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Guarda-costas por
hora
Já
é possível contratar seguranças
só para ir às
compras ou levar
os filhos à escola
Rosana Zakabi
Claudio Rossi
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| Guarda-costas
(de terno escuro) em Congonhas: proteção no trajeto
até o táxi |
Cinco anos
atrás, 90% dos serviços prestados pelas empresas de segurança
referiam-se à guarda de prédios. Hoje, num reflexo do aumento
da criminalidade, quatro em cada dez clientes estão atrás
de segurança pessoal. A procura cresceu tanto que muitas empresas
passaram a oferecer guarda-costas por hora. Ou seja, um ou mais seguranças
acompanham o cliente pelo tempo que ele quiser e depois cobram pela quantidade
de horas que ficaram à disposição. "Há clientes
que pedem segurança durante um dia inteiro e outros que querem
ser escoltados por apenas duas horas", diz José Jacobson Neto,
presidente do Sesvesp, sindicato das empresas de segurança privada.
"É o tempo de buscar um parente ou amigo no aeroporto, por exemplo."
A maioria da clientela desse tipo de serviço vive no Estado de
São Paulo, principalmente na capital, em Campinas e Ribeirão
Preto. Mas a procura está aumentando no Rio de Janeiro, Paraná,
Distrito Federal, Minas Gerais e Espírito Santo.
O
cliente típico é o executivo que viaja para fechar negócios
numa cidade grande. Muitas vezes só quer proteção
no caminho entre o desembarque no aeroporto e o táxi. Há
também a mulher que vai a uma festa com jóias ou pais que
temem o seqüestro de filhos adolescentes que saem à noite.
"Alguns não querem acordar durante a madrugada para buscar o filho
na festa e delegam o trabalho a um guarda-costas", diz Diego Sala, diretor
da companhia paulista Alsa-Fort, que cobra 50 reais por hora e recebe
vinte solicitações por mês. É o cliente quem
escolhe o grau de proteção de que precisa: um ou mais seguranças,
armados ou não, que podem usar a viatura da empresa ou atuar como
motorista particular, dirigindo o carro do cliente. Algumas empresas oferecem
até guarda-costas com inglês fluente. A diferença
pesa no bolso. Uma equipe de dois seguranças sai por 300 reais
a hora na Protege, uma das maiores companhias de segurança do Brasil.
A Estrela
Azul, empresa que atua em vários Estados, recebe muitos pedidos
de pessoas interessadas em ir ao cinema e ao teatro com a proteção
dos vigilantes e de multinacionais preocupadas com o bem-estar de funcionários
e convidados. No ano passado, a companhia colocou seus guarda-costas à
disposição de vinte visitantes que participavam do congresso
de uma empresa americana em São Paulo. "Nossos homens os acompanharam
a jantares, bares e danceterias", conta Michel Nassirios, gerente nacional
de vendas da Estrela Azul. Recentemente, forneceu guarda-costas a um grupo
de empresários gaúchos que passou 24 horas em São
Paulo e temia ser vítima de violência na cidade.
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