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Perfil
"Fama de pegador é mito"
Todas o cobiçam e ele cobiça todas.
Mas Dado Dolabella avisa: quer mesmo
é casar e amar de verdade

Daniela Pinheiro
Oscar Cabral
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| As armas imbatíveis do galã: violão, papo
místico e brigadeiro com anel de brilhante |
Dado Dolabella é um ator mediano, um
cantor de recursos modestos e um profissional de comportamento um
tanto aleatório. Mas é fácil entender o segredo
de seu sucesso: todas as mulheres gostariam de dormir com Dado.
Como Dado gostaria de dormir com todas (contanto que bonitas e famosas),
cria-se um círculo virtuoso. Dado dá atenção
às belas, as belas dão algo a mais a Dado, todo mundo
sai na imprensa, as fãs ficam ainda mais enlouquecidas, e
a coisa não pára nunca. Só para lembrar a extensão
do currículo amoroso de Dado: as apresentadoras Maria Paula
e Adriane Galisteu; as atrizes Deborah Secco, Danielle Winits e
Amanda Lee; a cantora Wanessa Camargo; Carolina Magalhães,
neta do senador Antonio Carlos Magalhães; a ex-windsurfista
Dora Bria. O último peixão fisgado por ele (até
o fechamento desta edição, pelo menos) foi a modelo
Pietra Bertolazzi, par constante em sua festinha de 24 anos, na
semana passada. Pouco antes dela, havia trocado chamegos com a atriz
Helena Ranaldi, com quem contracena com um hiper-realismo que método
Stanislavski nenhum jamais produziria na novela Senhora do Destino.
Dado é tido, merecidamente, como um dos grandes conquistadores
em atividade no momento. No auge do amor, as ex dizem que ele é
charmoso, fofinho e empolgado, no bom sentido. No fim do namoro,
é chamado de superficial, crianção e imaturo.
A primeira parte é explicável, diz, pelo seu jeitinho:
"Eu sou carinhoso mesmo, trato bem". Algo a mais? "Ahn... bem...
é... dizem que sou bom de cama", deixa escapar, depois de
muita insistência.
Desde que apareceu na TV, no seriado global
Malhação, Dado sempre exerceu uma atração
estrondosa entre adolescentes e balzaquianas: cabelos milimetricamente
bagunçados, barbinha por fazer, roupas calculadamente esgarçadas.
Aquele tipo meio malandro que toda mulher acha que pode "consertar"
e depois colocar no colo. O rótulo de mulherengo é
motivo de orgulho doméstico. "Ele é muito perfeito,
muito lindo, não dá para resistir mesmo ao meu bebê",
baba a mãe, a atriz Pepita Rodriguez. Ele diz que não
é tão namorador assim. "Eu quero casar, ter filhos,
amar de verdade. Saio muito porque sou jovem e solteiro. Essa fama
de pegador é mito, mas eu não reclamo", explica. Pelo
contrário Dado vibra com as imitações
dele feitas pelos humoristas do Casseta & Planeta. "Eles
me chamam de Dado Rolabella. Me amarrei!", diz. É incapaz
de falar mal de qualquer ex, a não ser uma ou outra menção
entre amigos, sem citar nomes que uma era bulímica,
a outra ciumenta compulsiva, a outra com formas físicas um
tanto "murchas". Dado dá presentes, compõe músicas,
manda flores. Certa vez, escondeu um anel de brilhante debaixo de
um brigadeiro que ele mesmo fez, imaginem! "Sou romântico,
tô te falando", insiste. Outro ponto forte com as mulheres,
na opinião dos amigos, é o papo instigante. "Ele sempre
fala de coisas astrais, místicas. A mulherada adora. Quando
a gente saía, eu dizia: 'Pega logo a melhor aí para
as amigas sobrarem para a galera'", revela o advogado carioca Bruno
Simões, colega de infância.
Dado faz parte de uma escola de galãs
que, além de sedutores, têm fama de encrenqueiros.
Ele já se envolveu em barracos famosos, com o apresentador
João Gordo, da MTV, com um diretor da Globo (que o colocou
na geladeira por anos), com a ex Wanessa Camargo. O último
foi uma discussão com o ator José de Abreu, que cismou
de lhe dar conselhos em plena pizzaria. "Os caras é que invocam
comigo. Não sei o que há", suspira. Quanto às
faltas no trabalho, ele jura que só aconteceram às
vésperas da morte do pai e quando o irmão foi atropelado.
Encarando sua primeira novela na qual encarna Plínio,
um dom-juan cabeça oca, imaginem só , ele se
sente acuado. "A TV é um ninho de cobras. Minha felicidade
incomoda muito. Estou chocado", filosofa. Não obstante, considera-se
em um momento primoroso, até por estar conseguindo unir suas
maiores paixões (fora as mulheres, claro): música
e televisão. A canção Vem Ni Mim que Eu
Tô Facim Facim, gravada em CD que sai no próximo
mês com obras-primas da língua pátria como "Não
existe muié feia / Você que bebeu pouquim" e "Se ela
for um estrupício / Eu faço um sacrificiozim", virou
tema de Plínio. Dado coleciona tudo o que sai sobre ele na
imprensa (tem trinta pastas com recortes). Por seus cálculos,
já ganhou uns 500.000 reais e
planeja abarrotar muito mais o cofrinho. Tudo indica que vai ser
facim, facim.
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