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Cartas  | "Quem
disse que só craque ganha jogo? O árbitro também desequilibra!
Parabéns por mais uma descoberta!" Ricardo
Augusto Yamasaki Por e-mail |
Máfia do apito VEJA mais uma vez presta
um grande serviço ao país. Desvendou uma máfia que atuava
no futebol, como se já não bastasse o trabalho brilhante que a revista
vem desenvolvendo na política ao longo dos anos ("Jogo sujo", 28 de setembro).
Como, por exemplo, o pontapé inicial para o impeachment de Collor, a denúncia
de compra de votos para a reeleição de FHC, a quadrilha que atua
no (des)governo Lula, o mensalinho de Severino Cavalcanti. VEJA e o Brasil são
os grandes vitoriosos. Manoel Amâncio Feitosa Ramos Xique-Xique,
BA Bons tempos aqueles em que a palavra
"esquema", no futebol, ficava restrita à tática utilizada dentro
de campo. Aliás, esse termo deveria ser riscado do nosso dicionário,
pois virou o sinônimo mais fácil da palavra "corrupção".
Clovis La Pastina São Paulo, SP
Como se não bastasse a politicagem feita em Brasília, agora é
a vez de o futebol sofrer essa grave falta, um verdadeiro carrinho por trás.
Aos cidadãos de boa-fé, eleitores e torcedores, restam a lamentação
e a indignação. Para os culpados, "a regra é clara": cartão
vermelho. Juscelino Germano Oliveira Bocaiúva, MG
O esporte é o refúgio dos brasileiros diante das mazelas do país.
O povo está acostumado a ser lesado pelos políticos e tem isso como
situação cultural e inevitável. O escândalo do apito
é uma cruel ofensa à maior paixão de milhões de brasileiros
que, como eu, têm o futebol como único orgulho nacional. Luciano
Bottura Russo São Paulo, SP
Ante as câmeras de TV, o juiz Edilson Pereira de Carvalho cansou de beijar
e elevar a imagem de uma santa, em sinal da sua inabalável "devoção"
religiosa, o que servia de mote para que os narradores globais literalmente se
desmanchassem em elogios piegas. Sabe-se agora, por meio da reportagem de VEJA,
que naquele momento ele apenas agradecia publicamente pelos 15.000 reais que embolsaria
logo após os noventa minutos de cada partida. José Nilton
Mariano Saraiva Fortaleza, CE É
muito triste e vergonhoso o momento que estamos vivendo, a corrupção
é tanta e tão variada em tantos diferentes setores da nossa sociedade
que com certeza chegará o momento em que teremos vergonha de ser honestos,
como já dizia Rui Barbosa. João Felix Delray Beach,
Flórida, EUA Para o
torcedor, não existe maior frustração do que saber que toda
uma emoção não passou de montagem. Kazuaki Ishizaki
Hikari, Japão
VEJA tem desnudado toda a corrupção existente no país. Infelizmente,
os resultados das patifarias nem sempre são os que deveriam ser. No futebol
principalmente. O torcedor percebe o interesse de um juiz na partida que apita,
mas não tem como comprová-lo, como faz VEJA agora. Geraldo
de Almeida Ramos Alcobaça, BA
Como dizem os antigos narradores: "O futebol é uma caixinha de surpresas".
E é mesmo. Quem diria que, em meio a tanta lama que escandaliza a política
nacional, nem nossa paixão esportiva escaparia? Osny Martins
Joinville, SC Walter
Kasper Ao afirmar que o terrorismo ofende
a Deus e aos homens e tem de ser combatido, o cardeal Walter Kasper (Amarelas,
28 de setembro) utiliza conceitos arcaicos para tentar explicar as desigualdades
para as quais a Igreja Católica insiste em fechar os olhos. Kasper concorda
que homens e mulheres são seres complementares, detentores dos mesmos direitos,
porém em nome da tradição da Igreja acredita ser difícil
uma mulher vir a ser líder de uma paróquia. Então, homens
e mulheres não têm os mesmos direitos. Ele afirma que é necessária
uma campanha para arrecadar fundos para crianças com fome, judias ou não.
Tenho uma proposta: um grandioso leilão com obras de arte que, ao longo
da história, foram "doadas" à Igreja Católica. Lílian
Glauce Rossi Bela Vista de Goiás, GO
A morte de Jesus não pode ser obstáculo à reconciliação
de judeus e cristãos. "Quem matou Jesus" vai ser um eterno drama que jamais
será desvendado: foram os judeus ou foram os romanos, nas pessoas de Herodes
e Pôncio Pilatos. Pilatos queria absolver Jesus por não o achar nenhum
tipo de perigo "às instituições". Caifás, sacerdote-chefe
do Sinédrio, conjunto dos sacerdotes judaicos, queria porque queria a cabeça
de Jesus por blasfêmia, crime que na pena judaica seria o apedrejamento.
Jesus morreu na cruz, penalidade romana, e não judaica. A época
era outra, as pessoas envolvidas viviam num mundo infinitamente mais simples do
que o de hoje. A cultura e os costumes eram quase primitivos. Que diferença
faz se foi Pilatos ou Caifás quem ganhou a parada? O mundo mudou; a humanidade
cresceu em cultura e conhecimentos, os conceitos mudaram, a realidade dos judeus
é outra, os católicos estão cada vez mais distantes da Igreja.
A não-reconciliação é apenas mais um preconceito que
deixa de lado os objetivos maiores da nossa existência. Luiz Santilli
Junior São Paulo, SP
Não é preciso ser católico para exaltar os esforços
da Igreja em favor da paz e da união entre os povos. Palavras sábias
e humildes do cardeal. Mostram que a Igreja é feita de homens, mas tem
uma mensagem divina. Por isso, apela mais para a fé do que para a razão,
embora não haja contradição entre uma e outra. Jorge
Daros Criciúma, SC
Maluf É reconfortante, apesar de ser
ainda muito pouco, saber que os Maluf já superam a marca dos dez dias na
prisão ("Na cadeia, Maluf faz política...", 28 de setembro). É,
entretanto, injusto e indigno que a sociedade brasileira deva pagar e oferecer
"princesas" para a faxina desses cidadãos. Afinal, há muitas pessoas
verdadeiramente honradas e honestas fazendo a própria faxina. O trabalho
só faz bem, além de ser excelente auxiliar no tratamento da depressão.
A Bíblia ensina: "Ganharás o pão com o suor do teu
rosto". Que tal oferecer aos Maluf um banho de seis minutos, ao final de uma eficiente
e comprovada diária de faxina? Antônio Alves Batista Recife,
PE Crise
Virou panfleto ser despreparado. Severino, ao se despedir, declarou como credencial
seu despreparo acadêmico. Tal como o presidente Lula. Quem iniciou uma vida
profissional com despreparo acadêmico tem a obrigação de mudar
durante a vida. Deve-se orgulhar, sim, quem, apesar da origem simples, conquistou
a oportunidade de mudar sua história. O contrário é motivo
de vergonha. Teve oportunidade e a jogou fora, recorrendo a expedientes, maracutaias,
enganando e usando como escada os menos afortunados. Severino e Lula tiveram todas
as oportunidades, mas preferiram ser oportunistas. Deveriam ter vergonha de dizer
que tiveram a oportunidade e nada fizeram de concreto para torná-la efetiva
("Tal como era antes...?", 28 de setembro). Maria Inez Santos Vilela
São Paulo, SP
Ambiente Sobre a reportagem "Política
da destruição" (21 de setembro), peço que sejam publicados
alguns aspectos relevantes: 1) Foi omitido que o denunciante, senhor Mário
Rubens, fraudou um plano de manejo e teve seu projeto indeferido. Da mesma forma
foi omitido que o senhor Ismael Antônio Coelho de Moraes é advogado
do senhor Mário Rubens, justamente no processo no qual o madeireiro foi
condenado por ameaça de morte ao gerente do Ibama em Belém. 2) As
informações da quebra do sigilo bancário de minha assessora
vão provar que é falsa a denúncia de que as contas receberam
depósitos de madeireiros. Senadora Ana Júlia de Vasconcelos
Carepa Brasília, DF
Implante dentário Acabei de ler a
reportagem sobre o médico sueco Per-Ingvar Bränemark e estou emocionada.
Como é bom saber que existem pessoas boas nesse mundo. A gente fica acostumada
a ler somente notícias más, que, ao contrário de nos emocionar,
nos deixam amargurada. Parabéns a vocês por nos apresentar uma pessoa
tão incrível ("O milagreiro de Bauru", 28 de setembro). Suzete
La Torre Stricagnolo Por e-mail
Como cirurgião-dentista formado há 26 anos, digo, sem medo de errar,
que a odontologia moderna é dividida em duas fases: uma antes e outra depois
do doutor Bränemark. Curioso é o fato de ele ser médico, e
não dentista. Milhões de pessoas no mundo inteiro já se beneficiaram
da utilização dos implantes de titânio idealizados e desenvolvidos
por meio da descoberta da osseointegração. Doutor Ernesto
Zanetti Neto Curitiba, PR
Sou de Bauru e fiquei emocionado com a iniciativa do professor Bränemark.
O instituto vai contribuir bastante para a recuperação de muitas
pessoas de nosso país. Que a iniciativa do professor sirva de exemplo para
nós, brasileiros. Wanderson Mateus Victal Rodrigues Bauru,
SP Diabetes
Muito feliz o enfoque dado à patofisiologia do diabetes tipo 2, abordando
com clareza a forte correlação entre a obesidade visceral e o diabetes
tipos 2 e 3 ("Diabetes O início de uma revolução",
28 de setembro). Eu gostaria de advertir os leitores sobre o risco da síndrome
metabólica. Essa patologia ocorre quando há obesidade visceral,
que podemos quantificar pela cintura abdominal, maior que 94 centímetros
no homem e maior que 80 centímetros na mulher, e a presença de dois
destes achados clínicos laboratoriais: hipertensão arterial, triglicérides
acima de 150 mg/dl ou HDL colesterol abaixo de 40 mg/dl no homem e abaixo de 50
mg/dl na mulher e diabetes tipo 2 ou glicemia de jejum acima de 100 mg/dl. A síndrome
metabólica é responsável pelo aumento da incidência
da doença cardiovascular, uma vez que os pacientes portadores dessa patologia
têm, comprovadamente por vários estudos, maior incidência de
infarto do miocárdio e acidente vascular encefálico. João
Eduardo N. Salles Professor da Faculdade de Ciências Médicas
da Santa Casa de São Paulo São Paulo, SP Mais
uma vez, e de modo esclarecedor, VEJA traz para seus leitores as recentes descobertas
e as novas drogas para o tratamento de uma doença grave como o diabetes
melito. Vale destacar, entretanto, que, além de aumentar a probabilidade
do surgimento de doenças cardiovasculares, potenciais causas de morte,
o diabetes é uma das principais causas de cegueira irreversível
no Brasil e no mundo, provocada principalmente pela retinopatia diabética,
após o envolvimento das artérias e veias existentes na retina, localizada
no fundo do olho. Vários estudos revelam que, quanto maior o tempo de evolução
da doença, maior a freqüência da retinopatia, que está
presente em até 50% dos pacientes com diabetes tipo 2 há mais de
quinze anos e em cerca de 80% dos indivíduos doentes há mais de
25. Marcelo G.B. Rêgo Doutor em oftalmologia Especialista
em retina e vítreo Salvador, BA
De 16 a 18 de setembro, aconteceu no Palácio das Convenções
do Anhembi, em São Paulo, o Congresso Anual da Associação
de Diabetes Juvenil (ADJ), no qual reunimos cerca de 3.000 pessoas, entre portadores
de diabetes (a maioria) e seus familiares. Um dos pontos mais debatidos em nosso
congresso foi a importância de abrir cada vez mais espaço para a
prevenção da doença. "Devemos implantar mais campanhas de
prevenção, diagnóstico e investigação do diabetes
e ainda legislar melhor sobre esse tema. Assim podemos efetivar e expandir ações
e direitos a grande número de pessoas", disse Susana Feria Etcheverry de
Campanella, representante da Federação Internacional de Diabetes
para as regiões do Caribe, América Central e do Sul. O diabetes
é uma doença silenciosa. Cerca de 50% dos portadores não
têm conhecimento dela e muitas vezes, quando se dão conta dos danos
causados por ela, já é tarde. Sussumu Niyama Presidente
da Associação de Diabetes Juvenil www.adj.org.br São
Paulo, SP Faltou alertar os
obesos e diabéticos sobre uma nova ameaça divulgada recentemente
por estudos médicos: o risco da doença do fígado esteato-hepatite
e a real possibilidade da evolução para fibrose, cirrose e até
câncer de fígado. Estudos mostram que 20% a 30% de pessoas com mais
de 65 anos que apresentavam cirrose sem identificação de origem
tinham a doença em decorrência da obesidade pura e simples.
Marcial Carlos Ribeiro Hepatologista e diretor da Fundação
de Estudos das Doenças do Fígado (Funef) www.funef.com.br Curitiba,
PR Edson Vidigal
A propósito da carta do senhor ministro presidente do STJ, Edson Vidigal
(Cartas, 28 de setembro), informo que não tenho como assegurar o relacionamento
do senhor ministro Vidigal com Roberto Coimbra Fabrim, preso na superintendência
da Polícia Federal. As investigações a esse respeito continuam
nas mãos das autoridades competentes, mas posso garantir que o indigitado
só adentrou no apartamento citado na reportagem dessa revista graças
a um fax, supostamente assinado pelos meus filhos, encaminhado pela presidência
do STJ no dia 18 de maio de 2004. Meus filhos, aliás, não tinham
poderes para tanto, uma vez que, apesar de serem os nus proprietários do
referido imóvel, seu usufruto vitalício é meu. Em relação
a supostos problemas meus tanto com a Justiça Criminal quanto com a Receita
Federal, posso afirmar taxativamente que tais declarações faltam
com a verdade. Para comprovar, peço vênia para juntar as certidões
negativas civis e criminais comprovando que nada devo nesse sentido. José
Paulo Afonso de Sousa Brasília, DF
Claudio de Moura Castro Em "Por falar em
pizza" (Ponto de vista, 28 de setembro), Claudio de Moura Castro brilhantemente
abordou nossa falta de caráter coletivo como nação. Enquanto
não agirmos com correção nas ações do dia-a-dia,
será impossível querer que a classe política seja ética
e honesta. Eles não foram eleitos por marcianos. Carlos Fidalgo
Jr. Needham, Massachusetts, EUA
A clássica frase "Faça o que eu digo, mas não faça
o que eu faço" evidencia o consentimento tácito (ou expresso?) dos
brasileiros com as falcatruas que nos rodeiam. Aquele, por exemplo, que reclama
de bueiros transbordando é o mesmo que em outro momento joga um papel de
bala no chão. Ou seja, faltam consciência e uma auto-análise
bem mais crítica para todos nós. Fábio Luiz Pacheco Porto
Alegre, RS Devemos repudiar
o famoso "jeitinho brasileiro", e não classificá-lo como uma forma
criativa de sobrevivência do nosso povo. Diante de todo esse lamaçal,
uma pergunta paira no ar: somos uma nação apenas de egocêntricos
ou uma nação de pilantras? Danilo Andrade dos S. Aguiar Diadema,
SP André Petry
A respeito da coluna de André Petry
("Pior que chimpanzé?", 28 de setembro), no início do quarto parágrafo
ele diz: "Ninguém há de se opor ao fato de que bichos venham a ser
beneficiados com as leis dos homens". Já posso imaginar um júri
popular para julgar um pit bull assassino, cavalos exigindo direitos trabalhistas
do seu dono na Justiça do Trabalho, tucanos cobrando do PSDB direitos sobre
sua imagem e burros sendo indenizados por danos morais ao ser comparados a petistas. Marcelo
Fernandes Lima Gomes Niterói, RJ
Aos exemplos indicados por André Petry na última edição
de VEJA, soma-se o famosíssimo caso dos (pobres) irmãos Cravinhos,
que se encontram presos, e da (rica) Suzane, que está por aí à
solta, não obstante todos estarem sendo acusados pela prática do
mesmo crime. Se eu, como advogado, tenho minhas dificuldades para entender certos
fenômenos da nossa Justiça, imaginem quem é alheio à
lei e ao direito. A Súmula Vinculante, tão combatida por alguns
juristas e pela maioria dos juízes, certamente acabaria com essa farra
de aplicar a jurisprudência mais pacífica aos ricos que roubam milhões
e a jurisprudência mais rigorosa aos pobres que roubam um pacote de fraldas
ou um frasco de xampu. Eugênio Carlos Bozzetto São Paulo,
SP Qual é o problema da tentativa
de libertar um animal que passou a vida inteira condenado à prisão
sem ter cometido crime algum? E o que isso tem a ver com a imprestabilidade do
sistema jurídico? Ora, seria muita "ingenuidade" correlacionar tal fato
com os casos de pessoas presas esperando por uma resposta judicial, visto que
a espera dessas não acontece por causa de privilégios concedidos
aos animais. Uma luta não exclui a outra. Não é cruzando
os braços para a crueldade aos animais que alcançaremos uma sociedade
mais justa. Mudanças sociais só podem ocorrer com ações
progressivas e contínuas exercidas pela população. A quantidade
de frentes de luta é proporcional à quantidade de problemas. Luanda
Francine Garcia da Costa São Paulo, SP
Transplantes
Na seção Guia (28 de setembro), VEJA fez uma radiografia atual e
importante sobre a situação dos transplantes de órgãos
no Brasil. É de uma nobreza ímpar o voluntarismo na doação
de órgãos, além da vital necessidade da população.
É, sem dúvida, o ato mais humanitário que os homens podem
fazer em vida ou em morte. E é por isso que a população deve
se conscientizar e popularizar essa causa. Fabio Chusyd São
Paulo, SP Religião
O anacronismo da Igreja Católica continua.
A degradante imagem do padre Geoghan algemado nos Estados Unidos é de cortar
o coração. A cena torna-se mais chocante quando se constata que
ele molestou mais de 130 crianças. A Igreja Católica anda contra
a corrente. Discriminar homossexuais nos seminários é uma medida
inócua e perigosa. O padre Geoghan, por exemplo, não é homossexual,
mas dominado por um imperioso vício que nem toda a bagagem teológica
e anos de vivência com os dogmas da Igreja conseguem aplacar. O celibato,
sim, é fator preponderante no desencadeamento da grande maioria dos escândalos
sexuais ocorridos de uma maneira crescente no âmbito da Igreja ("O teste
da batina", 28 de setembro). Joaquim P. Martins João Pessoa,
PB Banana-nanica
Cumprimento VEJA por destacar em sua última edição o problema
da praga sigatoka negra, que vem sistematicamente prejudicando a produção
comercial da banana no Brasil e no mundo ("O grande problema da nanica", 28 de
setembro). No entanto, gostaria de informar que nosso país já possui
uma variedade da fruta resistente à doença. O Instituto Capixaba
de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper)
desenvolveu, com a Embrapa, bananas do tipo prata não transgênicas
e resistentes à sigatoka negra, à sigatoka amarela e ao mal do panamá.
Nos últimos dez anos, as novas variedades foram avaliadas em diferentes
ecossistemas, apresentando excelente qualidade para o mercado. O Incaper já
trabalha na ampliação do estudo e planeja para o segundo semestre
de 2006 o lançamento das variedades terra e nanica também resistentes
à sigatoka negra. A Secretaria de Estado de Agricultura, Aqüicultura,
Abastecimento e Pesca (Seag) do Espírito Santo investe na multiplicação
de mudas e está distribuindo 65.000 espécies entre os produtores
capixabas, visando à renovação das plantações
do estado num prazo de cinco anos. Tanto o Incaper quanto a Seag se colocam à
disposição de todos aqueles que necessitem de apoio ou colaboração
no combate à sigatoka negra. Ricardo Ferraço Secretário
de Estado de Agricultura, Aqüicultura, Abastecimento e Pesca do Espírito
Santo Vitória, ES
Avril Lavigne As palavras do João
Gordo parecem ainda frescas na minha cabeça, cada vez que ouço falar
no nome de Avril Lavigne ("Todas querem ser Avril", 28 de setembro). João,
com toda a sua desenvoltura para falar de música, disse que Avril Lavigne
é apenas "uma revoltadinha de shopping". Concordo, acho que ela é
apenas uma Britney Spears que pensa que faz rock, que pensa que é revoltada,
que pensa que pensa, mas não faz nada. Qual a diferença entre a
música das duas? Bem, os clipes são quase iguais. As músicas
só diferem na capacidade de irritar mais rápido. Victor Rodrigues
Cordeiro São Paulo, SP
Cada vez mais me surpreendo com a juventude brasileira. E me assusto. Vejo como
o tempo passa rápido e como nossa infância se transforma. Na reportagem
"Todas querem ser Avril" (28 de setembro), percebo como a infância está
sendo esquecida e deixada de lado pela busca da similaridade com ídolos.
Edvaldo Betioli Filho Palmeira, PR
Luís Antônio Giron Quero esclarecer
que o aparelho i-Pod, enviado aos jornalistas de música dos principais
veículos da imprensa, inclusive para mim, colaborador da revista Bravo
e editor de Cultura da revista Época, foi devolvido à assessoria
de imprensa da cantora Maria Rita, intacto. Meu trabalho como crítico sempre
se pautou pela independência e jamais aceitei nenhum tipo de oferta em troca
de minha liberdade de opinião. O CD Segundo (Warner) de Maria Rita
é de ótima qualidade, e a cantora obteve na imprensa o espaço
merecido (veja reportagem na pág. 115).
Luís Antônio Giron São Paulo, SP
CORREÇÃO: Na edição
VEJA O Melhor de Brasília (setembro), o número do telefone
da agência Aerovan Turismo (página 66) foi publicado com erro. O
correto é 3340-9251.
VEJA E A ELEIÇÃO DE
BENTO XVI Na
reportagem "A dança dos cardeais" (20 de abril), o redator-chefe de VEJA,
Mario Sabino, enviado especialmente a Roma para cobrir a sucessão do papa
João Paulo II, escreveu que o cardeal alemão Joseph Ratzinger era
o mais forte candidato ao trono de Pedro e que partia para a disputa com pelo
menos 40 votos. Disse também que a escolha não duraria mais que
dois dias, contrariando a tese defendida por analistas de que sua vitória
sairia de um conclave particularmente difícil. A reportagem indicava ainda
a força crescente do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, que vinha
angariando simpatia entre seus pares. Eleito Ratzinger, os jornais italianos publicaram
que Carlo Maria Martini, um dos indicados de maior prestígio, teria sido
o mais votado no primeiro escrutínio e que ao final Ratzinger teria obtido
uma vitória triunfal, com perto de 100 dos 115 votos do colégio
eleitoral. Sabino divergiu em sua segunda reportagem, "Continuar para mudar" (27
de abril): "Não é verdade. VEJA apurou que Martini nunca esteve
à frente de Ratzinger e que este, para ser eleito, angariou pouco mais
de 77 votos, os dois terços requeridos". Esses fatos foram confirmados
agora com a divulgação dos diários de um cardeal anônimo
sobre o conclave que elegeu Bento XVI. Por esses relatos, ficamos sabendo que
no conclave que durou dois dias, como estimou Sabino Ratzinger obteve
47 votos na primeira votação (muito perto da projeção
do redator-chefe de VEJA), Bergoglio foi um candidato mais votado do que Martini
e, no último escrutínio, Ratzinger foi eleito com 84 votos, pouco
mais dos dois terços necessários para torná-lo papa. Tudo
como afirmara o enviado de VEJA a Roma. | |
CANDIDATO NÃO É SABÃO
Vinte
dos 101 leitores que enviaram comentários sobre a reportagem "O marketing
e a corrupção" (31 de agosto) aproveitaram para perguntar se, ao
montar a capa da edição 1 920, a equipe de arte da revista "se inspirou"
no design da embalagem de uma famosa marca de sabão em pó. "Foi
de propósito ou somente coincidência? Seria uma alusão à
limpeza?", indagou Claudia Lohmann, da capital paulista. A idéia da capa
é mostrar a eficiência do marketing político, que transforma
o candidato num produto atraente ao eleitor/consumidor. Mas ao contrário
do caso do sabão, em que o consumidor sabe o que está levando pela
simples identificação da embalagem, o político pode esconder
um conteúdo enganoso numa embalagem de aparente qualidade. |
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JAMES II OU JAIME II?
No
quadro "O encontro das duas revoluções" (14 de setembro) há
uma referência ao rei Jaime II, da Inglaterra. Na verdade, trata-se de James
II da Inglaterra (VII da Escócia), que reinou de 1685 a 1688. Alguns leitores
escreveram para a redação alertando que a tradução
correta do nome James do inglês para o português seria Tiago, derivado
do hebraico Yacov, que no latim deu Iacobus, evoluindo para Iaco, Iago, Tiago,
na Península Ibérica. Na Espanha a evolução do nome
passou por Jácome, Jaume, Jaime (Catalunha). Em Portugal e na Espanha é
comum o uso da forma Jaime, conforme aparece também nas versões
em língua portuguesa das enciclopédias Barsa e Larousse.
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