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Carta
ao leitor
Jornalismo sem fronteiras
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| A capa de VEJA que desvendou a máfia do apito
repercutiu em dezenas de países |
Na história de VEJA, foram
muitas as reportagens que alcançaram repercussão internacional.
Entre elas, estão as que detonaram a crise política
ora em curso. Na semana passada, a revista voltou a ser destaque
na imprensa internacional. Uma entrevista do diretor de redação
Eurípedes Alcântara com o ex-presidente americano Bill
Clinton foi reproduzida no jornal inglês The Independent,
no espanhol El País e nos americanos Los Angeles
Times e New York Daily News. A reportagem sobre a máfia
do apito, da editora Thaís Oyama e do repórter André
Rizek, ganhou o mundo por meio da internet, da televisão
e das páginas de publicações importantes da
América do Sul, Ásia, Europa e dos Estados Unidos.
Os argentinos Clarín e La Nacion, o espanhol
El País e o americano The New York Times foram
alguns dos diários que reproduziram a história sobre
a quadrilha que fraudava resultados de jogos do Campeonato Brasileiro
e do Paulista, principalmente, para lucrar com apostas. A repercussão
internacional obtida pelas reportagens de VEJA mostra que, quando
um trabalho é bem feito e tem relevância, não
existem fronteiras para o seu reconhecimento. Isso vale tanto para
o jornalismo como para qualquer outra atividade. Excelência,
rigor e originalidade são as chaves para conquistar terreno
na era da globalização.
No caso específico da
reportagem sobre a máfia do apito, há que ressaltar
ainda que foi a primeira vez que um escândalo futebolístico
ganhou contornos tão precisos. Recentemente, duas CPIs sobre
denúncias de corrupção no futebol brasileiro
uma na Câmara e outra no Senado não deram
em nada, por falta de foco e objetividade. Mas uma única
reportagem bem formatada bastou para desbaratar um esquema que ameaçava
a grande paixão nacional.
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