Edição 1865 . 4 de agosto de 2004

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"Fama de pegador é mito"

Todas o cobiçam e ele cobiça todas.
Mas Dado Dolabella avisa: quer mesmo
é casar e amar de verdade


Daniela Pinheiro

 
Oscar Cabral
As armas imbatíveis do galã: violão, papo místico e brigadeiro com anel de brilhante

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Dado Dolabella é um ator mediano, um cantor de recursos modestos e um profissional de comportamento um tanto aleatório. Mas é fácil entender o segredo de seu sucesso: todas as mulheres gostariam de dormir com Dado. Como Dado gostaria de dormir com todas (contanto que bonitas e famosas), cria-se um círculo virtuoso. Dado dá atenção às belas, as belas dão algo a mais a Dado, todo mundo sai na imprensa, as fãs ficam ainda mais enlouquecidas, e a coisa não pára nunca. Só para lembrar a extensão do currículo amoroso de Dado: as apresentadoras Maria Paula e Adriane Galisteu; as atrizes Deborah Secco, Danielle Winits e Amanda Lee; a cantora Wanessa Camargo; Carolina Magalhães, neta do senador Antonio Carlos Magalhães; a ex-windsurfista Dora Bria. O último peixão fisgado por ele (até o fechamento desta edição, pelo menos) foi a modelo Pietra Bertolazzi, par constante em sua festinha de 24 anos, na semana passada. Pouco antes dela, havia trocado chamegos com a atriz Helena Ranaldi, com quem contracena com um hiper-realismo que método Stanislavski nenhum jamais produziria na novela Senhora do Destino. Dado é tido, merecidamente, como um dos grandes conquistadores em atividade no momento. No auge do amor, as ex dizem que ele é charmoso, fofinho e empolgado, no bom sentido. No fim do namoro, é chamado de superficial, crianção e imaturo. A primeira parte é explicável, diz, pelo seu jeitinho: "Eu sou carinhoso mesmo, trato bem". Algo a mais? "Ahn... bem... é... dizem que sou bom de cama", deixa escapar, depois de muita insistência.

Desde que apareceu na TV, no seriado global Malhação, Dado sempre exerceu uma atração estrondosa entre adolescentes e balzaquianas: cabelos milimetricamente bagunçados, barbinha por fazer, roupas calculadamente esgarçadas. Aquele tipo meio malandro que toda mulher acha que pode "consertar" e depois colocar no colo. O rótulo de mulherengo é motivo de orgulho doméstico. "Ele é muito perfeito, muito lindo, não dá para resistir mesmo ao meu bebê", baba a mãe, a atriz Pepita Rodriguez. Ele diz que não é tão namorador assim. "Eu quero casar, ter filhos, amar de verdade. Saio muito porque sou jovem e solteiro. Essa fama de pegador é mito, mas eu não reclamo", explica. Pelo contrário – Dado vibra com as imitações dele feitas pelos humoristas do Casseta & Planeta. "Eles me chamam de Dado Rolabella. Me amarrei!", diz. É incapaz de falar mal de qualquer ex, a não ser uma ou outra menção entre amigos, sem citar nomes – que uma era bulímica, a outra ciumenta compulsiva, a outra com formas físicas um tanto "murchas". Dado dá presentes, compõe músicas, manda flores. Certa vez, escondeu um anel de brilhante debaixo de um brigadeiro – que ele mesmo fez, imaginem! "Sou romântico, tô te falando", insiste. Outro ponto forte com as mulheres, na opinião dos amigos, é o papo instigante. "Ele sempre fala de coisas astrais, místicas. A mulherada adora. Quando a gente saía, eu dizia: 'Pega logo a melhor aí para as amigas sobrarem para a galera'", revela o advogado carioca Bruno Simões, colega de infância.

Dado faz parte de uma escola de galãs que, além de sedutores, têm fama de encrenqueiros. Ele já se envolveu em barracos famosos, com o apresentador João Gordo, da MTV, com um diretor da Globo (que o colocou na geladeira por anos), com a ex Wanessa Camargo. O último foi uma discussão com o ator José de Abreu, que cismou de lhe dar conselhos em plena pizzaria. "Os caras é que invocam comigo. Não sei o que há", suspira. Quanto às faltas no trabalho, ele jura que só aconteceram às vésperas da morte do pai e quando o irmão foi atropelado. Encarando sua primeira novela – na qual encarna Plínio, um dom-juan cabeça oca, imaginem só –, ele se sente acuado. "A TV é um ninho de cobras. Minha felicidade incomoda muito. Estou chocado", filosofa. Não obstante, considera-se em um momento primoroso, até por estar conseguindo unir suas maiores paixões (fora as mulheres, claro): música e televisão. A canção Vem Ni Mim que Eu Tô Facim Facim, gravada em CD que sai no próximo mês com obras-primas da língua pátria como "Não existe muié feia / Você que bebeu pouquim" e "Se ela for um estrupício / Eu faço um sacrificiozim", virou tema de Plínio. Dado coleciona tudo o que sai sobre ele na imprensa (tem trinta pastas com recortes). Por seus cálculos, já ganhou uns 500.000 reais e planeja abarrotar muito mais o cofrinho. Tudo indica que vai ser facim, facim.

 

DADO E SUAS DOLABELLAS

Sempre pronto a encarar novos desafios, Dolabella tem 24 anos, fôlego de 18 e currículo movimentado: dois namoros firmes, com Wanessa Camargo e Deborah Secco, um romance rápido mas vigoroso com Adriane Galisteu e uma sucessão de "Somos apenas bons amigos" – caso de Juliana Paes, Carolina Magalhães e, mais recentemente, Helena Ranaldi.

 
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