Um é pouco,
dois é bom, três é demais, certo? Não
para o presidente do Peru, Alberto Fujimori. Eleito pela primeira
vez em 1990, ele anunciou na semana passada que concorrerá
nas eleições de abril a um terceiro mandato
um sonho que Carlos Menem não conseguiu realizar na Argentina.
Em 1992, Fujimori deu um autogolpe, fechou o Congresso e escreveu
uma Constituição sob medida para se manter no
poder. O país prosperou e sua popularidade é enorme.
Líder nas pesquisas, com 40% da preferência do
eleitorado, El
Chino
confia vencer no primeiro turno e ficar no poder até
2005. Isso se a idéia de um quarto mandato não
lhe passar pela cabeça.

O
governo do Burundi, dominado pela etnia tutsi, está removendo
para campos de concentração a tribo rival dos
hutus. Pelo menos 350 000 hutus já estão atrás
do arame farpado. A justificativa do governo é de que
precisa protegê-los de terroristas. Seis anos atrás,
os hutus massacraram mais de meio milhão de tutsis na
vizinha Ruanda. Assustados, desde então os tutsis do
Burundi mantêm a maioria hutu sob vigilância militar.
Agora, criaram os campos. Os sinais são de que se prepara
novo banho de sangue.
Roma
Hora de parar com o
troca-troca de governo
A Itália
deu mais uma amostra da encrenca que é governar esse
belo país. Bastou a ranzinzice de dois partidos minúsculos
para derrubar o governo de centro-esquerda do primeiro-ministro
Massimo D'Alema. Com a coligação enfraquecida,
ele pediu o boné na semana do Natal. Dias depois ganhou
uma segunda chance do presidente Carlo Ciampi e conseguiu recompor
sua maioria com novos aliados. Não é sem razão
que um dos principais objetivos do primeiro-ministro é
reformar o sistema eleitoral italiano para que o país
deixe de mudar de governo a toda hora.
Díli
Famintos, mas ligados
ao mundo pela rede
Recém-libertado
da ocupação indonésia, o Timor Leste
é o que se pode chamar de terra arrasada. Depois da
destruição promovida pelas milícias pró-Indonésia,
a ex-colônia portuguesa carece de água potável,
o fornecimento de eletricidade é precário e
os sistemas de saúde e educação estão
aos pedaços. Às voltas com tantos problemas
e uma população para alimentar, a Organização
das Nações Unidas, que comanda a reconstrução,
definiu sua prioridade: a internet. A idéia é
ligar a capital timorense, Díli, a Cingapura via satélite.
Os burocratas internacionais acreditam que esse acesso à
rede mundial de computadores vai acelerar o desenvolvimento
de Timor Leste. Tudo muito bonito e com cara de século
XXI. Só falta explicar como isso vai colocar comida
no prato dos timorenses.
Londres
Apesar dos protestos,
eles não perdem a pose
Enquanto
o Parlamento não proíbe de vez, os ingleses
vão à caça da raposa. Como ocorre todos
os anos na ressaca do Natal, os caçadores vestiram
as elegantes jaquetas vermelhas, as imponentes botas pretas
e soltaram os cachorros atrás das pequenas presas.
De todas as tradições inglesas, nenhuma sofre
tanto com o fogo cerrado de seus inimigos. Na semana passada
houve mais de 300 caçadas e em todas havia manifestações
de amigos dos animais. Até o ex-beatle
Paul
McCartney aproveitou para enviar uma carta ao primeiro-ministro
Tony Blair pedindo que se proíba a caça à
raposa.
Nova
York
Relações
perigosas em Wall Street
Com uma bolada
de 30.000
dólares ganha com investimentos em ações
em Wall Street, a canadense Kathryn Gannon pretendia abandonar
a carreira de atriz pornô. Tudo perfeito se Kathryn,
ou Marylin Star, como se apresenta nos filmes, não
tivesse tido uma ajudazinha de seu amante. James McDermott,
executivo de um banco de investimentos, foi preso na semana
do Natal por ter passado à namorada informações
confidenciais sobre a compra de uma empresa. A moça,
tadinha, precisa devolver o dinheiro.
Nova
York
Você compraria
uma dieta testada por ela?
A maior tortura
de Monica
Lewinsky
(aquela
que dava assistência especial ao presidente Bill Clinton)
sempre foi o excesso de peso. As gordurinhas agora estão
a seu favor. Ela foi contratada como garota-propaganda de
uma empresa de dietas de emagrecimento. Monica garante já
ter perdido mais de 14 quilos.