VEJA Recomenda
DVDs
Fotos divulgação
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DVD
Ligações
Criminosas: a escalada de um novo tipo de bandidagem na Itália |
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LIGAÇÕES
CRIMINOSAS (Romanzo Criminale, Itália/França/Inglaterra, 2005.
Europa)
Um grupo de garotos cresce pobre e marginal na Roma dos anos
60; na década seguinte, já adultos e com várias passagens
pela prisão, eles decidem formar a mais agressiva organização
criminosa da cidade, explorando drogas, prostituição e sequestros,
e prestando serviços sujos ao estado. Liderados por Libano (Pierfrancesco
Favino) e Fred-do (Kim Rossi Stuart), eles atropelam a máfia siciliana,
desafiam o principal investigador da polícia (Stefano Accorsi, em grande
atuação), firmam laços com o poder e, como era inevitável,
travam disputas violentas entre si, que vão mudando de maneiras imprevisíveis
o rumo dessa história. Que, aliás, é real: embora o diretor
Michele Placido tenha ficcionalizado fatos e personagens, o caldo deste filme
brutal e irredutível é a escalada de um novo tipo de crime organizado
na Itália dos anos 70 aos 90. Placido, ex-policial, deslinda esse emaranhado
com contundência comparável à de Gomorra ao
qual, aliás, é anterior, já que o filme chega aqui com considerável
atraso.
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DVD
Prisão:
a infelicidade em tons sóbrios |
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ENTRE OS MUROS DA PRISÃO (Les Hauts Murs,
França, 2008. Califórnia)
A sobriedade, aplicada a um
tema que costuma receber tratamento emotivo, é a marca desta estreia em
cinema do diretor Christian Faure, veterano da televisão francesa. Em 1932,
Yves (Emile Berling), um órfão de guerra de 14 anos, é confinado
em um reformatório por ter duas vezes tentado fugir do orfanato em que
vivia. A instituição, contudo, não é nem mais nem
menos que um presídio, em que as aflições incluem o abuso
sexual e a norma é o castigo. Ainda que o assunto nada tenha de original
e que o título brasileiro descaradamente tente pegar carona na notoriedade
do recente Entre os Muros da Escola , o filme merece interesse pela
observação desassombrada que Faure faz dos personagens, sem santificá-los
nem demonizá-los (atores conhecidos, como Carole Bouquet e Catherine Jacob,
dão força ao elenco de apoio), e pela encenação clássica.
A qual, aliás, não deixa de ser uma ironia, já que o enredo
é adaptado da obra de um dos escritores e roteiristas preferidos dos cineastas
da nouvelle vague: Auguste Le Breton (1913-1999), autor também de Rififi e Bob, o Jogador.
DISCOS
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DISCO
O pianista Fonseca: música cubana
sob múltiplas influências
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AKOKAN,
Roberto Fonseca (Biscoito Fino)
Nascido em Havana, este pianista de
34 anos começou como músico de apoio de artistas do Buena Vista
Social Club entre os quais intérpretes célebres como Ibrahim
Ferrer e Omara Portuondo. Entretanto, a música de Fonseca, em sua carreira
como artista principal, contém pouco dos boleros de Ferrer e Omara, e muito
dos improvisos do pianista Rubén González, outro ícone da
cena cubana. Akokan, seu segundo disco, traz até temas vocais, como Fragmento de Misa (na voz de Mercedes Cortes Alfaro, mãe do pianista)
e Siete Potencias (Bu Kantu), que ganhou uma interpretação
pungente da cabo-verdiana Mayra Andrade.
A despeito da qualidade dessas faixas,
o que realmente sobressai no álbum são os temas instrumentais de
Fonseca e sua banda. Por exemplo, a recriação da batida de Drume
Negrita ressaltada pelos solos inspirados do clarinetista Javier Zalba
ou a emulação da sonoridade do jazz europeu em Bulgarian.
Outro ponto alto é Como en las Películas, uma balada dedicada
à música e ao cinema da França, que faz jus plenamente à
sua fonte de inspiração.
Alex Silva/AE
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DISCO
Nelson Freire
e Martha Argerich: em Live from Salzburg, repertório conhecido executado
com brilhantismo |
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LIVE FROM SALZBURG,
Nelson Freire & Martha Argerich (Universal)
Os pianistas Nelson
Freire e Martha Argerich são amigos há mais de meio século
desde que Freire, então com 15 anos, foi a Viena estudar com Bruno
Seidlhofer e conheceu Martha, que era três anos mais velha e estava começando
a atrair a atenção da crítica. De lá para cá,
a dupla dividiu recitais e discos e falou de sua amizade no documentário Nelson Freire (2003), de João Moreira Salles. Live from Salzburg, gravado há três meses, é a mais recente dessas colaborações.
O público brasileiro, em especial, vai reconhecer o repertório
praticamente o mesmo de uma festejada apresentação dos dois no país
em 2004. As obras incluem Variações sobre um Tema de Haydn, de Brahms, La Valse, de Ravel, e Rondó D 951, de Schubert. Danças Sinfônicas Op. 45, de Rachmaninoff, é a única
peça que ficou de fora dos recitais brasileiros. As escolhas são
algo batidas, mas não tiram o brilho do álbum. Ao contrário:
a superioridade na execução de peças tão conhecidas
e o entusiasmo com que Freire e Martha as abordam tornam difícil até
imaginar que Brahms, Rachmaninoff e Ravel criaram suas obras para ser tocadas
por orquestras, e não por dois pianos.
LIVRO
O
CONTRÁRIO DA MORTE, de Roberto Saviano
(tradução de Ana
Maria Chiarini; Bertrand Brasil; 96 páginas; 26 reais)
Com o
livro-reportagem Gomorra, sobre a truculência com que a organização
criminosa napolitana Camorra se imiscui na economia mundial e assassina inocentes,
o jornalista Roberto Saviano, de 30 anos, vendeu 2 milhões de cópias
na Itália (no Brasil, foram mais de 50 000 exemplares), foi traduzido para
cerca de quarenta línguas e teve sua narrativa levada aos cinemas pelo
diretor Matteo Garrone. Pagou um preço alto pelo destemor: é jurado
de morte, vive escondido e só sai de casa com cinco seguranças.
Em seu novo livro, O Contrário da Morte, Saviano volta a falar dos
criminosos da Camorra em dois relatos ficcionais sobre a vida no sul da Itália,
onde para escapar da miséria os jovens têm de se alistar no Exército
ou enveredar pelo crime. O primeiro conto fala da solidão e desânimo
de Maria, noiva de um soldado que luta no Afeganistão para juntar dinheiro
para o casamento. A segunda história, ainda mais triste, trata de dois
rapazes que são mortos pela máfia. Trecho do livro.
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[A|B#]
A] posição do livro na semana anterior
B] há quantas semanas o livro aparece na lista
#] semanas não
consecutivas
Fontes:
Balneário Camboriú: Livrarias Catarinense; Belém: Laselva;
Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Betim: Leitura; Blumenau: Livrarias Catarinense;
Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Nobel, Saraiva, Siciliano; Campinas:
Cultura, Fnac, Laselva, Siciliano; Campo Grande: Leitura; Caxias do Sul: Siciliano;
Curitiba: Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba, Saraiva, Siciliano; Florianópolis:
Laselva, Livrarias Catarinense, Siciliano; Fortaleza: Laselva, Siciliano; Foz
do Iguaçu: Laselva; Goiânia: Leitura, Saraiva, Siciliano; Governador
Valadares: Leitura; Ipatinga: Leitura; João Pessoa: Siciliano; Joinville:
Livrarias Curitiba; Juiz de Fora: Leitura; Jundiaí: Siciliano; Londrina:
Livrarias Porto; Maceió: Laselva; Mogi das Cruzes: Siciliano; Mossoró:
Siciliano; Natal: Siciliano; Navegantes: Laselva; Niterói: Siciliano; Petrópolis:
Nobel; Piracicaba: Nobel; Porto Alegre: Fnac, Cultura, Livrarias Porto, Saraiva,
Siciliano; Recife: Cultura, Laselva, Saraiva; Ribeirão Preto: Paraler,
Siciliano; Rio Claro: Siciliano; Rio de Janeiro: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva,
Siciliano, Travessa; Salvador: Saraiva, Siciliano; Santa Bárbara dOeste:
Nobel; Santo André: Siciliano; Santos: Siciliano; São José
dos Campos: Siciliano; São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba,
Livraria da Vila, Martins Fontes, Nobel, Saraiva, Siciliano; São Vicente:
Siciliano; Sorocaba: Siciliano; Uberlândia: Siciliano; Vila Velha: Siciliano;
Vitória: Laselva, Leitura, Siciliano; internet: Cultura, Fnac, Laselva,
Leitura, Nobel, Saraiva, Siciliano, Submarino. |
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