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VEJA Recomenda
DVDs
Fotos
divulgação
 | | Robôs:
animação que é ainda melhor sem dublagem |
Robôs
(Robots, Estados Unidos, 2005. Fox) Feito por seus pais com peças
de segunda mão, o jovem robô Rodney se muda para a cidade grande
a fim de realizar sua ambição de se tornar um grande inventor
mas descobre que "nasceu" tarde demais e que todos os seus caminham para uma terrível
padronização. Esse desenho encantador, co-dirigido pelo brasileiro
Carlos Saldanha, é um exemplo de equilíbrio entre roteiro, personagens
e animação. Nos vários extras, o disco traz um trailer de
A Era do Gelo II, que terá Saldanha como titular na direção.
E não custa insistir: a versão dublada é boa, mas a original,
com as vozes de Ewan McGregor e Robin Williams, é um arraso. Veja
cenas.
 | | Através:
um ótimo Bergman |
Através
de um Espelho (Sasom i en Spegel, Suécia, 1961. Versátil)
Um verão idílico numa ilha remota se transforma quando a
jovem Karin (Harriet Andersson) sucumbe a mais um surto psicótico. Seu
marido (Max von Sydow, sempre espetacular), seu pai e seu irmão mais novo
não se descobrem apenas impotentes para ajudá-la. Os três
homens são, na verdade, aspectos diversos dos fantasmas religiosos e edipianos
que assombram Karin e deflagram sua crise. Parte de uma trilogia inspirada em
peças de câmara (aqui, uma suíte de Bach para violoncelo),
Através de um Espelho é magnificamente composto por Ingmar
Bergman e seu diretor de fotografia, Sven Nykvist, como um estudo sobre o tumulto
e a aridez das emoções humanas. LIVROS
O
Clube Dante, de Matthew Pearl (tradução de Tony Rodrigues;
Francis; 408 páginas; 39,90 reais) Em 1865, em Boston, um grupo
de escritores e eruditos se reuniu num clube para estudar a obra do poeta Dante
Alighieri, o criador da Divina Comédia. Centrado na figura do poeta
H.D. Longfellow o primeiro a traduzir a Comédia nos Estados
Unidos , o clube enfrentou o provincianismo do meio literário americano
da época, que via o italiano Dante como uma mera excentricidade católica.
Em seu livro de estréia, Matthew Pearl utiliza esse cenário histórico
para montar um enredo policial: os membros do clube têm de investigar uma
série de assassinatos que encenam os suplícios descritos no Inferno
de Dante. O
Funeral de Chopin, de Benita Eisler (tradução de Ana Olga
de Barros Barreto; Planeta; 264 páginas; 37,50 reais) Um dos mais
importantes compositores do romantismo, o pianista Frédéric Chopin
(1810-1849) deixou sua Polônia natal aos 21 anos, para conquistar os círculos
artísticos de Paris, onde morreria menos de vinte anos depois, de tuberculose.
Esse ensaio biográfico concentra-se nos anos finais de Chopin e
examina sua tempestuosa relação com a escritora francesa George
Sand. Conhecida pelos trajes masculinos que usava, a contestadora Sand parecia
o oposto do retraído Chopin. O livro mostra que essa união não
foi um equívoco: algumas das melhores obras dos dois foram criadas quando
estavam juntos. Leia
trecho.
O
Sonho Mais Doce, de Doris Lessing (tradução de Beth Vieira;
Companhia das Letras; 448 páginas; 56,50 reais) Com dois livros
de memórias, a escritora britânica Doris Lessing, de 85 anos, decidiu
que não iria escrever um terceiro, para não ferir "pessoas vulneráveis".
Ela preferiu examinar os anos 60, 70 e 80 nesse romance desiludido. A história
começa em Londres, onde o comunista John acalenta sonhos grandiosos de
solidariedade universal mas esquece de pagar a pensão alimentícia
dos próprios filhos. As ilusões do feminismo, do movimento antinuclear
e até das organizações humanitárias também
são devastadas nessa obra, que se encerra numa miserável república
africana no tempo em que a epidemia da aids está começando. Leia
trecho.
DISCOS Choros
& Alegria, Moacir Santos (Biscoito Fino) Nos últimos
tempos, a obra do maestro e compositor pernambucano de 80 anos tem passado por
um processo de recuperação. Em 2001, um time de instrumentistas
recriou suas canções mais emblemáticas no álbum duplo
Ouro Negro. No ano passado, foi relançado Coisas, disco de
1965 que marcou a estréia de Santos e uma obra fundamental da música
instrumental brasileira. Choros & Alegria recupera temas que Santos
compôs entre 1946 e 1991. Muitos deles nem sequer haviam sido gravados.
É o caso da valsa Paraíso. Outro ponto alto é a participação
do trompetista americano Wynton Marsalis (que já havia incluído
músicas de Moacir em seu repertório). Ele sola na faixa Rota
Infinita.  |  |
Sons: barulhinho escocês | |
The
Repulsion Box, Sons and Daughters (Trama) A Escócia é
berço de bandas extremamente bem-comportadas, como o Belle & Sebastian
e o Franz Ferdinand. O Sons and Daughters é uma barulhenta exceção.
As influências do quarteto variam do folk e do blues ao rock alternativo
americano do início dos anos 90. Em quatro anos de existência, o
Sons and Daughters chamou a atenção de gente graúda como
o roqueiro australiano Nick Cave. Um dos trunfos do grupo são os vocais
divididos entre Adele Bethel e Scott Paterson, que vão da agressividade
à doçura. Primeiro álbum do grupo, The Repulsion Box
é um disco para ser ouvido a todo o volume. |