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Temperatura máxima
Movimento
de turistas supera
expectativas e transforma em
festa o verão de 2003
Rosana Zakabi
Paulo Pinto/AE
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| Pitangueiras,
no litoral paulista: praia lotada e filas para tudo |

Veja também |
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As perspectivas
para o verão de 2003 não eram muito animadoras, depois de
um ano de tantos solavancos na economia brasileira. Foi em novembro que
o movimento de reservas em vôos e hotéis para o réveillon
começou a mostrar que o panorama era melhor do que se supunha.
A recuperação confirmou-se em dezembro. E, a esta altura,
não há chuva capaz de tirar deste verão o título
de melhor dos últimos anos. É verdade que a temporada de
2002 foi muito ruim, por conta da retração provocada pelo
atentado de 11 de setembro nos Estados Unidos e da crise argentina. Ainda
assim, o movimento é surpreendente. Mesmo com preços entre
20% e 40% mais altos que os do ano passado, os destinos turísticos
mais importantes do Brasil estão apinhados e já é
difícil conseguir lugar para o Carnaval em muitos deles. A principal
explicação é a alta do dólar. Com a moeda
americana cotada a 3,60 reais, é proibitivo pensar em férias
no exterior. Ao mesmo tempo, o Brasil vira uma pechincha para o turista
estrangeiro.
O resultado
é um aumento de 15% no turismo interno e de 10% no número
de estrangeiros em viagem ao Brasil (veja quadro abaixo). São
números que, na vida real, se refletem em situações
desagradáveis. País afora, multiplicam-se filas quilométricas
em restaurantes, engarrafamentos que se estendem até altas horas
da noite e problemas crônicos como falta de luz e de água.
No litoral norte de São Paulo, a situação é
tão grave que a companhia Bandeirante fará cortes programados
de energia elétrica até depois do Carnaval. Para os engarrafamentos,
não há medida profilática possível. Mesmo
com a nova pista da Rodovia dos Imigrantes, que aumentou em 65% a capacidade
do complexo AnchietaImigrantes, em certos fins de semana gastam-se
até cinco horas entre as praias do litoral e a capital paulistana.
Em Porto de Galinhas, próximo do Recife, já é praticamente
impossível conseguir hospedagem e, nos fins de semana, a única
saída para evitar o colapso foi impedir a entrada de carros.
São
percalços que atrapalham as férias, mas não a festa
de quem vive do turismo. Florianópolis, que amargou em 2002 um
dos piores verões de sua história devido à crise
argentina, está recebendo uma enxurrada de visitantes brasileiros
e registra ocupação de 90% na rede hoteleira. Em Búzios,
no litoral norte do Rio de Janeiro, o termômetro é o aumento
do número de navios com parada programada na cidade sessenta
neste ano, contra 48 no ano passado. Nos destinos preferidos pelos estrangeiros,
como Salvador e Rio de Janeiro, há outro motivo de comemoração:
eles gastam por dia uma média de 57 dólares, enquanto os
brasileiros, quase um terço disso. "É o verão da
virada", comemora Cláudio Taboada, presidente da Bahiatursa, a
empresa de turismo do governo da Bahia.
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