Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 792 - 5 de março de 2003
Radar

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
VEJA on-line
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2003
Reportagens de capa
2000|01|02|03
Entrevistas
2000|01|02|03


Crie seu grupo




 

Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]

 

Aécio e Minas pagam o pato

André Brant
Aécio: desfazendo as bobagens de Itamar


Certos arroubos custam caro. Graças ainda à moratória decretada por Itamar Franco há quatro anos, em seu primeiro mês como governador de Minas Gerais, o Estado está até hoje com suas linhas de crédito internacionais cortadas. Aécio Neves, conciliador como de costume, não gosta de alardear os motivos de sua ida a Washington na semana passada, para não melindrar Itamar. Mas ele viajou para tentar desobstruir os canais. Tentou, por exemplo, renegociar as linhas de crédito de 350 milhões de dólares concedidas pelo BID e pelo Banco Mundial ainda nos tempos do ex-governador Eduardo Azeredo e que acabaram sendo bloqueadas depois das bravatas de Itamar.


GOVERNO

Bateu a tensão
Interlocutores que estiveram com Lula às vésperas do Carnaval o acharam mais angustiado e menos relaxado que de costume.

Lula muda o gabinete
Quem foi ao gabinete de Lula na semana passada notou: ele mandou mudar a posição de sua mesa de trabalho. Antes, Lula ficava sentado de costas para a janela. Cansou de ter as paredes como vista e agora sua mesa fica de frente para os janelões do gabinete.

Não é história de pescador
Durante o almoço que ofereceu a 25 governadores no sábado 22, na Granja do Torto, Lula garantiu que um dos peixes que estavam sendo servidos fora pescado por ele. Virou galhofa. Ninguém levou a sério, mas era. Para tentar relaxar, Lula tem pescado solitariamente no Lago Paranoá, junto ao Palácio da Alvorada. Com bursite e tudo.

O PMDB vem aí
No Palácio do Planalto pensa-se em acomodar nas diretorias de subsidiárias da Petrobras a turma que seria indicada pelos peemedebistas da base do governo – afinal, numa estatal sempre cabe mais um apadrinhado.

 

AVIAÇÃO

Iguais em tudo
A TAM anuncia em breve que vai acabar com a possibilidade de fazer reservas de assentos na ponte aérea Rio–São Paulo. Para ficar igual à Varig. Estranha lógica. Em vez de a Varig adotar a opção de reserva, a TAM deixa de oferecê-la.

 

CORRUPÇÃO

No reino dos "silveirinhas"
Só no HSBC em Genebra há depositados cerca de 2,5 bilhões de dólares em contas-correntes de brasileiros. A informação é de um dirigente do próprio banco na Suíça. Não é motivo para vanglória, mas entre os latino-americanos não somos os campeões de depósitos.

 

PETROBRAS

Reparação de 1 milhão
Às vésperas de o acidente com a P-36 completar dois anos, a Petrobras está fechando, finalmente, um acordo para indenizar a primeira das onze viúvas de petroleiros que operavam a plataforma. A indenização será de 1 milhão de reais. A negociação com as outras dez viúvas prossegue.

 

Vida de quase-plebeu


Marcelo Botelho/ObritoNews
FHC: de trem e carregando a própria mala

Pode ser muito, muito rápida a transformação de príncipe em plebeu. Em meados de fevereiro, FHC esteve por três dias na Suíça com Ruth Cardoso. Até aí, nenhuma novidade para um casal que passou os últimos oito anos em ritmo de globe-trotter. As novidades vêm agora: eles foram de trem de Paris a Genebra. Na estação, sem seguranças, os dois carregaram as próprias malas e seguiram para a fila de passaportes – sim, entraram na fila como os outros mortais. A temporada só não foi igual à de mortais comuns porque ficaram hospedados na embaixada brasileira.


ONG

Rei morto...
Emissários de FHC continuam a passar o chapéu junto a grandes empresários pedindo generosas colaborações para que se monte a estrutura do Instituto Fernando Henrique Cardoso, a ONG que o ex-presidente está criando. Os pedidos passam de 1 milhão de reais por cabeça coroada. Mas, agora que o poder se foi, a colheita tem estado muito, muito mais difícil.

 

ECONOMIA

Quase lá
A Brasil Telecom está na pole position na disputa pela Intelig.

Culpa de São Pedro
Neste primeiro bimestre, o setor de bebidas está vendendo 10% a mais de cervejas e refrigerantes do que no ano passado. É uma boa notícia, mas não se trata exatamente de reativação da economia. Os responsáveis por tanta sede são o sol inclemente e os poucos dias de chuva deste verão em comparação com janeiro e fevereiro do ano passado.

 

JUSTIÇA

Cela mista 1
Veja a que ponto chegou o descalabro do sistema penitenciário. Condenada por estelionato, por ter aplicado o "golpe do seguro" em velhinhos indefesos, Valdirene Silva, de 32 anos, ficou presa durante dez dias com três outros detentos, todos homens, numa minúscula cela, na cadeia pública de Oliveira, em Minas Gerais. O juiz Adelardo de Carvalho, que decretou a prisão da moça, diz que não sabia do fato. A delegada Ângela Braga afirma que o meritíssimo estava ciente de que a cadeia estava em reforma e não tinha cela exclusiva para mulheres. Na confusão, Valdirene – que é casada e mãe de dois filhos – teve de se submeter à inusitada situação.

Cela mista 2
Segundo especialistas, o caso configura um flagrante e inédito desrespeito à Lei de Execução Penal e a uma convenção internacional que normatiza o tratamento dispensado a prisioneiros. Na semana passada, um desembargador do Tribunal de Alçada de Minas concedeu liminar autorizando a estelionatária a cumprir a pena em casa, por considerar que ela estava sendo vítima de "constrangimento ilegal" com a complacência das autoridades.

 

TRÁFICO

Esvaziamento econômico
Comentário irônico de um alto executivo carioca sobre a transferência de Fernandinho Beira-Mar para um presídio paulista: "Nos últimos anos tem sido assim mesmo, todos os grandes homens de negócios do Rio de Janeiro têm se transferido para São Paulo..."

Beira-Mar fica
Não há a menor hipótese de que Fernandinho Beira-Mar seja extraditado para os EUA quando acabar sua temporada paulista. Palavra do ministro Márcio Thomaz Bastos.


Colaborou José Edward

 
 

Foto: André Fortes



   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS