Edição 1925 . 5 de outubro de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
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Gente
VEJA Recomenda
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Cartas

 
"Quem disse que só craque ganha jogo? O árbitro também desequilibra! Parabéns por mais uma descoberta!"
Ricardo Augusto Yamasaki
Por e-mail

Máfia do apito

VEJA mais uma vez presta um grande serviço ao país. Desvendou uma máfia que atuava no futebol, como se já não bastasse o trabalho brilhante que a revista vem desenvolvendo na política ao longo dos anos ("Jogo sujo", 28 de setembro). Como, por exemplo, o pontapé inicial para o impeachment de Collor, a denúncia de compra de votos para a reeleição de FHC, a quadrilha que atua no (des)governo Lula, o mensalinho de Severino Cavalcanti. VEJA e o Brasil são os grandes vitoriosos.
Manoel Amâncio Feitosa Ramos
Xique-Xique, BA

Bons tempos aqueles em que a palavra "esquema", no futebol, ficava restrita à tática utilizada dentro de campo. Aliás, esse termo deveria ser riscado do nosso dicionário, pois virou o sinônimo mais fácil da palavra "corrupção".
Clovis La Pastina
São Paulo, SP  

Como se não bastasse a politicagem feita em Brasília, agora é a vez de o futebol sofrer essa grave falta, um verdadeiro carrinho por trás. Aos cidadãos de boa-fé, eleitores e torcedores, restam a lamentação e a indignação. Para os culpados, "a regra é clara": cartão vermelho.
Juscelino Germano Oliveira
Bocaiúva, MG

O esporte é o refúgio dos brasileiros diante das mazelas do país. O povo está acostumado a ser lesado pelos políticos e tem isso como situação cultural e inevitável. O escândalo do apito é uma cruel ofensa à maior paixão de milhões de brasileiros que, como eu, têm o futebol como único orgulho nacional.
Luciano Bottura Russo
São Paulo, SP  

Ante as câmeras de TV, o juiz Edilson Pereira de Carvalho cansou de beijar e elevar a imagem de uma santa, em sinal da sua inabalável "devoção" religiosa, o que servia de mote para que os narradores globais literalmente se desmanchassem em elogios piegas. Sabe-se agora, por meio da reportagem de VEJA, que naquele momento ele apenas agradecia publicamente pelos 15.000 reais que embolsaria logo após os noventa minutos de cada partida.
José Nilton Mariano Saraiva
Fortaleza, CE  

É muito triste e vergonhoso o momento que estamos vivendo, a corrupção é tanta e tão variada em tantos diferentes setores da nossa sociedade que com certeza chegará o momento em que teremos vergonha de ser honestos, como já dizia Rui Barbosa.
João Felix
Delray Beach, Flórida, EUA  

Para o torcedor, não existe maior frustração do que saber que toda uma emoção não passou de montagem.
Kazuaki Ishizaki
Hikari, Japão  

VEJA tem desnudado toda a corrupção existente no país. Infelizmente, os resultados das patifarias nem sempre são os que deveriam ser. No futebol principalmente. O torcedor percebe o interesse de um juiz na partida que apita, mas não tem como comprová-lo, como faz VEJA agora.
Geraldo de Almeida Ramos
Alcobaça, BA  

Como dizem os antigos narradores: "O futebol é uma caixinha de surpresas". E é mesmo. Quem diria que, em meio a tanta lama que escandaliza a política nacional, nem nossa paixão esportiva escaparia?
Osny Martins
Joinville, SC

 

Walter Kasper

Ao afirmar que o terrorismo ofende a Deus e aos homens e tem de ser combatido, o cardeal Walter Kasper (Amarelas, 28 de setembro) utiliza conceitos arcaicos para tentar explicar as desigualdades para as quais a Igreja Católica insiste em fechar os olhos. Kasper concorda que homens e mulheres são seres complementares, detentores dos mesmos direitos, porém em nome da tradição da Igreja acredita ser difícil uma mulher vir a ser líder de uma paróquia. Então, homens e mulheres não têm os mesmos direitos. Ele afirma que é necessária uma campanha para arrecadar fundos para crianças com fome, judias ou não. Tenho uma proposta: um grandioso leilão com obras de arte que, ao longo da história, foram "doadas" à Igreja Católica.
Lílian Glauce Rossi
Bela Vista de Goiás, GO  

A morte de Jesus não pode ser obstáculo à reconciliação de judeus e cristãos. "Quem matou Jesus" vai ser um eterno drama que jamais será desvendado: foram os judeus ou foram os romanos, nas pessoas de Herodes e Pôncio Pilatos. Pilatos queria absolver Jesus por não o achar nenhum tipo de perigo "às instituições". Caifás, sacerdote-chefe do Sinédrio, conjunto dos sacerdotes judaicos, queria porque queria a cabeça de Jesus por blasfêmia, crime que na pena judaica seria o apedrejamento. Jesus morreu na cruz, penalidade romana, e não judaica. A época era outra, as pessoas envolvidas viviam num mundo infinitamente mais simples do que o de hoje. A cultura e os costumes eram quase primitivos. Que diferença faz se foi Pilatos ou Caifás quem ganhou a parada? O mundo mudou; a humanidade cresceu em cultura e conhecimentos, os conceitos mudaram, a realidade dos judeus é outra, os católicos estão cada vez mais distantes da Igreja. A não-reconciliação é apenas mais um preconceito que deixa de lado os objetivos maiores da nossa existência.
Luiz Santilli Junior
São Paulo, SP

Não é preciso ser católico para exaltar os esforços da Igreja em favor da paz e da união entre os povos. Palavras sábias e humildes do cardeal. Mostram que a Igreja é feita de homens, mas tem uma mensagem divina. Por isso, apela mais para a fé do que para a razão, embora não haja contradição entre uma e outra.
Jorge Daros
Criciúma, SC

 

Maluf

É reconfortante, apesar de ser ainda muito pouco, saber que os Maluf já superam a marca dos dez dias na prisão ("Na cadeia, Maluf faz política...", 28 de setembro). É, entretanto, injusto e indigno que a sociedade brasileira deva pagar e oferecer "princesas" para a faxina desses cidadãos. Afinal, há muitas pessoas verdadeiramente honradas e honestas fazendo a própria faxina. O trabalho só faz bem, além de ser excelente auxiliar no tratamento da depressão. A Bíblia ensina: "Ganharás o pão com o suor do teu rosto". Que tal oferecer aos Maluf um banho de seis minutos, ao final de uma eficiente e comprovada diária de faxina?
Antônio Alves Batista
Recife, PE

 

Crise

Virou panfleto ser despreparado. Severino, ao se despedir, declarou como credencial seu despreparo acadêmico. Tal como o presidente Lula. Quem iniciou uma vida profissional com despreparo acadêmico tem a obrigação de mudar durante a vida. Deve-se orgulhar, sim, quem, apesar da origem simples, conquistou a oportunidade de mudar sua história. O contrário é motivo de vergonha. Teve oportunidade e a jogou fora, recorrendo a expedientes, maracutaias, enganando e usando como escada os menos afortunados. Severino e Lula tiveram todas as oportunidades, mas preferiram ser oportunistas. Deveriam ter vergonha de dizer que tiveram a oportunidade e nada fizeram de concreto para torná-la efetiva ("Tal como era antes...?", 28 de setembro).
Maria Inez Santos Vilela
São Paulo, SP

 

Ambiente

Sobre a reportagem "Política da destruição" (21 de setembro), peço que sejam publicados alguns aspectos relevantes: 1) Foi omitido que o denunciante, senhor Mário Rubens, fraudou um plano de manejo e teve seu projeto indeferido. Da mesma forma foi omitido que o senhor Ismael Antônio Coelho de Moraes é advogado do senhor Mário Rubens, justamente no processo no qual o madeireiro foi condenado por ameaça de morte ao gerente do Ibama em Belém. 2) As informações da quebra do sigilo bancário de minha assessora vão provar que é falsa a denúncia de que as contas receberam depósitos de madeireiros.
Senadora Ana Júlia de Vasconcelos Carepa
Brasília, DF

 

Implante dentário

Acabei de ler a reportagem sobre o médico sueco Per-Ingvar Bränemark e estou emocionada. Como é bom saber que existem pessoas boas nesse mundo. A gente fica acostumada a ler somente notícias más, que, ao contrário de nos emocionar, nos deixam amargurada. Parabéns a vocês por nos apresentar uma pessoa tão incrível ("O milagreiro de Bauru", 28 de setembro).
Suzete La Torre Stricagnolo
Por e-mail  

Como cirurgião-dentista formado há 26 anos, digo, sem medo de errar, que a odontologia moderna é dividida em duas fases: uma antes e outra depois do doutor Bränemark. Curioso é o fato de ele ser médico, e não dentista. Milhões de pessoas no mundo inteiro já se beneficiaram da utilização dos implantes de titânio idealizados e desenvolvidos por meio da descoberta da osseointegração.
Doutor Ernesto Zanetti Neto
Curitiba, PR

Sou de Bauru e fiquei emocionado com a iniciativa do professor Bränemark. O instituto vai contribuir bastante para a recuperação de muitas pessoas de nosso país. Que a iniciativa do professor sirva de exemplo para nós, brasileiros.
Wanderson Mateus Victal Rodrigues
Bauru, SP

 

Diabetes

Muito feliz o enfoque dado à patofisiologia do diabetes tipo 2, abordando com clareza a forte correlação entre a obesidade visceral e o diabetes tipos 2 e 3 ("Diabetes – O início de uma revolução", 28 de setembro). Eu gostaria de advertir os leitores sobre o risco da síndrome metabólica. Essa patologia ocorre quando há obesidade visceral, que podemos quantificar pela cintura abdominal, maior que 94 centímetros no homem e maior que 80 centímetros na mulher, e a presença de dois destes achados clínicos laboratoriais: hipertensão arterial, triglicérides acima de 150 mg/dl ou HDL colesterol abaixo de 40 mg/dl no homem e abaixo de 50 mg/dl na mulher e diabetes tipo 2 ou glicemia de jejum acima de 100 mg/dl. A síndrome metabólica é responsável pelo aumento da incidência da doença cardiovascular, uma vez que os pacientes portadores dessa patologia têm, comprovadamente por vários estudos, maior incidência de infarto do miocárdio e acidente vascular encefálico.
João Eduardo N. Salles
Professor da Faculdade de Ciências Médicas
da Santa Casa de São Paulo
São Paulo, SP

Mais uma vez, e de modo esclarecedor, VEJA traz para seus leitores as recentes descobertas e as novas drogas para o tratamento de uma doença grave como o diabetes melito. Vale destacar, entretanto, que, além de aumentar a probabilidade do surgimento de doenças cardiovasculares, potenciais causas de morte, o diabetes é uma das principais causas de cegueira irreversível no Brasil e no mundo, provocada principalmente pela retinopatia diabética, após o envolvimento das artérias e veias existentes na retina, localizada no fundo do olho. Vários estudos revelam que, quanto maior o tempo de evolução da doença, maior a freqüência da retinopatia, que está presente em até 50% dos pacientes com diabetes tipo 2 há mais de quinze anos e em cerca de 80% dos indivíduos doentes há mais de 25.
Marcelo G.B. Rêgo
Doutor em oftalmologia
Especialista em retina e vítreo
Salvador, BA  

De 16 a 18 de setembro, aconteceu no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, o Congresso Anual da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), no qual reunimos cerca de 3.000 pessoas, entre portadores de diabetes (a maioria) e seus familiares. Um dos pontos mais debatidos em nosso congresso foi a importância de abrir cada vez mais espaço para a prevenção da doença. "Devemos implantar mais campanhas de prevenção, diagnóstico e investigação do diabetes e ainda legislar melhor sobre esse tema. Assim podemos efetivar e expandir ações e direitos a grande número de pessoas", disse Susana Feria Etcheverry de Campanella, representante da Federação Internacional de Diabetes para as regiões do Caribe, América Central e do Sul. O diabetes é uma doença silenciosa. Cerca de 50% dos portadores não têm conhecimento dela e muitas vezes, quando se dão conta dos danos causados por ela, já é tarde.
Sussumu Niyama
Presidente da Associação de Diabetes Juvenil
www.adj.org.br
São Paulo, SP  

Faltou alertar os obesos e diabéticos sobre uma nova ameaça divulgada recentemente por estudos médicos: o risco da doença do fígado esteato-hepatite e a real possibilidade da evolução para fibrose, cirrose e até câncer de fígado. Estudos mostram que 20% a 30% de pessoas com mais de 65 anos que apresentavam cirrose sem identificação de origem tinham a doença em decorrência da obesidade pura e simples.
Marcial Carlos Ribeiro
Hepatologista e diretor da Fundação de Estudos das Doenças do Fígado (Funef)
www.funef.com.br
Curitiba, PR

 

Edson Vidigal

A propósito da carta do senhor ministro presidente do STJ, Edson Vidigal (Cartas, 28 de setembro), informo que não tenho como assegurar o relacionamento do senhor ministro Vidigal com Roberto Coimbra Fabrim, preso na superintendência da Polícia Federal. As investigações a esse respeito continuam nas mãos das autoridades competentes, mas posso garantir que o indigitado só adentrou no apartamento citado na reportagem dessa revista graças a um fax, supostamente assinado pelos meus filhos, encaminhado pela presidência do STJ no dia 18 de maio de 2004. Meus filhos, aliás, não tinham poderes para tanto, uma vez que, apesar de serem os nus proprietários do referido imóvel, seu usufruto vitalício é meu. Em relação a supostos problemas meus tanto com a Justiça Criminal quanto com a Receita Federal, posso afirmar taxativamente que tais declarações faltam com a verdade. Para comprovar, peço vênia para juntar as certidões negativas civis e criminais comprovando que nada devo nesse sentido.
José Paulo Afonso de Sousa
Brasília, DF

 

Claudio de Moura Castro

Em "Por falar em pizza" (Ponto de vista, 28 de setembro), Claudio de Moura Castro brilhantemente abordou nossa falta de caráter coletivo como nação. Enquanto não agirmos com correção nas ações do dia-a-dia, será impossível querer que a classe política seja ética e honesta. Eles não foram eleitos por marcianos.
Carlos Fidalgo Jr.
Needham, Massachusetts, EUA  

A clássica frase "Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço" evidencia o consentimento tácito (ou expresso?) dos brasileiros com as falcatruas que nos rodeiam. Aquele, por exemplo, que reclama de bueiros transbordando é o mesmo que em outro momento joga um papel de bala no chão. Ou seja, faltam consciência e uma auto-análise bem mais crítica para todos nós.
Fábio Luiz Pacheco
Porto Alegre, RS  

Devemos repudiar o famoso "jeitinho brasileiro", e não classificá-lo como uma forma criativa de sobrevivência do nosso povo. Diante de todo esse lamaçal, uma pergunta paira no ar: somos uma nação apenas de egocêntricos ou uma nação de pilantras?
Danilo Andrade dos S. Aguiar
Diadema, SP

 

André Petry

A respeito da coluna de André Petry ("Pior que chimpanzé?", 28 de setembro), no início do quarto parágrafo ele diz: "Ninguém há de se opor ao fato de que bichos venham a ser beneficiados com as leis dos homens". Já posso imaginar um júri popular para julgar um pit bull assassino, cavalos exigindo direitos trabalhistas do seu dono na Justiça do Trabalho, tucanos cobrando do PSDB direitos sobre sua imagem e burros sendo indenizados por danos morais ao ser comparados a petistas.
Marcelo Fernandes Lima Gomes
Niterói, RJ

Aos exemplos indicados por André Petry na última edição de VEJA, soma-se o famosíssimo caso dos (pobres) irmãos Cravinhos, que se encontram presos, e da (rica) Suzane, que está por aí à solta, não obstante todos estarem sendo acusados pela prática do mesmo crime. Se eu, como advogado, tenho minhas dificuldades para entender certos fenômenos da nossa Justiça, imaginem quem é alheio à lei e ao direito. A Súmula Vinculante, tão combatida por alguns juristas e pela maioria dos juízes, certamente acabaria com essa farra de aplicar a jurisprudência mais pacífica aos ricos que roubam milhões e a jurisprudência mais rigorosa aos pobres que roubam um pacote de fraldas ou um frasco de xampu.
Eugênio Carlos Bozzetto
São Paulo, SP

Qual é o problema da tentativa de libertar um animal que passou a vida inteira condenado à prisão sem ter cometido crime algum? E o que isso tem a ver com a imprestabilidade do sistema jurídico? Ora, seria muita "ingenuidade" correlacionar tal fato com os casos de pessoas presas esperando por uma resposta judicial, visto que a espera dessas não acontece por causa de privilégios concedidos aos animais. Uma luta não exclui a outra. Não é cruzando os braços para a crueldade aos animais que alcançaremos uma sociedade mais justa. Mudanças sociais só podem ocorrer com ações progressivas e contínuas exercidas pela população. A quantidade de frentes de luta é proporcional à quantidade de problemas.
Luanda Francine Garcia da Costa
São Paulo, SP

 

Transplantes

Na seção Guia (28 de setembro), VEJA fez uma radiografia atual e importante sobre a situação dos transplantes de órgãos no Brasil. É de uma nobreza ímpar o voluntarismo na doação de órgãos, além da vital necessidade da população. É, sem dúvida, o ato mais humanitário que os homens podem fazer em vida ou em morte. E é por isso que a população deve se conscientizar e popularizar essa causa.
Fabio Chusyd
São Paulo, SP

 

Religião

O anacronismo da Igreja Católica continua. A degradante imagem do padre Geoghan algemado nos Estados Unidos é de cortar o coração. A cena torna-se mais chocante quando se constata que ele molestou mais de 130 crianças. A Igreja Católica anda contra a corrente. Discriminar homossexuais nos seminários é uma medida inócua e perigosa. O padre Geoghan, por exemplo, não é homossexual, mas dominado por um imperioso vício que nem toda a bagagem teológica e anos de vivência com os dogmas da Igreja conseguem aplacar. O celibato, sim, é fator preponderante no desencadeamento da grande maioria dos escândalos sexuais ocorridos de uma maneira crescente no âmbito da Igreja ("O teste da batina", 28 de setembro).
Joaquim P. Martins
João Pessoa, PB

 

Banana-nanica

Cumprimento VEJA por destacar em sua última edição o problema da praga sigatoka negra, que vem sistematicamente prejudicando a produção comercial da banana no Brasil e no mundo ("O grande problema da nanica", 28 de setembro). No entanto, gostaria de informar que nosso país já possui uma variedade da fruta resistente à doença. O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) desenvolveu, com a Embrapa, bananas do tipo prata não transgênicas e resistentes à sigatoka negra, à sigatoka amarela e ao mal do panamá. Nos últimos dez anos, as novas variedades foram avaliadas em diferentes ecossistemas, apresentando excelente qualidade para o mercado. O Incaper já trabalha na ampliação do estudo e planeja para o segundo semestre de 2006 o lançamento das variedades terra e nanica também resistentes à sigatoka negra. A Secretaria de Estado de Agricultura, Aqüicultura, Abastecimento e Pesca (Seag) do Espírito Santo investe na multiplicação de mudas e está distribuindo 65.000 espécies entre os produtores capixabas, visando à renovação das plantações do estado num prazo de cinco anos. Tanto o Incaper quanto a Seag se colocam à disposição de todos aqueles que necessitem de apoio ou colaboração no combate à sigatoka negra.
Ricardo Ferraço
Secretário de Estado de Agricultura, Aqüicultura, Abastecimento e Pesca do Espírito Santo
Vitória, ES

 

Avril Lavigne

As palavras do João Gordo parecem ainda frescas na minha cabeça, cada vez que ouço falar no nome de Avril Lavigne ("Todas querem ser Avril", 28 de setembro). João, com toda a sua desenvoltura para falar de música, disse que Avril Lavigne é apenas "uma revoltadinha de shopping". Concordo, acho que ela é apenas uma Britney Spears que pensa que faz rock, que pensa que é revoltada, que pensa que pensa, mas não faz nada. Qual a diferença entre a música das duas? Bem, os clipes são quase iguais. As músicas só diferem na capacidade de irritar mais rápido.
Victor Rodrigues Cordeiro
São Paulo, SP

Cada vez mais me surpreendo com a juventude brasileira. E me assusto. Vejo como o tempo passa rápido e como nossa infância se transforma. Na reportagem "Todas querem ser Avril" (28 de setembro), percebo como a infância está sendo esquecida e deixada de lado pela busca da similaridade com ídolos.
Edvaldo Betioli Filho
Palmeira, PR

 

Luís Antônio Giron

Quero esclarecer que o aparelho i-Pod, enviado aos jornalistas de música dos principais veículos da imprensa, inclusive para mim, colaborador da revista Bravo e editor de Cultura da revista Época, foi devolvido à assessoria de imprensa da cantora Maria Rita, intacto. Meu trabalho como crítico sempre se pautou pela independência e jamais aceitei nenhum tipo de oferta em troca de minha liberdade de opinião. O CD Segundo (Warner) de Maria Rita é de ótima qualidade, e a cantora obteve na imprensa o espaço merecido (veja reportagem na pág. 115).
Luís Antônio Giron
São Paulo, SP

 

CORREÇÃO: Na edição VEJA O Melhor de Brasília (setembro), o número do telefone da agência Aerovan Turismo (página 66) foi publicado com erro. O correto é 3340-9251.

 

VEJA E A ELEIÇÃO DE BENTO XVI

Na reportagem "A dança dos cardeais" (20 de abril), o redator-chefe de VEJA, Mario Sabino, enviado especialmente a Roma para cobrir a sucessão do papa João Paulo II, escreveu que o cardeal alemão Joseph Ratzinger era o mais forte candidato ao trono de Pedro e que partia para a disputa com pelo menos 40 votos. Disse também que a escolha não duraria mais que dois dias, contrariando a tese defendida por analistas de que sua vitória sairia de um conclave particularmente difícil. A reportagem indicava ainda a força crescente do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, que vinha angariando simpatia entre seus pares. Eleito Ratzinger, os jornais italianos publicaram que Carlo Maria Martini, um dos indicados de maior prestígio, teria sido o mais votado no primeiro escrutínio e que ao final Ratzinger teria obtido uma vitória triunfal, com perto de 100 dos 115 votos do colégio eleitoral. Sabino divergiu em sua segunda reportagem, "Continuar para mudar" (27 de abril): "Não é verdade. VEJA apurou que Martini nunca esteve à frente de Ratzinger e que este, para ser eleito, angariou pouco mais de 77 votos, os dois terços requeridos". Esses fatos foram confirmados agora com a divulgação dos diários de um cardeal anônimo sobre o conclave que elegeu Bento XVI. Por esses relatos, ficamos sabendo que no conclave – que durou dois dias, como estimou Sabino – Ratzinger obteve 47 votos na primeira votação (muito perto da projeção do redator-chefe de VEJA), Bergoglio foi um candidato mais votado do que Martini e, no último escrutínio, Ratzinger foi eleito com 84 votos, pouco mais dos dois terços necessários para torná-lo papa. Tudo como afirmara o enviado de VEJA a Roma.

 

CANDIDATO NÃO É SABÃO

Vinte dos 101 leitores que enviaram comentários sobre a reportagem "O marketing e a corrupção" (31 de agosto) aproveitaram para perguntar se, ao montar a capa da edição 1 920, a equipe de arte da revista "se inspirou" no design da embalagem de uma famosa marca de sabão em pó. "Foi de propósito ou somente coincidência? Seria uma alusão à limpeza?", indagou Claudia Lohmann, da capital paulista. A idéia da capa é mostrar a eficiência do marketing político, que transforma o candidato num produto atraente ao eleitor/consumidor. Mas ao contrário do caso do sabão, em que o consumidor sabe o que está levando pela simples identificação da embalagem, o político pode esconder um conteúdo enganoso numa embalagem de aparente qualidade.

 

JAMES II OU JAIME II?

No quadro "O encontro das duas revoluções" (14 de setembro) há uma referência ao rei Jaime II, da Inglaterra. Na verdade, trata-se de James II da Inglaterra (VII da Escócia), que reinou de 1685 a 1688. Alguns leitores escreveram para a redação alertando que a tradução correta do nome James do inglês para o português seria Tiago, derivado do hebraico Yacov, que no latim deu Iacobus, evoluindo para Iaco, Iago, Tiago, na Península Ibérica. Na Espanha a evolução do nome passou por Jácome, Jaume, Jaime (Catalunha). Em Portugal e na Espanha é comum o uso da forma Jaime, conforme aparece também nas versões em língua portuguesa das enciclopédias Barsa e Larousse.

 
 
 
 
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