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Turismo Na
casa dos bilhões O espantoso custo de construção
de dois novos hotéis onde o luxo não tem limites Divulgação
 | 3
bilhões de dólares O Emirates Palace, em Abu Dhabi,
oferece vinte restaurantes e mordomos particulares que preparam banhos perfumados
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Com uma multidão crescente de turistas endinheirados
viajando pelo mundo, os hotéis cinco-estrelas têm travado uma disputa
renhida para ver quem oferece mais luxo e sofisticação. Dois novos
hotéis acabam de bater recorde nessa corrida. O Emirates Palace, recém-inaugurado
em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, é o mais caro já construído.
Custou nada menos que 3 bilhões de dólares, valor equivalente ao
dobro das exportações da Volkswagen brasileira no ano passado. Em
Las Vegas, a capital da jogatina nos Estados Unidos, o hotel Wynn, que abrirá
as portas no fim do mês, não fica muito atrás: consumiu 2,7
bilhões de dólares. Esses são
valores fabulosos mesmo no mundo dos hotéis luxuosos em média,
esse tipo de empreendimento, nas grandes capitais do mundo, custa 150 milhões
de dólares. Pode-se perguntar como os investidores pretendem recuperar
tanto dinheiro. No caso do hotel de Las Vegas, a explicação é
simples: ele abrigará um dos maiores cassinos da cidade. Já no Emirates
Palace o retorno financeiro não chega a ser uma preocupação.
Financiado pelo governo de Abu Dhabi, ele será usado como um dos principais
cartões-postais do emirado. Além do mais, naquele pedaço
do mundo, dinheiro não é problema: a cada vez que o preço
do barril de petróleo sobe 1 dólar, Abu Dhabi ganha cacife para
construir trinta hotéis iguais ao Emirates Palace.
Ambos os hotéis, evidentemente, oferecem tudo de bom que o dinheiro pode
comprar. Embora tenha apenas 400 quartos, o Emirates, uma construção
horizontal, estende-se por 240.000 metros quadrados cobertos de mármore
e lustres de cristal austríaco Swarovski feitos sob encomenda. Só
os restaurantes são vinte. As distâncias são tão grandes
que os funcionários usam carrinhos de golfe para se locomover. Cada apartamento
conta com um mordomo próprio, pronto a preparar banhos perfumados para
o hóspede ou a espargir-lhe água fresca com um spray enquanto ele
toma banho de sol na praia privativa do hotel. As diárias variam de 650
a 13.000 dólares. Joe
Cavaretta/AP
 | 2,7
bilhões de dólares O Wynn, em Las Vegas, com cinqüenta
andares, abriga uma coleção de arte que inclui pinturas de Van Gogh, Picasso e
Matisse |
O Wynn de Las Vegas é
a mais nova aventura de um dos mais conhecidos empresários do setor de
hotéis-cassinos da cidade, Steve Wynn, ex-dono do Bellagio, que foi comprado
pelo grupo proprietário do MGM Grand esse o maior hotel do mundo,
com 5.034 quartos. Para o empreendimento que batizou com seu sobrenome, Wynn reservou
algumas atrações inéditas até mesmo na cidade onde
a extravagância é a pedra de toque. O novo hotel, com cinqüenta
andares e 2.700 apartamentos, abriga uma exposição permanente de
arte recheada de obras de Van Gogh, Picasso, Gauguin, Matisse e outros monstros
sagrados da pintura, muitas delas pertencentes à coleção
particular que o empresário montou ao longo da vida. Para jantar, há
dezoito opções de restaurante. Os shows serão apresentados
num teatro construído com uma tecnologia especial em que as poltronas podem
ser ocultadas sob o assoalho, transformando o ambiente num imenso salão
de bailes. Diante das atrações oferecidas pelo Emirates Palace e
pelo Wynn, é de imaginar o que os hotéis farão a seguir para
seduzir hóspedes de carteira recheada. |