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Edição 1 792 - 5 de março de 2003
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"A crise atual entre os Estados Unidos e o Iraque demonstra a loucura imperialista de um lado e a esquizofrenia totalitária de outro."
Fernando Gonçalves Coelho Júnior
Belo Horizonte, MG

 

George Bush

Excelente o artigo "Por que eles odeiam Bush?" (26 de fevereiro). Uma análise precisa, imparcial e de grande descortino, principalmente quando aponta a inveja de países e povos retardatários como uma das razões do antiamericanismo. De fato, como nos ensina Mira y López, a zelotipia é o mais forte detonador de um dos quatro gigantes da alma: o ódio. Essa constatação precisa ser divulgada com coragem e desassombro – como VEJA o fez
–, para que haja uma conscientização da realidade.
Diniz Esteves
Brasília, DF

Bush não quer apenas petróleo. Ele quer muito mais: acabar com o que restou do Iraque, ridicularizar a ONU, dividir e humilhar a Europa. O homem é louco, mas os dentes de vampiro e os chifres do diabo ficariam melhor em Saddam Hussein.
Maria Madalena S. Carmo
São Paulo, SP

É pena que algumas pessoas apóiem a iniciativa dos Estados Unidos de invadir o Iraque sob qualquer pretexto, seja o de "salvar" o mundo de armas de destruição em massa, seja para depor um ditador, seja para conquistar campos de petróleo. Todos os países têm direito à independência, mesmo que seu governo seja ditatorial.
Adroaldo Guimarães Rossetti Jr.
Salvador, BA

É desconcertante e absurdo o antiamericanismo. Por que esses ferrenhos antiamericanos não vão viver um pouco no Iraque ou na Coréia do Norte? Gostaria de saber se eles continuariam antiamericanos.
Eduardo Zocchi
São Paulo, SP

Infantil é acreditar que os EUA farão a guerra apenas para libertar o Iraque da tirania de Saddam. É evidente que o conflito é pelo petróleo e para transformar aquele país em uma "democracia-fantoche".
Antônio José Lima de Meira
Belo Horizonte, MG

 

Luiz Felipe de Alencastro

Sabe-se que ódio e terror se combatem com assistência à população, programas de desenvolvimento social, educação, saneamento e infra-estrutura. Por favor, discorra mais sobre a alternativa de os Estados Unidos "bombardearem" o Iraque com alimentos, infra-estrutura e educação, expurgando uma chaga de origem econômica, mais que ideológica, na face deste pequeno planeta. Meus cumprimentos pelo artigo "O ocaso do Ocidente" (Ponto de vista, 26 de fevereiro). Insista no tema, por favor.
Hugo Lins Coelho
Recife, PE

 

Wanessa Camargo

Autenticidade e honestidade. O meio artístico está carente disso. Essa menina bonita, em todos os sentidos, me conquistou (Amarelas, 26 de fevereiro)!
Mário Celso de Moraes
São Paulo, SP

A sinceridade e a filosofia de vida de Wanessa Camargo realmente condizem com a de uma pessoa que está no patamar do estrelato e não tem medo de viver a própria vida. Essa foi uma boa lição de saber viver.
Luiz de Santana Neto
Aracaju, SE

Achei um grande desperdício VEJA utilizar as três importantes páginas amarelas, em que grandes pensadores costumam se expressar, com a pretensa cantora Wanessa Camargo. O máximo que Wanessa Camargo conseguiu transmitir foi a "profunda" superficialidade em que vive. Pobre menina rica!
Marcio de Paula
Brasília, DF

Li a entrevista nas páginas amarelas esperando muita frivolidade. Mas me enganei. Fiquei encantada. Ela é uma pessoa sensível, sincera e de muita personalidade.
Luciana Cordeiro Rodrigues
Olinda, PE

Meu conceito sobre Wanessa Camargo mudou muito depois de ler as páginas amarelas. Ela mostrou-se uma mulher de atitude e firmeza, mesmo sendo mais uma artista-pop-romântica-comercial do momento.
Guilherme Soares
Araraquara, SP

Sua entrevista nas Amarelas está ótima. Você fala o que pensa e fala bem. É simples, sem nenhuma afetação, articulada e lindamente autêntica. Não mude nada, nem no corpo sob medida, nem nessa cabeça boa. Zilú, Zezé e você sobretudo, querida, estão de parabéns pelo conjunto da obra. Beijão e o carinho de meu coração conquistado.
Maitê Proença
Por e-mail

Francês, mas tendo morado três anos no Brasil, sou leitor assíduo de VEJA, que compro onde eu estiver morando. Aprecio a cobertura de assuntos ecléticos, agradáveis, sintéticos e bem documentados. Devo confessar que fiquei chocado com a opção de Wanessa Camargo para a entrevista da semana. Apesar de o resultado ter ficado acima de minha expectativa (que era baixa mesmo), acho essa escolha totalmente inapropriada.
Cyrille Schroeder
Lisboa, Portugal

 

Cotas nas universidades

A reserva de cotas é puro preconceito. Negros têm tanta capacidade de passar no vestibular quanto qualquer pessoa. Por uma questão histórica, os negros estão, em sua maioria, concentrados na parcela mais pobre da população. Sua entrada na universidade pode ser facilitada estabelecendo-se cotas para estudantes de escolas públicas. Quem precisa de cotas é quem não tem acesso a um ensino de qualidade, e não quem é negro ("Não deu certo", 26 de fevereiro).
Gabrielle Carolina Lopes Pereira
Londrina, PR

É de conhecimento geral que o problema não está na cor do candidato, e sim na falta de oportunidade durante a vida colegial. A solução mais correta seria fazer com que as escolas públicas de ensino fundamental adotassem como grade de estudo as matérias cobradas em vestibulares de universidades públicas e estaduais.
Heberton Candido Largo
Araçatuba, SP

O Brasil não tem uma só raça. Somos uma mistura de etnias. E todas com seu potencial. Reservar cotas para negros ou pardos em universidades públicas é a continuidade da discriminação racial. É afirmar que nossos negros não possuem méritos próprios para entrar em uma universidade.
Francielle Bianco Crema
Mandaguari, PR

 

Diogo Mainardi

Por causa da seção de Cartas de VEJA comecei a prestar maior atenção aos artigos de Diogo Mainardi. Sempre polêmico e extremamente vivaz, Mainardi obteve de mim modesta admiração anônima. Sem entrar no mérito de seus temas, reconheço nesse rapaz extrema inteligência e dom para atrair o interesse de pessoas que possuem um QI incapaz de ouvir funks, como esse da Égua Pocotó, sem urrar de dor nem alegar tortura psíquica. Parabéns a VEJA e a Mainardi ("O maninho Manet", 26 de fevereiro).
José Júlio Figueiredo Liza
Guarulhos, SP

Mainardi é, sem dúvida, uma incomodação semanal. Chega a aporrinhar até pacatas conterrâneas de Anita, aqui na República Juliana.
Maria de Fátima Barreto Michels
Laguna, SC

 

Pré-adolescentes

Concordo que essa turminha esteja se desenvolvendo muito rápido e acabe tendo um amadurecimento precoce. Mas também sou da opinião de que essas crianças, os chamados pré-adolescentes, estão perdendo muito da infância, que considero a melhor época da vida. Elas deveriam aproveitar essa fase para brincar, pois a infância não voltará. Hoje essas crianças já não têm mais a inocência de antes, não acreditam mais em Papai Noel nem em coelhinho da Páscoa, mas talvez lá na frente se arrependam de ter se tornado adultos rápido demais ("Eles têm a força", 26 de fevereiro).
Lilian Maria Malzoni
Sorocaba, SP

Não dá para compreender a necessidade de um garoto ou de uma garota portar um celular ligado em sala de aula. Celular ligado em momento de descanso pode ser o primeiro sinal de insanidade. Ou então é coisa de quem gosta de aparecer mesmo. Como se celular ainda fosse sinônimo de poder.
Rubens Silva
Sete Lagoas, MG

 

Roberto Pompeu de Toledo

Foi brilhante a maneira como Roberto Pompeu de Toledo colocou a notícia dos grampos baianos dentro de um contexto social e histórico (Ensaio, 26 de fevereiro). No Brasil ainda persistem certos hábitos relativos à posição feminina na sociedade que nos lembram o Islã e que devem ser uma longínqua herança da ocupação moura na Península Ibérica, que nos chegou ao Brasil através da colonização portuguesa. São fatos que ocorrem no mercado de trabalho, com a diferença de salários e a dificuldade em atingir postos importantes de comando.
Adriana Riquet Sabino
Miami, Flórida, EUA


Correções: O nome correto da cantora citada na nota "Realismo na coreografia" (
Gente, 26 de fevereiro), sobre a entrega do prêmio Brit Awards (e não Brits), é Kylie, e não Kyle, Minogue. Gu Hanghu, o acupunturista do presidente Lula, é chinês, e não japonês, como informou a nota "O outro japonês de Lula" (Radar, 19 de fevereiro). A partícula neo, na palavra neoconservadores, é um prefixo, e não um sufixo, como foi publicado na reportagem "Quem é o inimigo" (26 de fevereiro).

 

 

EM CARNE E OSSO

Fotos Reuters
euters
O verdadeiro Beckham (à esq.), no dia do acidente, e o boneco de Hong Kong

Há duas semanas, o jogador de futebol inglês David Beckham foi alvo de duas jogadas infelizes. Na primeira, o técnico Alex Ferguson deu-lhe uma "chuteirada" involuntária nos vestiários, numa explosão de cólera posterior a um mau resultado de seu time, o Manchester United. Na segunda, ao preparar a nota sobre o incidente para a seção Datas publicada alguns dias depois, VEJA selecionou uma foto que mostra um curativo no supercílio do atleta. A imagem publicada é, na realidade, da estátua do atleta que está exposta no museu de cera de Madame Tussaud de Hong Kong, na China. Às vezes, esses museus adaptam figuras do acervo aos fatos ocorridos com as celebridades de carne e osso. Desta vez, a adaptação ficou tão boa que levou a revista a cometer o engano – e a esta correção.



CONTATO COM O DR. KURLAND

Duas dezenas de leitores – entre eles, Concília Ortona Vicentini, do Centro de Bioética do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (www.bioetica.org.br/) – solicitaram à redação de VEJA um contato com o médico americano Geoffrey Kurland, entrevistado nas Páginas Amarelas de VEJA ("Respeite o paciente", 12 de fevereiro). Mensagens (em inglês) para o doutor Kurland, diretor da divisão de pneumologia pediátrica do Hospital de Pittsburgh, nos Estados Unidos, podem ser enviadas para o e-mail geoffrey.kurland@chp.edu.



 
 
   
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