Edição 1827 . 5 de novembro de 2003

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Casa inteligente

Adapte-se à automação residencial

 

Ao construir ou reformar uma casa, prepará-la para receber equipamentos "inteligentes" pode representar uma economia grande mais tarde. "Quem constrói deve levar em conta que a automação se tornará comum nos próximos anos", diz José Roberto Muratori, presidente da Associação Brasileira de Automação Residencial. Um projeto de casa automatizada deve ter estrutura para tubulações específicas de telefonia, computadores, TV a cabo, som, sistema de segurança, permitindo interligar tudo isso. Uma boa alternativa é passar os tubos por baixo do piso. Outra providência importante é prever uma central de automação. Ela possibilitará futuros incrementos. Centrais com configurações básicas (gerenciar iluminação, acionar cortinas) custam a partir de 8 000 reais. Um projeto de arquiteto especializado pode significar 20% mais que o preço normal. Certas reformas também aumentam a conta – erguer o piso, por exemplo, pode sair por 200 reais o metro quadrado. Eis alguns exemplos de acessórios:

CHÃO AQUECIDO
Cabos com resistência elétrica são dispostos no contrapiso e aquecem o ambiente sem reduzir a umidade do ar.

CONTROLES AUTOMÁTICOS
Podem ser usados apenas para programar "cenários" de iluminação – deixar um corredor aceso à noite, acender as luzes no bar e na piscina para uma festa – ou para várias funções: regular a temperatura ambiente, trancar portas, tornar opaco o vidro do banheiro, acionar o home theater, a hidromassagem ou até a máquina de café. Um projeto para a passagem dos fios facilita a instalação.

CORTINAS E JANELAS AUTOMÁTICAS
Prever fiação perto das janelas permite um sistema de abertura e fechamento.

Contato das empresas

 

Crianças em dois idiomas

Longe de serem redutos de filhos de estrangeiros, escolas bilíngües se tornaram uma forma eficiente de pôr crianças em contato com outros idiomas e culturas. Nesses estabelecimentos, o estudo de outra língua se inicia na pré-escola, quando os alunos aprendem palavras e pronúncia durante as brincadeiras. A partir da 5ª série, se há duas aulas de biologia por semana, por exemplo, uma será dada no segundo idioma. Escolas ou universidades estrangeiras reconhem os diplomas dessas instituições. Uma desvantagem eventual é a confusão na ortografia dos dois idiomas, sobretudo entre menores de 12 anos. Isso desaparece com o tempo. Além das mensalidades, escolas bilíngües costumam exigir taxa inicial, em torno de três mensalidades. Confira abaixo alguns preços.

 

 

Hora de dar o som

Fotos Rogério Albuquerque e Heudes Régis


Profissionalmente ou como hobby, a regra número 1 para quem dá o som em festas é divertir. "O bom DJ é o que consegue um meio-termo entre o gosto dele e o do público", afirma Camilo Rocha, que comanda pick-ups desde 1997. Veja conselhos de profissionais.

• Mais importante que dominar técnicas de mixagem e efeitos como "arranhar" o disco é saber montar uma boa seqüência dançante.

• Guarde na manga uma música "infalível", para as horas em que a pista se esvaziar.

• Não atenda a pedidos imediatamente, e sim na hora que você achar mais adequada. O convidado ficará feliz do mesmo jeito.

• Certifique-se de que o lugar tem bom isolamento acústico. Nada pior que ver a festa interrompida pela polícia.

• Dance enquanto toca. Isso estimula as pessoas a dançar.

• Copo e cigarro não combinam com equipamentos de som.

• Leve fusíveis extras. Variações elétricas acontecem.

 

Sonho de voar

Como virar piloto amador

Leo Feltran


Aprender a pilotar custa cerca de 14 000 reais, no caso de habilitação para avião monomotor, ou 25 000, para helicóptero. O primeiro passo para obter a carteira de piloto é procurar um aeroclube e seguir um curso teórico de quatro meses, que custa 1 000 reais, fora o exame médico (300 reais). A parte mais cara é a prática: cada hora de vôo sai por 250 reais (avião pequeno) ou 600 reais (helicóptero). Ninguém vira piloto com menos de 35 horas voadas. Os preços variam de clube para clube. Obtida a carteira (é preciso ter 18 anos), após um vôo de avaliação com um checador credenciado pelo Ministério da Aeronáutica, a melhor forma de voar é tornar-se sócio de um aeroclube. No de São Paulo a jóia custa 1 500 reais, e a anuidade, 500. Já para o aluguel de um avião por meia hora desembolsam-se 200 reais na capital paulista. Ter a própria aeronave exige pelo menos 50 000 reais, fora taxas, explica José Damião Lycarião, presidente da Associação Brasileira de Aviação Experimental.


CONTATOS DE AEROCLUBES
Associação Brasileira de Aviação Experimental
Tel. (11) 6221-0179
www.abraex.com.br
Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves
Tel. (11) 3846-6919
www.appa.org.br
Aeroclube de São Paulo
Tel. (11) 6221-9100, 6221-6668
Aeroclube do Rio Grande do Sul
Tel. (51) 3245-6060

Editado por André Fontenelle.
Colaboraram Helena Fruet,
Maurício Oliveira e Valmir Storti

 
 
 
 
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