu de Toledo. Parabéns por nos levar pelo caminho das letras (Ensaio, 29 de abril).
João Maria Policarpo
Parnamirim, RN

Brilhante como sempre, o ensaio de Roberto Pompeu de Toledo. Assunto sempre atual: o medo do desconhecido, em resumo, da inominada. Ordem e desordem. Lógica versus ilógica. Os grandes: Rosa e Pessoa. Ninguém é de ninguém. Correto em tudo, ou quase, senão quando desmonta os restos narcísicos e a necessária negação da finitude que aduba há milênios o místico.
José Katz
Lajeado, SC

Leo Cochrane

A reportagem "Não aceito acusações" (29 de abril) prova que nesse ramo, o dos bancos, é preciso ser profissional. A única exceção foi o caso Bradesco. Ali, tudo foi feito por um amador (Aguiar).
Curt Ness
Joinville, SC

Nelson Gonçalves

Tenho 20 anos de idade e desde os 10 era fã de Nelson Gonçalves. Quando vi o corpo do maior cantor do Brasil de todos os tempos, não me contive e caí em prantos. Já se foram todos os seresteiros do país. Francisco Alves, Orlando Silva, Carlos Galhardo, Silvio Caldas e, agora, o Nelson. A cada dia que passa a música popular brasileira fica mais pobre (Datas, 29 de abril).
Mário Annuza
Rio de Janeiro, RJ

Disney

Gostaríamos de acrescentar à reportagem "O reino da diversão" (22 de abril) que a FackTour é talvez a única agência de turismo no Brasil com pacotes para Orlando preparados especialmente para deficientes físicos e auditivos. O telefone da FackTour é (011) 4335-7622.
Vivian Favero Teixeira
São Paulo, SP

Em referência à reportagem "O reino da diversão", em que são apresentados os programas de viagem à Disney de agências em todo o Brasil "para todos os gostos e bolsos", acrescentamos que a Espaço Turismo oferece várias opções de viagem com preços a partir de 2.694 dólares, em pacotes de dezesseis dias, além do apresentado na reportagem.
Aldalice Gedeon
Salvador, BA

Automóveis

Causou-me estranheza e profundo mal-estar a colocação pedante contida na reportagem "Loucos por rodas" (22 de abril), dando conta de que minha pessoa se "vangloriava" por ser "proprietário de uma pequena frota particular de automóveis importados que inclui um Ford Mondeo, um BMW 320 e um Land Rover Discovery V8, um para cada ocasião".
Marco Antônio Borges
Fortaleza, CE

Celular digital

Há um erro na reportagem "Segredo frágil" (22 de abril). Global system for mobile communications não é uma empresa, é, na verdade, o padrão de telefonia digital adotado na Europa e no Oriente Médio, semelhante ao TDMA, da banda B de São Paulo.
Adams Von Zeidler
São Bernardo do Campo, SP

Marte

Na reportagem "Miragem cósmica" (15 de abril) houve inversão entre a temperatura máxima e a mínima de Marte. É impossível existir temperatura de 630 graus negativos, já que o zero absoluto é de -273 graus Celsius ou 0 grau Kelvin.
Larissa V.A. Zanato
Goiânia, GO

Estudando com VEJA

A professora Luzinete Macedo da Silva, da Escola Antonio Dias Cardoso, em Vitória de Santo Antão, Pernambuco, envia foto dos alunos da 8ª série lendo as notícias de VEJA nas aulas de língua portuguesa. "Os alunos lêem, debatem as notícias, estudam o vocabulário e a gramática'', diz Luzinete.


CORREÇÃO: Ao contrário do que afirma a nota "Briga de cozinha no Itamaraty"(Gente, 22 de abril), Francisco Gagliardi nunca foi dono do bufê Ambassador, mas apenas seu diretor técnico. Na reportagem "Um vazio na Esplanada" (29 de abril), está dito que o governador Tasso Jereissati aceitou convite do presidente para ser articulador político do governo em Brasília. Na verdade, ele apenas foi sondado.


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