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Arroz-de-festa
No
rastro de Amaury Jr., proliferam
os
apresentadores de colunas
sociais eletrônicas
Ricardo
Valladares
Fotos Antonio Milena
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Amaury
Jr. e Ramy
Moscovic em ação na noite: toda festa tem seu preço
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Em
1984, o apresentador Amaury Jr. conseguiu vender à TV Gazeta, de
São Paulo, a idéia de uma coluna social eletrônica.
Ele circularia por festas e lançamentos de produtos e entrevistaria
famosos sempre que possível. Cobrindo um buraco no fim da noite,
o programa funcionou e, passados dezoito anos, Amaury continua fazendo
exatamente a mesma coisa. A diferença é que, agora, ele
tem de dividir espaço com um time de pessoas que descobriram ter
a mesma vocação que ele. Numa pesquisa que encomendou, Amaury
contou cerca de 200 colunistas eletrônicos espalhados pelo Brasil.
Para muitos desses, o próprio Amaury é uma celebridade a
entrevistar. Na semana passada, cinco o assediaram enquanto ele trabalhava
em Brasília.
Não é a badalação que leva as pessoas a esse
negócio até porque é preciso encarar gente
chatíssima falando sobre o "seu produto" ou o "seu novo desafio".
Nesse tipo de programa, o jabá é a regra. Amaury Jr. diz
que não pede dinheiro para fazer a cobertura de festas de amigos
e alguns grandes eventos. Na maioria dos casos, porém, sua presença
custa 35.000 reais que ele divide com a Rede Record, onde trabalha
desde o fim do ano passado. Seus rendimentos na televisão giram
em torno dos 200.000 reais por mês.
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Patrícia
de Sabrit:
trabalho terceirizado por Otávio Mesquita
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Durante
algum tempo, o principal concorrente de Amaury Jr. foi Otávio Mesquita,
da Bandeirantes. Mas ele diz que cansou dessa vida e acaba de contratar
a ex-senhora Fábio Jr. Patrícia de Sabrit para entrevistar
celebridades no A Noite É uma Criança. "Estava achando
meio chato pagar esses micos, então passei para a Patrícia",
diz Otávio. Outra figurinha carimbada é Ramy Moscovic, da
TV Gazeta. "Eu não me via falando na televisão, porque tenho
a língua presa, mas agora relaxei", conta ele. No ar desde 1995,
Ramy cobra 5.000 reais por minuto de entrevista só os famosos
não pagam, porque lhe dão prestígio.
Entre os novatos, começa a despontar o paulistano Fausto Bessa,
que apresenta o Piratas Urbanos na Rede TV!. Com trinta tatuagens
e cinco piercings, ele ainda não tem todas as portas da noite abertas
para a sua equipe. Recentemente foi barrado na festa de Patrícia
Abravanel, filha de Silvio Santos. "Fiz a festa do lado de fora'', diz.
Enquanto isso, sem espaço nos maiores canais, outros colunistas
eletrônicos vão se virando como podem. Marlu Segóvia,
uma simpática senhora que apresenta o Projeção
na TV no Canal Comunitário de São Paulo, exibido na
televisão a cabo, só vai a festas em que é convidada
e cobra de 1.500 a 1.800 reais para fazer um evento. Lamenta que não
venham aparecendo muitos bailes de debutante. "Eu fiz o da minha filha",
conta ela. Sem cobrar, é claro.
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