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Excelente o artigo "Por que eles odeiam Bush?" (26 de fevereiro). Uma
análise precisa, imparcial e de grande descortino, principalmente
quando aponta a inveja de países e povos retardatários como
uma das razões do antiamericanismo. De fato, como nos ensina Mira
y López, a zelotipia é o mais forte detonador de um dos
quatro gigantes da alma: o ódio. Essa constatação
precisa ser divulgada com coragem e desassombro como VEJA o fez Bush
não quer apenas petróleo. Ele quer muito mais: acabar com
o que restou do Iraque, ridicularizar a ONU, dividir e humilhar a Europa.
O homem é louco, mas os dentes de vampiro e os chifres do diabo
ficariam melhor em Saddam Hussein. É
pena que algumas pessoas apóiem a iniciativa dos Estados Unidos
de invadir o Iraque sob qualquer pretexto, seja o de "salvar" o mundo
de armas de destruição em massa, seja para depor um ditador,
seja para conquistar campos de petróleo. Todos os países
têm direito à independência, mesmo que seu governo
seja ditatorial. É
desconcertante e absurdo o antiamericanismo. Por que esses ferrenhos antiamericanos
não vão viver um pouco no Iraque ou na Coréia do
Norte? Gostaria de saber se eles continuariam antiamericanos. Infantil
é acreditar que os EUA farão a guerra apenas para libertar
o Iraque da tirania de Saddam. É evidente que o conflito é
pelo petróleo e para transformar aquele país em uma "democracia-fantoche".
Sabe-se que ódio e terror se combatem com assistência à
população, programas de desenvolvimento social, educação,
saneamento e infra-estrutura. Por favor, discorra mais sobre a alternativa
de os Estados Unidos "bombardearem" o Iraque com alimentos, infra-estrutura
e educação, expurgando uma chaga de origem econômica,
mais que ideológica, na face deste pequeno planeta. Meus cumprimentos
pelo artigo "O ocaso do Ocidente" (Ponto de vista, 26 de fevereiro). Insista
no tema, por favor.
Autenticidade e honestidade. O meio artístico está carente
disso. Essa menina bonita, em todos os sentidos, me conquistou (Amarelas,
26 de fevereiro)! A
sinceridade e a filosofia de vida de Wanessa Camargo realmente condizem
com a de uma pessoa que está no patamar do estrelato e não
tem medo de viver a própria vida. Essa foi uma boa lição
de saber viver. Achei
um grande desperdício VEJA utilizar as três importantes páginas
amarelas, em que grandes pensadores costumam se expressar, com a pretensa
cantora Wanessa Camargo. O máximo que Wanessa Camargo conseguiu
transmitir foi a "profunda" superficialidade em que vive. Pobre menina
rica! Li
a entrevista nas páginas amarelas esperando muita frivolidade.
Mas me enganei. Fiquei encantada. Ela é uma pessoa sensível,
sincera e de muita personalidade. Meu
conceito sobre Wanessa Camargo mudou muito depois de ler as páginas
amarelas. Ela mostrou-se uma mulher de atitude e firmeza, mesmo sendo
mais uma artista-pop-romântica-comercial do momento. Sua
entrevista nas Amarelas está ótima. Você fala o que
pensa e fala bem. É simples, sem nenhuma afetação,
articulada e lindamente autêntica. Não mude nada, nem no
corpo sob medida, nem nessa cabeça boa. Zilú, Zezé
e você sobretudo, querida, estão de parabéns pelo
conjunto da obra. Beijão e o carinho de meu coração
conquistado. Francês,
mas tendo morado três anos no Brasil, sou leitor assíduo
de VEJA, que compro onde eu estiver morando. Aprecio a cobertura de assuntos
ecléticos, agradáveis, sintéticos e bem documentados.
Devo confessar que fiquei chocado com a opção de Wanessa
Camargo para a entrevista da semana. Apesar de o resultado ter ficado
acima de minha expectativa (que era baixa mesmo), acho essa escolha totalmente
inapropriada.
A reserva de cotas é puro preconceito. Negros têm tanta capacidade
de passar no vestibular quanto qualquer pessoa. Por uma questão
histórica, os negros estão, em sua maioria, concentrados
na parcela mais pobre da população. Sua entrada na universidade
pode ser facilitada estabelecendo-se cotas para estudantes de escolas
públicas. Quem precisa de cotas é quem não tem acesso
a um ensino de qualidade, e não quem é negro ("Não
deu certo", 26 de fevereiro). É
de conhecimento geral que o problema não está na cor do
candidato, e sim na falta de oportunidade durante a vida colegial. A solução
mais correta seria fazer com que as escolas públicas de ensino
fundamental adotassem como grade de estudo as matérias cobradas
em vestibulares de universidades públicas e estaduais. O
Brasil não tem uma só raça. Somos uma mistura de
etnias. E todas com seu potencial. Reservar cotas para negros ou pardos
em universidades públicas é a continuidade da discriminação
racial. É afirmar que nossos negros não possuem méritos
próprios para entrar em uma universidade.
Por causa da seção de Cartas de VEJA comecei a prestar maior
atenção aos artigos de Diogo Mainardi. Sempre polêmico
e extremamente vivaz, Mainardi obteve de mim modesta admiração
anônima. Sem entrar no mérito de seus temas, reconheço
nesse rapaz extrema inteligência e dom para atrair o interesse de
pessoas que possuem um QI incapaz de ouvir funks, como esse da Égua
Pocotó, sem urrar de dor nem alegar tortura psíquica.
Parabéns a VEJA e a Mainardi ("O maninho Manet", 26 de fevereiro).
Mainardi é, sem dúvida, uma incomodação semanal.
Chega a aporrinhar até pacatas conterrâneas de Anita, aqui
na República Juliana.
Concordo que essa turminha esteja se desenvolvendo muito rápido
e acabe tendo um amadurecimento precoce. Mas também sou da opinião
de que essas crianças, os chamados pré-adolescentes, estão
perdendo muito da infância, que considero a melhor época
da vida. Elas deveriam aproveitar essa fase para brincar, pois a infância
não voltará. Hoje essas crianças já não
têm mais a inocência de antes, não acreditam mais em
Papai Noel nem em coelhinho da Páscoa, mas talvez lá na
frente se arrependam de ter se tornado adultos rápido demais ("Eles
têm a força", 26 de fevereiro). Não
dá para compreender a necessidade de um garoto ou de uma garota
portar um celular ligado em sala de aula. Celular ligado em momento de
descanso pode ser o primeiro sinal de insanidade. Ou então é
coisa de quem gosta de aparecer mesmo. Como se celular ainda fosse sinônimo
de poder.
Foi brilhante a maneira como Roberto Pompeu de Toledo colocou a notícia
dos grampos baianos dentro de um contexto social e histórico (Ensaio,
26 de fevereiro). No Brasil ainda persistem certos hábitos relativos
à posição feminina na sociedade que nos lembram o
Islã e que devem ser uma longínqua herança da ocupação
moura na Península Ibérica, que nos chegou ao Brasil através
da colonização portuguesa. São fatos que ocorrem
no mercado de trabalho, com a diferença de salários e a
dificuldade em atingir postos importantes de comando.
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