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Livro
O
Homem sob a Terra, de Ross Macdonald (tradução
de Luiz Carlos do Nascimento Silva; Record; 284 páginas;
28 reais) Se Dashiell Hammett e Raymond Chandler
foram os pais da ficção noir americana, Ross
Macdonald (1915-1983) foi o menino prodígio nessa
tradição. Com uma pitada de idealismo, conseguiu
ser original. O detetive particular Lew Archer, herói
de seus livros, já foi interpretado pelo ator Paul
Newman no cinema. Publicado em 1971, O Homem sob a Terra
é o romance mais conhecido do autor. Nele, um violento
incêndio no sul da Califórnia serve como metáfora
para as grandes convulsões sociais por que passaram
os Estados Unidos no final dos anos 60.
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Televisão
David Powell
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Animal Planet:
estudo científico |
Cavalos Selvagens (estréia no dia 5, às
19 horas, com reprises até o dia 24, no Animal Planet)
Programa da série Caminhos Selvagens,
na qual voluntários acompanham expedições
científicas comandadas por pesquisadores do Instituto
Earthwatch. O objetivo é observar as condições
de sobrevivência de determinados animais, sejam crocodilos
de um pântano egípcio, tartarugas do Mar Negro
ou eqüinos da Ilha Assateague, na costa leste dos Estados
Unidos. Como no grupo predominam fêmeas, um estudioso
decide testar um anticoncepcional que ajude a corrigir a
distorção. O programa, de uma hora, mostra
o impacto dessa intervenção sobre o meio ambiente
local.
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Discos
Live
at the London Palladium Marvin Gaye
(Motown/Universal) Cantor e compositor que
deu à soul music americana algumas de suas gravações
mais significativas, Marvin Gaye raramente se apresentava
ao vivo. Temia ser baleado no palco. Nas poucas ocasiões
em que a fobia foi superada, Gaye mostrou como levar a
platéia ao êxtase. Ditando o ritmo com um
estalar de dedos, emendava um sucesso atrás do
outro. O magnetismo que o cantor exercia sobre o público
pode ser sentido em Live at the London Palladium,
disco gravado em 1976 e lançado em CD. O repertório
cobre desde as canções românticas
que marcaram o início de sua carreira até
temas politizados, como What's Going on, um singelo
protesto contra a Guerra do Vietnã.
E
a Turma Chegando pra Dançar Vicente
Barreto (Dabliú/Eldorado) Baiano de
Serrinha, Vicente Barreto ficou conhecido por Morena
Tropicana, canção que fez em parceria
com o pernambucano Alceu Valença. Desde então,
seguindo caminhos alternativos, jamais obteve o merecido
reconhecimento. Recentemente, outra de suas composições,
A Cara do Brasil, foi gravada por Ney Matogrosso,
sem grande êxito comercial. A faixa reaparece agora
no novo CD de Barreto, ao lado de outras onze canções.
São sambas, choros e maxixes turbinados, que ajudam
a MPB a achar uma cara para o ano 2000. Longe de ter uma
voz privilegiada, Barreto prova ainda que é ótimo
intérprete de suas próprias criações.
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Ralph Nelson
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Michelle e Willis:
altos e baixos |
A História de Nós Dois (The
Story of Us,
Estados Unidos, 1999, estréia nacional prevista
para o dia 1º) Rob Reiner é um diretor
que sabe lidar com sentimentos profundos. Provou ser ao
mesmo tempo delicado e contundente em Conta
Comigo
(1986) e bem-humorado para falar de desencontros amorosos
em Harry
e Sally Feitos um para o Outro (1989).
Sua nova produção, estrelada por Michelle
Pfeiffer e Bruce Willis, retrata um casal em via de separação.
Ambos colocam na balança os altos e baixos dos
quinze anos que viveram juntos, mostrados em seqüências
de flashbacks, algumas comoventes. Michelle, bela como
sempre e mais cativante que na média de seus papéis,
é uma atração à parte.
Divulgação
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Lição de Yimou:
sem dogmatismo |
Nenhum a Menos (Yi
Ge Dou Bu Neng Shao,
China, 1998, estréia prevista para o dia 1º
no Rio de Janeiro) Vencedor do Festival de Veneza
de 1999, o novo trabalho do diretor chinês Zhang
Yimou, de Lanternas
Vermelhas,
tem como cenário uma paupérrima escola rural.
Incumbida de substituir provisoriamente o professor titular,
uma garota de 13 anos recebe uma única recomendação:
não permitir que os alunos debandem. Quando um
deles foge para a cidade, a jovem professora parte em
seu encalço, obstinada em resgatá-lo. O
filme é uma lição sobre como abordar
temas sociais apoiando-se nos personagens, sem dogmatismo.
Os atores, na maioria amadores, interpretam a si mesmos.
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