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Fama
Dólares
que caem do céu
Ícones
da cultura pop continuam
vendendo milhões depois da morte
Para essa turma, quinze minutos de fama é pouco. Para artistas
como Elvis Presley, John Lennon, Bob Marley e Marilyn Monroe, o
sucesso é parte da vida eterna. Eles continuam levando milhões
de pessoas às lojas de CD, cinemas e livrarias mesmo depois
de mortos. São ícones da sociedade de consumo e fazem
as caixas registradoras abrir e fechar numa velocidade de dar inveja
a muito artista vivo. Um levantamento recente feito pela revista
americana Forbes mostra que há dezenove personalidades
já mortas que faturaram mais de 5 milhões de dólares
anuais com direitos autorais, vendas de discos, livros, licenciamento
de produtos, publicidade e direitos sobre o uso de músicas
em programas de televisão e no cinema. Entre os dez primeiros
colocados, há cinco músicos, um desenhista, uma atriz,
dois escritores e um esportista (veja
quadro).
Morto em 1977, Elvis Presley continua sendo um fenômeno de
vendas. Entre setembro de 2002 e setembro de 2003, vendeu 40 milhões
de dólares em discos e licenciamentos. O número de
visitantes a Graceland, mansão onde Elvis morou e que se
transformou em museu, cresceu 4% e atingiu 600.000 pessoas nos últimos
doze meses. O mercado americano responde por 44% do setor de entretenimento
e mídia em todo o mundo. Anualmente gastam-se nos Estados
Unidos 479 bilhões de dólares, o que explica fenômenos
tipicamente americanos, como o do piloto de corrida Dale Earnhardt,
que morreu em 2001 em um acidente. Desde então, as vendas
de réplicas de brinquedo de seu carro dispararam e surgiu
até um celular com sua grife. O rapper Tupac Shakur é
outro caso à parte. O cantor, assassinado a bala há
sete anos, teve oito CDs póstumos que fizeram mais sucesso
que os lançados quando ele estava vivo. Marilyn Monroe conseguiu
a décima posição no ranking da Forbes
graças a um empurrão dado por uma campanha de publicidade
da Chrysler e Volkswagen na Europa. É uma alegria para os
herdeiros, que só precisam de talento para gastar os milhões
que caem do céu em suas contas bancárias.
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