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Ginástica
Agora
é malhar até cair
Programas
de estilo militar ou usados
por atletas profissionais ganham
adeptos nas academias americanas
Joe Major
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| Kettlebells,
o programa de levantamento de peso usado por halterofilistas
da antiga União Soviética: músculos doloridos |
A indústria
da ginástica vive às voltas com um tremendo problema:
como manter a clientela malhando. A maior dificuldade para quem
freqüenta uma academia não é executar os exercícios
físicos mas manter a motivação depois
da euforia inicial e suportar a rotina dos exercícios repetitivos.
Nada menos que 35% dos alunos acabam desistindo antes de completar
um ano de academia. A solução da indústria
para o dilema é a invenção incessante de novos
estilos e coreografias para os programas de ginástica. A
aposta da hora em pelo menos 700 academias e entre os personal trainers
dos Estados Unidos é a malhação radical. Trata-se
de programas de ginástica pesadíssimos, que vão
muito além das musiquinhas coreografadas para incentivar
o aluno. Com o objetivo de levar o malhador ao limite, copiam o
treinamento de estilo militar ou aquele usado por atletas profissionais.
David Russel
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| O
personal trainer John Walston (de pé): aulas adaptadas
dos treinos físicos da tropa de elite da Marinha, com
direito a berros e castigos |
Um
exemplo é o programa oferecido em Nova York pelo personal
trainer John Walston ex-integrante da Seals, força
especial da Marinha americana treinada à exaustão
para missões atrás das linhas inimigas. Walston criou
uma versão reduzida, com uma carga de exercícios equivalente
a apenas 20% do treinamento no quartel mas pesado o suficiente
para esgotar o mais sarado dos malhadores. As aulas, de duas horas
diárias, são feitas em parques, antes do amanhecer,
durante duas semanas. Orientados aos berros, como se fossem soldados,
os alunos rastejam pelo chão e são punidos com exercícios
extras se não cumprirem as ordens do personal sargentão.
Treinamentos de estilo militar foram adotados há tempos pelas
academias. Mas nada se compara ao que Walston oferece. "Todo mundo
sai tinindo, principalmente os que chegam fora de forma", disse
Walston a VEJA. Segundo ele, o mérito de seu treinamento
é que o aluno aprende a condicionar a mente a suportar os
exercícios além de fazê-lo viver, por
duas semanas, na pele de um Rambo.
Existem
outras opções para quem quer malhar até cair.
Em Denver, no Estado do Colorado, uma rede de academias locais lançou
o programa Malhação do Inferno. Consiste numa série
de exercícios idênticos aos executados nos treinos
pelos jogadores do Denver Broncos, um time de futebol americano.
Outra novidade adaptada de treinamentos de atletas profissionais
é o kettlebells um programa de levantamento de peso
que era muito usado pelos halterofilistas da antiga União
Soviética. Os pesos, bolas de ferro com um cabo, têm
o formato de uma chaleira. O segredo está no contrapeso que
as bolas de ferro exercem durante os movimentos de deslocamento.
Eles trabalham e fortalecem simultaneamente vários músculos
e aceleram os batimentos cardíacos. O método dispensa
os aparelhos convencionais de musculação. Ou seja,
dá para fazer em casa e desmaiar na cama de tanta
dor muscular.
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