Edição 1 643 -5/4/2000

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"Os argentinos estão com raiva do Brasil porque o ego deles não permite que tenham raiva de si mesmos."

Clovis La Pastina
São Paulo, SP

 

Argentina

A Argentina é um país mitológico. Criação de Jorge Luis Borges, a Argentina vive mais a dimensão do tango que a realidade. Com profunda crise de identidade, o argentino situa-se na Europa e mostra uma visão distorcida quando aponta o Brasil como causador de seus males ("E eles culpam o Brasil...", 29 de março).
Jaime Luiz Leitão Rodrigues
jaimeleitao@linkway.com.br

Uma louvável reportagem, com qualidade e profundidade como não se vêem no jornalismo brasileiro há anos.
Rebecca Raposo
São Paulo, SP

Que culpa tem Pindorama? Foram eles que idolatraram Perón e suas mulheres, guerrearam sem condição alguma contra a Inglaterra, tiveram também uma ditadura militar sangrenta e cruel, elegeram e reelegeram Carlos Menem. E além disso não aceitam que são índios mestiços de espanhóis com sobrenome italiano que sonham ser europeus e adoram tango. Buenos Aires só pode ser mesmo a capital da psicanálise. Eu, hein!
Ronaldo Vasconcelos Farias Filho
rvf@wnet.com.br
Maringá, PR

Os argentinos deveriam (assim como qualquer família em dificuldade financeira faz) descer do salto, enfrentar seus problemas e buscar soluções, em vez de ficar choramingando pelos cantos. Não é de estranhar que nossos "hermanos" estejam querendo arrumar um culpado pela situação que estão vivendo. Tal qual no futebol, a única coisa que sabem fazer muito bem é "catimbar" o Brasil.
Erwin Hübsch Neto
Indaiatuba, SP

 

Shere Hite

Há três anos trabalhando juntos, desde meados de setembro de 1999 me envolvi num relacionamento com uma amiga de trabalho. Apesar de certos conflitos pessoais, estou muito apaixonado, tranqüilo e seguro de tê-la todos os dias trabalhando do meu lado (Amarelas, 29 de março).
L.H.R.
Ribeirão Preto, SP

Conheci meu marido na empresa. Estamos casados há quinze anos, temos um casal de filhos e economizamos bastante combustível, pois íamos para o trabalho e voltávamos juntos.
Dirce Hiroko Nagata Kami
São Paulo, SP

 

Gente

Estou me sentindo lesada pela nota "O Silvão é um bom camarada" (Gente, 15 de março). Ela é extremamente maldosa e irresponsável, não pela foto em si, mas principalmente por nos qualificar como "mulheres sem profissão definida". Estudo teatro com grande esforço, por entender a importância dos cursos profissionalizantes para artistas.
Luciane Mereles
Rio de Janeiro, RJ

Venho por meio desta mostrar toda a minha indignação com a nota sobre topless no camarote 23 da Sapucaí. Curso o último ano de secretária executiva na PUC/RS e estou à procura de um novo estágio, pois é necessário para que me forme.
Patrícia Kaastrup
Porto Alegre, RS






Diogo Mainardi

Quando mergulhei na vida do Brasil e fiz longas viagens seguidas de carro por suas terras imensas, primeiro reparei com surpresa e depois me firmei na idéia de que a Rússia e o Brasil têm uma certa semelhança. Uma contribuição inesperada às minhas reflexões sobre a proximidade entre os dois países deu o autor do artigo "Os pronomes e a Rússia" (22 de março), senhor Diogo Mainardi. Sua idéia é a seguinte: a Rússia, bem como o Brasil, "tem herança da escravatura" e daria para sentir as conseqüências disso até hoje. O jornalista explica: "O grande problema brasileiro é nosso absoluto desdém por sobrenomes". Na Rússia, a forma de se dirigir às pessoas desconhecidas é bastante formal. São usados necessariamente o nome (por exemplo, Ivan), o segundo nome (nome do pai modificado — Ivanovitch) e o sobrenome (por exemplo, Ivanov).
Eugênia A. Gromova
Embaixatriz da Rússia
Brasília, DF

 

Guia

Nós, que trabalhamos com o curso de noivos, não somos "profissionais" ou "professores", como diz a reportagem, não ganhamos dinheiro para fazer isso, fazemos de coração. Os 20 reais, que a autora chamou de "caixinha", não servirão para fazer um churrasco; eles são para pagar o lanche que os noivos comem nos intervalos e o material impresso que levam para casa ao final do curso ("Aprendendo a casar", 29 de março).
Márcia Raquel Rodrigues
Londrina, PR

 

São Paulo

Já ouvi dizer que amizade na vida é tudo. Mas quem tem um amigo como Jorge Yunes não precisa nem trabalhar para ter uma vida tranqüila. Será que ele aceita minha amizade? ("O amigo multimilionário de Pitta", 29 de março)
Fabio Perdonati da Silva
Juiz de Fora, MG

 

Televisão

Talvez o Gugu queira que a família do vendedor José Alves Sobrinho, morto no episódio, peça desculpas por ele ter amassado o carro do acusado, causando tantos transtornos ao "inocente" cantor Alexandre Pires ("Ibope do mal", 29 de março).
Roberto Andrade
João Pessoa, PB

 

Carreira

Sou engenheiro, pós-graduado em administração hoteleira, domino três idiomas e apesar das dezenas de currículos que enviei para todo o Brasil estou desempregado há quatro meses. A única proposta que tive até agora foi a de um hotel na Bahia para ganhar 500 reais ("Lazer é trabalho", 29 de março).
Bert Vervuurt
Resende, RJ

 

CORREÇÕES: Na reportagem "E eles culpam o Brasil..."(29 de março), a foto que aparece no quadro da página 191 é de Eduardo Menem e não de Carlos Ruckauf (foto ao lado), como foi publicado. Leonardo Corrêa não era chefe do escritório, mas diretor do banco J.P. Morgan no Brasil ("Idéia fixa", Radar, 29 de março).

 

Direto de

A sexóloga americana Shere Hite diz que o namoro no ambiente de trabalho é natural, inevitável e até aumenta a produtividade nas empresas. Na semana passada, o Fórum de Debates de VEJA on-line perguntou aos leitores se eles concordavam com essa afirmação. Veja algumas opiniões:

Trabalhei com pessoas que namoravam, eram casadas ou tinham parentes no trabalho e o que vi é que, por mais erradas que estivessem, sempre eram favorecidas por aqueles a quem estavam ligadas de alguma forma.
Alberto
San Ramon, Califórnia, EUA

Namorar no trabalho é desvio de finalidade. Há ambientes e ocasiões mais adequados.
Jenner J. Cruz
São José dos Campos, SP

Todo e qualquer tipo de relacionamento começa no local onde as pessoas se encontram, independentemente de ser este o local de trabalho. Cabe aos interessados conhecer os limites.
Julcemar Didonet
jdidonet@bol.com.br
Gurupi, TO

Fico feliz da vida quando estou indo para o trabalho, pois sei que terei a oportunidade de desfrutar a presença da mulher que amo.
Sidnei Rodrigues de Pinho
srpinho@bol.com.br
Rio de Janeiro, RJ

Encontrar o parceiro todos os dias, a todo momento, desgasta a relação e a individualidade de cada um, torna-se uma maneira de um controlar o outro. É péssimo!
Joyce Silva
Campinas, SP