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Guia
A prova dos cafés

Monica Weinberg
Os cafés especiais, antes conhecidos
como "tipo exportação" e apenas encontrados em lojas
especializadas ou servidos em restaurantes, estão se popularizando
nos supermercados. Segundo especialistas ouvidos por VEJA, há
uma variedade de trinta boas marcas à venda.
A principal diferença entre esse tipo
de café e o tradicional é que ele é produzido
exclusivamente à base da espécie arábica, considerada
de melhor qualidade na comparação com as demais (veja
quadro). Já existe um clube de adeptos dos
grãos especiais, que cultuam tantos rituais quanto os apreciadores
de vinho. Eles transformam o ato de tomar café num grande
acontecimento, gostam de experimentar novas marcas e pagam 40 reais
por 1 quilo desses grãos. Trata-se de um grupo que cresce
no mundo inteiro. No Brasil, o mercado de cafés especiais
aumenta ao ritmo de 20% ao ano.
Mario Rodrigues
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A pedido de VEJA, a barista Isabela Raposeiras
produziu uma lista com seis das melhores marcas à venda,
segundo avaliação técnica conduzida pelas duas
mais importantes associações internacionais. Os cafés
escolhidos são facilmente encontrados nas gôndolas
em grão, pó ou sachês. Eles foram submetidos
à análise de outros quatro especialistas, que pontuaram
suas características mais marcantes e deram sugestões
práticas para o preparo. Eis o resultado.
Marca: CAFEERA
Origem: Alfenas, em Minas Gerais
Comentário dos especialistas: café encorpado,
com uma interessante mescla de aroma amendoado com sabor que lembra
chocolate
Cafeteiras mais indicadas para o preparo: expresso e moka
Curiosidade sobre o café: é o único
brasileiro servido na rede americana de cafés Starbucks
Marca: TERRA
BRASIL
Origem: cidades do cerrado mineiro
Comentário dos especialistas: seu aroma chama atenção
pela originalidade agradou aos provadores por combinar chocolate
com frutas secas. Deixa gosto levemente amargo na boca
Cafeteiras mais indicadas para o preparo: expresso e moka
Curiosidade sobre o café: oferece uma mistura de grãos
específica para o preparo de café expresso
Marca: PESSEGUEIRO
Origem: Mococa, em São Paulo
Comentário dos especialistas: café de sabor
adocicado, cujo diferencial apontado pelos provadores é deixar
gosto persistente de chocolate na boca
Cafeteiras mais indicadas para o preparo: moka e convencional
(elétrica ou manual)
Curiosidade sobre o café: o processo de seleção
dos grãos inclui uma etapa manual que se soma às três
peneiras usualmente realizadas por máquinas o objetivo
é retirar da linha de produção os grãos
com defeito
Marca: SUPLICY
Origem: Ouro Fino, em Minas Gerais
Comentário dos especialistas: seu sabor é achocolatado.
Segundo os provadores, deixa na boca uma sensação
de aspereza
Cafeteiras mais indicadas para o preparo: moka e convencional
(elétrica ou manual)
Curiosidade sobre o café: todos os baristas da empresa
passaram por treinamento com a americana Sherry Jones, considerada
no meio especializado uma das melhores do mundo
Marca: ASTRO
MESCLA
Origem: Lambari, em Minas Gerais, e Rancho Grande,
em São Paulo
Comentário dos especialistas: apresenta aroma picante,
que lembra o de especiarias. É o mais torrado dos cafés
analisados a pedido de VEJA, o que resulta num sabor menos delicado
Cafeteiras mais indicadas para o preparo: moka e convencional
(elétrica ou manual)
Curiosidade sobre o café: foi um dos primeiros a lançar
uma marca de café especial no mercado brasileiro
Marca: ORFEU
Origem: Botelhos, em Minas Gerais
Comentário dos especialistas: de todos os cafés
avaliados, é o que apresenta a composição mais
sofisticada, com grãos que resultam em sabor adocicado e
aroma cítrico
Cafeteiras mais indicadas para o preparo: expresso e francesa
Curiosidade sobre o café: seu processo de secagem
é feito exclusivamente sob o sol (sem o usual auxílio
de máquinas), o que contribui para preservar o sabor original
dos grãos
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Por que ele
é especial?
As principais diferenças entre
os
cafés especiais e os tradicionais
Anthony Johnson/Getty Images
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COMPOSIÇÃO
Café especial: produzido exclusivamente
à base da espécie arábica, de sabor
mais delicado e doce
Café tradicional: mistura as espécies
arábica e robusta, esta última de pior
qualidade
SELEÇÃO
DOS GRÃOS
Café especial: utiliza apenas
os melhores grãos cerca de 30% do total
colhido
Café tradicional: mistura grãos
de diferentes tamanhos e qualidades
CONTROLE DE QUALIDADE
Café especial:
admite apenas doze grãos defeituosos a cada
300 gramas de café
Café tradicional: permite a seleção
de até 800 grãos defeituosos a cada 300
gramas de café
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