Edição 1925 . 5 de outubro de 2005

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Guia
Vilões do mundo virtual

Nos últimos 15 dias, 40 novos vírus e
assemelhados apareceram na internet.
Como se defender dos próximos?

NESTA REPORTAGEM
Quadro: 10 atitudes para proteger o computador

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Navegar na internet está cada vez mais rápido, divertido, interessante e perigoso. Pelo menos duas novas ameaças aos computadores e aos dados neles armazenados surgem a cada dia. Apenas a Symantec, uma das empresas produtoras de antivírus, detectou quarenta vírus e similares nascidos nos últimos quinze dias. Qualquer um pode ser vítima dos malwares, como são chamados esses softwares maliciosos. Até mesmo o Google, o site de busca mais acessado do planeta, anunciou ter sido alvo de um programa pirata em setembro. Nos computadores infectados por determinado vírus, quando o usuário faz uma busca por uma palavra aparecem resultados falsos, que o induzem a entrar em páginas criadas pelos malfeitores. A fraude é tão bem-feita que é impossível distinguir a página falsa.

Nos Estados Unidos, a cada ano, 1,2 milhão de usuários são vítimas de phishing, uma espécie de conto-do-vigário virtual: e-mails com mensagens enganosas levam o usuário a fornecer dados confidenciais. Ao todo, esses usuários perderam 900 milhões de dólares. Segundo uma pesquisa divulgada recentemente pela Symantec, 75% dos ataques registrados na internet destinam-se a roubar senhas bancárias e números de cartão de crédito. Os piratas exploram a ponta mais vulnerável da troca de informações pela rede: os usuários domésticos. Grande parte desconhece as ameaças ou, mesmo informada, não se protege adequadamente contra elas. Um e-mail recentemente enviado a milhares de internautas com uma suposta enquete sobre o escândalo do mensalão continha na verdade um código malicioso que roubava dados confidenciais de quem abria o arquivo. A estratégia dos piratas é simples: por mais que se propagandeie o cuidado com e-mails suspeitos, sempre haverá quem se deixe enganar.

Com a expansão do número de internautas, e do tempo em que permanecem conectados – o que aumenta o risco de ataques –, pode-se prever que o problema piore nos próximos anos. O jargão da internet não ajuda. Termos como phishing, spyware e backdoor mais confundem que esclarecem. As medidas de proteção não devem ser prioridade apenas daqueles que utilizam o micro para fazer compras ou transações bancárias. "Qualquer usuário pode, sem saber, ter o computador usado para disseminar spams de pedofilia ou prejudicar o serviço de determinados sites, por exemplo", afirma Klaus Steding-Jessen, analista de segurança do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br). Este guia explica quais são as principais ameaças, como se proteger contra elas e quanto isso custa – um valor pequeno, se comparado ao prejuízo que se evita.

 

Editado por André Fontenelle. Com reportagem de Letícia Sorg

 
 
 
 
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