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Copa Os
melhores momentos...
Cenas heróicas,
divertidas e grotescas que marcam uma disputa em que só a grande
zebra não apareceu  Carlos
Maranhão e André Fontenelle DE FRANKFURT 10
PONTUALIDADE GERMÂNICA Nada atrasa na Copa
do Mundo. Os times entram em campo oito minutos antes do pontapé inicial.
Tudo é rigorosamente cronometrado. E todos os jogos começam no horário
exato, com diferenças de dez segundos para mais ou para menos. Martin
Meissner/AP
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O INTÉRPRETE PERFEITO Quinze seleções
levaram técnicos estrangeiros. Nem todos conseguiam se comunicar na língua
de seus jogadores. Para isso, trabalharam com intérpretes. O mais perfeito
foi o de Zico, de quem chegava a imitar os gestos com perfeição.
Em campo, isso não adiantou muito. Mas foi um show de tradução
simultânea, do nível das conferências internacionais de cúpula.
Ricardo
Corrêa
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CAMPEÃO DO TROCA-TROCA Ninguém está
conseguindo trocar tantas camisas como Zagallo. Dono de uma coleção
de 1500 jaquetas de times e seleções do mundo inteiro, ele a aumenta
a cada jogo. Leva uma ou duas da seleção dentro da calça
do agasalho e, mal termina a partida, vai atrás dos jogadores do time rival
para propor o escambo. |
Armando
Franca/AP
 | Chiristof
Stache/AP
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HERÓIS POLONESES Os atacantes Klose
(11) e Podolski (20), que já marcaram oito gols pela Alemanha, nasceram
na Polônia e emigraram com seus pais quando tinham 8 e 6 anos, respectivamente.
Dentro de campo, muitas vezes costumam se comunicar na língua materna.
Daniel
Garcia/AFP
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6
UMA VEZ NA VIDA O maravilhoso gol da vitória
argentina contra o México, marcado por Maxi Rodríguez, é
uma raridade no futebol. Dificilmente um jogador consegue pôr a bola fora
do alcance do goleiro combinando força e efeito com tanta precisão
em um chute de 20 metros de distância. 5
O MAPA DA MINA Um aparelho acoplado ao painel do
carro, que ainda não chegou ao Brasil, salvou jornalistas e torcedores
na Alemanha. Trata-se do GPS, sigla em inglês de sistema de posicionamento
global. Quase todas as seleções se hospedaram e treinaram em locais
de acesso complicado, em geral através de estradas secundárias,
e mudaram algumas vezes de concentração. Ligado a satélite,
o GPS dá todas as indicações com absoluta precisão
para quem precisa chegar até elas. Ninguém se perdeu. Além
do mapa que se movimenta na tela, uma voz gravada avisa se é preciso virar
à direita ou à esquerda. Em caso de congestionamento de trânsito,
são oferecidas alternativas de desvio. 4
SHOW DA TORCIDA Nunca se viu uma Copa com tantas
e tão entusiasmadas torcidas. Elas vieram de todos os 31 países
visitantes e misturaram-se em paz com as multidões de alemães. Até
sexta-feira, não acontecera nenhum incidente sério nos estádios.
Ao contrário de outras ocasiões, mesmo os temidos ingleses, vigiados
pela sua própria polícia nas viagens de trem, souberam se comportar.
A lamentar, só a eliminação de Suécia e Holanda. Foram
embora com seus times os mais belos rostos e corpos femininos presentes nas arquibancadas.
Adrian
Dennis/AFP
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ORGULHO DO EQUADOR Com o rosto pintado nas cores
da bandeira de seu país, o goleiro Villafuerte foi o símbolo
do orgulho dos equatorianos pela surpreendente campanha no Mundial. Seu time,
que na América do Sul hoje fica atrás apenas do Brasil e da Argentina,
só seria eliminado com uma perfeita cobrança de falta de Beckham.
A camisa da seleção do Equador, ao disputar na Alemanha a segunda
Copa de sua história antes cheia de fracassos, virou um hit nas lojas de
artigos esportivos de Nova York. |
Pierre-PhillippeMarcou/AFP
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SCARFACE Frank Ribéry, atacante da
França, projetou-se como um dos destaques do torneio e, além do
gol contra a Espanha, chamou atenção pelas cicatrizes do rosto,
fruto de um acidente de carro quando tinha apenas 2 anos. Arremessado através
do pára-brisa (o pai, que dirigia, nada sofreu), o menino teve de passar
por várias cirurgias plásticas. Seu rosto ainda marcado lhe valeu
o apelido de Scarface (personagem de um filme de gângster de 1932 cujo rosto
era marcado por uma cicatriz). 1
O GAUCHÃO Luiz Felipe Scolari, o Felipão,
técnico que comandou os canarinhos na conquista do pentacampeonato, foi
campeão da Libertadores da América com o Palmeiras e da Copa do
Brasil com o modesto Criciúma, de Santa Catarina. Depois de esnobar um
convite para dirigir a seleção inglesa, ele já levou Portugal
mais longe do que muitos portugueses esperavam e atingiu uma marca fantástica
em Mundiais: com grande competência para motivar seus jogadores, uma eficiente
armação da equipe e boa dose de sorte, mais a habitual gritaria
à beira do gramado, somou onze vitórias consecutivas até
as oitavas-de-final, um recorde na história das Copas. ...e
os maiores vexames Celso
Junior/AE
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HINO REDUZIDO Antes dos jogos, só são
tocados 68 segundos do Hino Nacional brasileiro (até o trecho
que diz "Ó pátria amada, idolatrada, salve!, salve!"). Outras seleções,
a começar pela Alemanha, naturalmente, ouvem a execução de
seu hino na íntegra. Fabrice
Coffrini/AFP/Getty Images
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9
FERROLHO SUÍÇO A seleção
suíça jogou um futebol horroroso, mas conseguiu um feito para
entrar na história da Copa do Mundo: ficou invicta e não sofreu
um único gol em quatro jogos. Acabou sendo eliminada na decisão
por pênaltis contra a Ucrânia, graças a outra façanha:
não converteu nenhuma das três cobranças (a série foi
encerrada aí porque os ucranianos já tinham acertado três
e não poderiam mais ser alcançados). Tosten
Blackwood/AFP
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NENÊ QUER MAMAR Para comemorar seu gol de
pênalti que classificou a Itália já nos descontos do tempo
normal da partida com a Austrália, o atacante Francesco Totti, um
marmanjo de 29 anos e 1,80 metro, ficou com o dedo na boca, como se estivesse
mamando. Foi uma homenagem a Christian, seu filho de 7 meses com a estrela de
TV Ilary Blasi. |
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ENTREGA DE BANDEJA Poucos jogos já foram
entregues de forma tão absurda como o que o Japão deu de
presente para a Austrália na sua estréia. Ganhava por 1 a
0 quando faltavam oito minutos para o encerramento da partida e então
levou três gols. "Nossa classificação foi perdida ali", lamentou
o técnico Zico. | Ben
Radford/Getty Images
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Valery
Hache/AFP
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O MAIS EFÊMERO O goleiro paraguaio Justo
Villar jogou oito minutinhos com a Inglaterra. Sofreu um gol, machucou-se,
foi substituído e tornou-se um dos atletas com passagem mais curta pelos
gramados em uma Copa do Mundo. |
Dimitar
Dilkoff/AFP
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O TIME-FANTASMA A seleção de Sérvia
e Montenegro, remanescente da extinta Iugoslávia, entrou na Copa quando
o país que representava não existia mais. Um plebiscito havia decidido,
dias antes, pela separação de Montenegro. Além de terem deixado
de ser uma nação, os sérvio-montenegrinos também desapareceram
como time de futebol. Tomaram dez gols e perderam seus três jogos. 4
BLOGS SEM ASSUNTO Por falta de notícias
entre um jogo e outro, muitos blogueiros da Copa se dedicaram a contar banalidades
do cotidiano na Alemanha. A vereadora petista paulistana Soninha que resolveu
pedir licença da Câmara para comentar a Copa na televisão
foi uma das campeãs. Falou-se da dificuldade de lavar roupa, dos
cardápios incompreensíveis, do horário inflexível
dos restaurantes, da necessidade de usar água mineral para não ressecar
os cabelos na hora de lavá-los e de Maria, nome que alguns deram ao GPS
(veja nota acima) configurado no português de Portugal
o que trouxe certas complicações, pois usa termos como "rotunda"
para designar um cruzamento. Kai
Pfaffenbach/Reuters
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A CELEBRIDADE PASSA MAL Não, não foi
por bebedeira. Era indisposição mesmo. No jogo contra o Equador,
o atacante-celebridade inglês David Beckham acabou devolvendo no
gramado a comida que não lhe descera bem. Apesar do desconforto, deu a
vitória ao English Team com um gol de falta. |
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ADIOS, ESPAÑA! A Espanha tem, há
décadas, um dos melhores campeonatos da Europa e seus grandes times reúnem
alguns dos maiores craques do mundo. Todos estrangeiros, é claro. Enquanto
eles vão defender na Copa os próprios países, a seleção
espanhola sempre fica menor do que seus clubes, entre eles potências como
Real Madrid e Barcelona. Assim, mais uma vez, depois de dar a impressão
de que em 2006 a história poderia ser diferente, com as três vitórias
iniciais, a "Fúria" como os torcedores costumam chamá-la
amansou contra a França e ficou no meio do caminho. | Pierre-PhillippeMarcou/AFP
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Ricardo
Corrêa
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1
CHUTEIRAS CHOCANTES Chuteiras, o jogador
escolhe a marca que quiser aliás, aquela com a qual tem contrato.
Não precisam combinar com o uniforme e agora são de qualquer cor
branco, amarelo, vermelho e, como no tempo de Garrincha e Pelé,
até preto. Também não há exigência de bom gosto.
As mais chocantes foram as de dois reservas da Ucrânia, com textura que
imita a de um gramado. Um terror. No extremo, podem ser perigosas. Como as que
provocaram as famosas bolhas no pé de Ronaldo, às vésperas
do início da Copa. |