Edição 1827 . 5 de novembro de 2003

Índice
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Fama
Dólares que caem do céu

Ícones da cultura pop continuam
vendendo milhões depois da morte

Para essa turma, quinze minutos de fama é pouco. Para artistas como Elvis Presley, John Lennon, Bob Marley e Marilyn Monroe, o sucesso é parte da vida eterna. Eles continuam levando milhões de pessoas às lojas de CD, cinemas e livrarias mesmo depois de mortos. São ícones da sociedade de consumo e fazem as caixas registradoras abrir e fechar numa velocidade de dar inveja a muito artista vivo. Um levantamento recente feito pela revista americana Forbes mostra que há dezenove personalidades já mortas que faturaram mais de 5 milhões de dólares anuais com direitos autorais, vendas de discos, livros, licenciamento de produtos, publicidade e direitos sobre o uso de músicas em programas de televisão e no cinema. Entre os dez primeiros colocados, há cinco músicos, um desenhista, uma atriz, dois escritores e um esportista (veja quadro).

Morto em 1977, Elvis Presley continua sendo um fenômeno de vendas. Entre setembro de 2002 e setembro de 2003, vendeu 40 milhões de dólares em discos e licenciamentos. O número de visitantes a Graceland, mansão onde Elvis morou e que se transformou em museu, cresceu 4% e atingiu 600.000 pessoas nos últimos doze meses. O mercado americano responde por 44% do setor de entretenimento e mídia em todo o mundo. Anualmente gastam-se nos Estados Unidos 479 bilhões de dólares, o que explica fenômenos tipicamente americanos, como o do piloto de corrida Dale Earnhardt, que morreu em 2001 em um acidente. Desde então, as vendas de réplicas de brinquedo de seu carro dispararam e surgiu até um celular com sua grife. O rapper Tupac Shakur é outro caso à parte. O cantor, assassinado a bala há sete anos, teve oito CDs póstumos que fizeram mais sucesso que os lançados quando ele estava vivo. Marilyn Monroe conseguiu a décima posição no ranking da Forbes graças a um empurrão dado por uma campanha de publicidade da Chrysler e Volkswagen na Europa. É uma alegria para os herdeiros, que só precisam de talento para gastar os milhões que caem do céu em suas contas bancárias.

 

 
 
 
 
topo voltar