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Guia Vilões
do mundo virtual Nos últimos 15 dias, 40
novos vírus e assemelhados apareceram na internet. Como se defender
dos próximos? Navegar na internet
está cada vez mais rápido, divertido, interessante e perigoso. Pelo
menos duas novas ameaças aos computadores e aos dados neles armazenados
surgem a cada dia. Apenas a Symantec, uma das empresas produtoras de antivírus,
detectou quarenta vírus e similares nascidos nos últimos quinze
dias. Qualquer um pode ser vítima dos malwares, como são chamados
esses softwares maliciosos. Até mesmo o Google, o site de busca mais acessado
do planeta, anunciou ter sido alvo de um programa pirata em setembro. Nos computadores
infectados por determinado vírus, quando o usuário faz uma busca
por uma palavra aparecem resultados falsos, que o induzem a entrar em páginas
criadas pelos malfeitores. A fraude é tão bem-feita que é
impossível distinguir a página falsa.
Nos Estados Unidos, a cada ano, 1,2 milhão de usuários são
vítimas de phishing, uma espécie de conto-do-vigário virtual:
e-mails com mensagens enganosas levam o usuário a fornecer dados confidenciais.
Ao todo, esses usuários perderam 900 milhões de dólares.
Segundo uma pesquisa divulgada recentemente pela Symantec, 75% dos ataques registrados
na internet destinam-se a roubar senhas bancárias e números de cartão
de crédito. Os piratas exploram a ponta mais vulnerável da troca
de informações pela rede: os usuários domésticos.
Grande parte desconhece as ameaças ou, mesmo informada, não se protege
adequadamente contra elas. Um e-mail recentemente enviado a milhares de internautas
com uma suposta enquete sobre o escândalo do mensalão continha na
verdade um código malicioso que roubava dados confidenciais de quem abria
o arquivo. A estratégia dos piratas é simples: por mais que se propagandeie
o cuidado com e-mails suspeitos, sempre haverá quem se deixe enganar.
Com a expansão do número de
internautas, e do tempo em que permanecem conectados o que aumenta o risco
de ataques , pode-se prever que o problema piore nos próximos anos.
O jargão da internet não ajuda. Termos como phishing, spyware e
backdoor mais confundem que esclarecem. As medidas de proteção não
devem ser prioridade apenas daqueles que utilizam o micro para fazer compras ou
transações bancárias. "Qualquer usuário pode, sem
saber, ter o computador usado para disseminar spams de pedofilia ou prejudicar
o serviço de determinados sites, por exemplo", afirma Klaus Steding-Jessen,
analista de segurança do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes
de Segurança no Brasil (Cert.br). Este guia explica quais são as
principais ameaças, como se proteger contra elas e quanto isso custa
um valor pequeno, se comparado ao prejuízo que se evita.
Editado por André Fontenelle. Com reportagem
de Letícia Sorg |