Edição 1 630 -5/1/2000

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Ana Paula Paiva
Vera Fischer: cirurgia
de
cinco horas para perder
gordura
e ganhar mais seios


Operada:
a atriz Vera Fischer, de 48 anos. Durante cinco horas, ela foi submetida a uma lipoescultura. No total, os médicos retiraram 3 litros de gordura das pernas, barriga, costas e braços da atriz. Ela aproveitou também para aumentar ainda mais os seios. A primeira prótese de silicone havia sido implantada há seis anos. Dia 20, em São Paulo.

 

Nasceu: com 3,5 quilos e 52 centímetros Zola Ivy, filha do ator americano Eddie Murphy e de sua mulher, Nicole. Casados há seis anos, o casal tem outras três crianças. Dia 24, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

 

Eleito: presidente da Guatemala Alfonso Portillo, de 48 anos. A eleição foi disputada por dois conservadores. Candidato da oposição, Portillo, da Frente Republicana Guatemalteca, derrotou Oscar Berger, do Partido de Avanço Nacional. Portillo é o primeiro presidente eleito desde o fim da guerra civil, encerrada em 1996, depois de 36 anos. Dia 26, na Cidade da Guatemala.

 

Deposto: por um golpe militar o presidente da Costa do Marfim, Henri Konan Bedie. Ex-colônia francesa, o país é o maior produtor de cacau do mundo e era considerado, desde a independência, em 1960, um dos mais estáveis da África. Os golpistas foram liderados por um ex-comandante do Exército, Robert Guei. Em 1995, quando Bedie se elegeu presidente, Guei foi preso sob acusação de conspiração. Dois dias depois do golpe, Bedie se refugiou na capital de Togo, Lomé. Dia 24, em Abidjan.

 

Pedida: a abertura de inquérito criminal para investigar o envolvimento do senador Luiz Estevão (PMDB-DF) no desvio de 169 milhões de reais de recursos públicos da obra do Tribunal Regional de Trabalho de São Paulo. A solicitação foi feita ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro. Dia 27, em Brasília.

 

Indicado: para receber o prêmio Chuteira de Ouro o atacante brasileiro Rivaldo, de 27 anos. Jogador do Barcelona, ele disputa a honraria, concedida pela Fifa, com o inglês David Beckham e o argentino Gabriel Batistuta. O nome do vencedor será anunciado no próximo dia 24. Dias antes da indicação da Fifa, Rivaldo, considerado pela revista francesa France Football o melhor da temporada européia de futebol, recebeu o troféu Bola de Ouro. Dia 22, em Zurique, na Suíça.

 

Morreram: a pedagoga Maria Rita Simões Braga, mulher do cantor e compositor Roberto Carlos. Em setembro de 1998, ela recebeu o diagnóstico de um tipo raro de tumor na região pélvica. Apesar do esforço médico contra a doença, o câncer espalhou-se. Há menos de dois meses atingiu o cérebro. Dia 19, aos 38 anos, de câncer generalizado, em São Paulo.

o cineasta Carlos Niemeyer, criador do Canal 100. Entre 1959 e 1985, o cinejornal era de exibição obrigatória nos cinemas brasileiros. O Canal 100 registrou algumas das imagens mais espetaculares do futebol brasileiro. Dia 20, aos 79 anos, de causas naturais, no Rio de Janeiro.

o ator americano Clayton Moore. Entre 1949 e 1957, ele protagonizou a famosa série de TV O Cavaleiro Solitário, da rede ABC. Dia 28, aos 85 anos, de infarto, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

o executivo Leonard Goldenson. Foi ele quem transformou a rede de TV americana ABC em uma das maiores do mundo. Em 1953, quando Goldenson a comprou, a ABC não passava de uma nanica perto das gigantes CBS e NBC. Em 1977, já era a número 1, com produções de peso. Entre elas, as minisséries As Panteras e Raízes. Dia 27, aos 94 anos, de causas naturais, em Longboat Key, nos Estados Unidos.

 

Desabou: o conjunto residencial Enseada de Serrambi. Na tragédia morreram sete pessoas e outras dez ficaram feridas. O prédio de quatro andares e oito apartamentos foi erguido há dez anos pela construtora Conipa. As causas do desabamento ainda não foram apuradas. Dia 27, em Olinda.

 

Casaram-se: o comediante americano Jerry Seinfeld, de 45 anos, e a relações-públicas Jessica Sklar, de 28 anos. A cerimônia, realizada por um rabino, foi discreta e simples. O comediante produziu e estrelou um dos seriados mais populares da história da TV americana, Seinfeld, exibido no Brasil pelo canal a cabo Sony. Graças à série, Seinfeld tornou-se um dos artistas mais bem pagos dos Estados Unidos. Dia 25, em Nova York.

 

O direito da voz

Um artigo da prestigiada revista americana Rolling Stone proclamava, em 1997: "A música negra que hoje conhecemos simplesmente não existiria sem ele". "Ele" era Curtis Mayfield. Voz grave e doce, o cantor e compositor foi um dos primeiros a introduzir temas sociais na música americana. Fez isso nos conturbados anos 60 e 70, marcados nos Estados Unidos pelo movimento pelos direitos civis. Nascido em Chicago, ele começou a cantar aos 7 anos em corais de igreja. Chegou cedo ao sucesso e ganhou dois prêmios Grammy, o Oscar da música. Foi indicado duas vezes para o Hall da Fama do Rock'Roll – uma raridade. Em 1990, um acidente deixou o músico tetraplégico. Ainda assim continuou trabalhando. Vítima de diabetes, sua saúde se tornou extremamente frágil nos últimos tempos. No domingo 26, Mayfield morreu. Tinha 57 anos.

 

Aos homens de bem

As teorias sobre espaço, tempo e matéria de Albert Einstein foram fundamentais para a ciência no século XX. Isso é suficiente para torná-lo a personalidade de maior impacto nos últimos 100 anos? A revista americana Time, que o escolheu como "A pessoa do século", acha que sim. Em segundo lugar ficou o presidente americano Franklin Roosevelt, líder na II Guerra. Em terceiro, Mahatma Gandhi. E Hitler e Stalin, responsáveis pela morte de milhões de pessoas? Todos, cada um a seu modo, marcaram o século. Na escolha da Time, porém, prevaleceu a contribuição dos homens de bem, dos pacifistas – como Einstein. Nascido na Alemanha em 1879, formado em física e matemática, ele publicou a teoria da relatividade em 1905 e ganhou o Prêmio Nobel de Física em 1921. Fugindo dos nazistas, mudou-se para os Estados Unidos, em 1933. Morreu aos 76 anos. Em 1939, o físico estimulou o presidente Roosevelt a produzir a bomba atômica. Temia que os nazistas fossem mais rápidos. Até morrer, deplorou o uso destrutivo de suas idéias – sem as quais a bomba atômica não existiria. As teorias físicas de Einstein não mudaram apenas a ciência. Afetaram também o equilíbrio político do mundo. "Para punir meu desprezo pela autoridade o destino me fez uma autoridade", disse, certa vez.

 


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