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Edição 1 792 - 5 de março de 2003
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A APOSENTADORIA DO BISPO

Orlando Brito


A Igreja Católica manda que os religiosos se aposentem aos 75 anos. Dom Pedro Casaldáliga atingiu a idade-limite e se afastou do bispado de São Félix do Araguaia, em Mato Grosso, onde esteve por 32 anos. Nesse período, o religioso se especializou em afrontar Roma. Ficou por dezessete anos sem se apresentar às audiências com o papa, que deveriam ser qüinqüenais, defendeu a ordenação de mulheres e sugeriu que o palácio papal funcionasse numa capela simples. O bispo avisa: se o substituto não for como ele, deixará o Brasil.

 

O GRUPO DIZ QUE ESTÁ COMPRADOR

Pedro Rubens


Nos últimos dias, circulou no mercado um boato segundo o qual o grupo Pão de Açúcar estaria negociando uma fatia de suas operações. Sobre o assunto, o presidente do grupo, Abilio Diniz, confirma estar em contato com concorrentes. Mas, diferentemente do que gostariam de ouvir seus adversários, ele afirma que o teor das conversas não é venda, mas compra. Diniz tem em caixa mais de 1 bilhão de reais. Quer investir parte disso em novas aquisições – no Brasil ou na Península Ibérica.

 

PARA FAZER UMA PRESENÇA

Divulgação


Como os empresários brasileiros estão exportando cada vez mais para a China, o presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti, resolveu criar, em parceria com a Universidade de São Paulo, um curso de mandarim. A intenção é oferecer noções básicas da língua para quem tem de viajar a trabalho para a China. Podem participar do curso empresários e pessoas com formação superior. As inscrições serão abertas nas próximas semanas.

 

A ENCOL, DEPOIS DA KROLL

Orlando Brito


Depois que a Kroll preparou um relatório detalhando como a diretoria da Encol usufruiu o caixa da empresa quando a falência da companhia parecia inevitável, o engenheiro Pedro Paulo de Souza, ex-proprietário da construtora, iniciou uma cruzada. Ele decidiu procurar formadores de opinião e amigos influentes para apresentar sua versão da história. Segundo diz, a falência só ocorreu por ação de altos funcionários do Banco do Brasil, que o enrolaram no fim dos anos 90. Souza nada diz sobre os desvios.




Editado por Amauri Segalla.
Colaboraram Camila Antunes, Cristina Charão
e Monica Weinberg


 
 

   
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