Edição 1827 . 5 de novembro de 2003

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Guia

A voz do coração

Indícios de infarto podem passar despercebidos

Photodisc


Um em cada quatro infartos ocorre sem que a vítima se dê conta de indícios, afirma José Carlos Nicolau, diretor da Unidade de Coronariopatia Aguda do Instituto do Coração de São Paulo. Os sintomas, variados, podem se confundir com os de outras doenças. Quem apresenta algum fator de risco – colesterol, fumo, diabetes, vida sedentária, pressão alta, obesidade, histórico familiar – tem de fazer check-ups, e qualquer um deve desconfiar dos sintomas abaixo:

Dor no peito: é o sintoma mais comum, mas ainda assim muitos não a sentem.
Azia: freqüentemente confundida com problemas estomacais, pode ser sinal de um comprometimento na parte inferior do coração, que fica anexa ao estômago.
Enjôo: menos freqüente, pode ser a primeira manifestação da doença. Deve-se ao estímulo do nervo vago.
Formigamento no braço: provocado por um estímulo nervoso, pode ser sintoma de outros problemas ou apenas decorrente de fator emocional. Avise o médico.
Falta de ar: sintoma comum em idosos. O sangue se acumula nos pulmões, dificultando a oxigenação.

Fonte: Elias Knobel, coordenador do Programa de
Cardiologia do Hospital Israelita Albert Einstein

Doenças Cardíacas no site VEJA Saúde

 

Saúde

BOA NOTÍCIA
Contra a hepatite C

Pesquisa de um laboratório farmacêutico alemão publicada na revista científica Nature indica que os especialistas podem estar perto de encontrar um remédio contra a hepatite C, doença que atinge cerca de 170 milhões de pessoas. A droga, batizada BILN 2061, ataca uma enzima que permite a multiplicação do vírus. Em oito pacientes testados, a quantidade de vírus caiu para um centésimo a um milésimo do que era, em um intervalo de 48 horas, sem efeitos colaterais aparentes. Mais estudos são necessários antes que o medicamento chegue às farmácias.

 

MÁ NOTÍCIA
Um risco para o pâncreas

O ácido acetilsalicílico, considerado eficiente na prevenção de problemas cardíacos, pode ter um efeito colateral sobre o pâncreas de mulheres, segundo estudo da Escola de Medicina de Harvard e do Women's Hospital de Boston, ambos nos Estados Unidos. Pesquisa com 88 000 enfermeiras mostrou que as que tomaram duas ou mais doses do medicamento por semana apresentaram 58% mais casos de câncer no pâncreas do que as que não ingeriram a droga com essa freqüência. Outros estudos ainda serão feitos para confirmar essa relação.

 

Leitura dinâmica

O que dizem as letrinhas pequenas
dos anúncios de automóveis


Nos comerciais de carros na TV é comum ver letrinhas pequenas, por uma fração de segundo, com detalhes das promoções. "O texto deveria ser legível e ficar na tela tempo suficiente", afirma o advogado Paulo Guilherme de Mendonça Lopes, mestre em direito do consumidor pela PUC-SP. Uma saída é checar esses detalhes em anúncios de jornais e nas concessionárias. Veja exemplos de informações importantes contidas nesses avisos fugazes.

"Preço válido somente para a aquisição do veículo pela internet"
Tradução: compras na concessionária não estão na promoção

"A pintura metálica será acrescida ao preço do veículo"
Tradução: o preço não vale para os modelos que têm mais saída

"Taxa de 0,95% ao mês, com 50% de entrada e saldo em até dezoito meses, válida somente para modelo 1.0, 2004"
Tradução: a taxa é baixa apenas para o modelo básico e quando se paga a metade do total na entrada

 

Conselho descolado

O cola-tudo é muito prático, exceto quando adere à pele ou cai onde não devia. Mas é possível livrar-se do problema. Para remover cola líquida da pele, bastam água morna e paciência – se ela atinge as pálpebras, deve-se lavar o local por quinze minutos e correr para o oftalmologista. Quando a cola adere a outros tipos de material – se escorre na lente dos óculos, por exemplo –, recomenda-se água quente, desde que, é claro, ela não danifique o objeto. Também há no mercado um descola-tudo, solvente líquido útil para remover até mesmo aquele adesivo há anos grudado na janela do quarto. Tirar cola de massa, à base de epóxi, é fácil em superfícies lisas ou na pele: basta uma lavagem cuidadosa, de preferência aplicando álcool ao final. Em superfícies porosas, o epóxi só pode ser retirado antes de secar. Depois, o jeito é fazer uma raspagem, o que nem sempre dá bom resultado.

Colaboraram Iva Oliveira e Rodrigo Borges

 

 
 
 
 
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