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Cartas
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"Autoridades, não demorem muito.
É preciso mudar esse monstrengo chamado sistema tributário
brasileiro. A paciência já vai longe."
Ilvo Debus
Brasília, DF |
Impostos
É revoltante saber que
cerca de 65% da renda dos pagadores de impostos é comprometida
em virtude do gigantismo do governo. Se é verdade que ganhamos
essa última singela batalha acerca do aumento na contribuição
previdenciária, é verdade também que temos
perdido de lavada nos últimos anos. De forma silenciosa e
constante, a mordida do governo aumenta e parece que só vai
parar quando 100% da renda nacional for destinada para financiar
o Estado. Mais que lutar para evitar o aumento de impostos, é
preciso lutar para diminuí-los e muito. Esse deve
ser o verdadeiro debate. De uma vez por todas, é necessário
acabar com o mito da "luta de classes" entre trabalhadores e empresários
para focar a verdadeira luta, que é entre sociedade e Estado
("Sobra pouco dinheiro...", 28 de julho).
Carlos Gustavo Poggio Teixeira
São Paulo, SP
A carga tributária brasileira
é sufocante e sua manutenção, inviável.
Essa carga desloca grande parte da renda da população
para os cofres do governo, inviabilizando a formação
de poupança e inibindo os investimentos, o que resulta em
pontos de estrangulamento para a economia. Acredito que os políticos
e outras autoridades que elaboraram a arquitetura fiscal se basearam
na teoria de Hawking, dado que o Leão atua como um buraco
negro: absorve nossa renda e devolve apenas "radiação",
sob a forma de esparsos benefícios. Assim como os buracos
negros reais não são o caminho para um universo paralelo,
buracos negros "fiscais" não são o caminho para o
crescimento econômico.
Jilvan de Oliveira Pinto
Goiânia, GO
O contribuinte está farto
de ver seus impostos ser utilizados para custear pequenas prefeituras
e câmaras de vereadores totalmente inúteis, em municípios
que não têm a mínima possibilidade de se manter
financeiramente e que só foram criados para atender a interesses
políticos da casta dominante. Esses "ralos" do dinheiro público
devem ser tampados urgentemente, e o dinheiro economizado revertido
em melhorias para os habitantes locais. Além disso, seriam
reduzidos, com toda a certeza, o número de desvios de verbas
e todo tipo de fraude ao Erário. É hora de dizer basta
a esses "Odoricos Paraguaçus" e suas "Sucupiras".
Adriano Aparecido Bruno
Bauru, SP
Tenho uma pequena empresa de
informática há oito anos, e nos dois últimos
a "perseguição fiscal" ficou insuportável.
Este mês é o último em que ela funciona. Não
a estou fechando por dívidas, mas porque não agüento
mais passar noites acordado, preocupado se alguém do governo
vai criar alguma despesa nova. Além dos 40% de impostos,
de vez em quando eles "inventam" um documento ou procedimento (obrigações
acessórias) que a empresa tem de cumprir. Se alguma é
esquecida, as multas são muito altas. Aqui serão oito
empregos a menos.
Eduardo Brito
Teresina, PI
Bob Woodward
Interessante a análise
do jornalista Bob Woodward (Amarelas, 28 de julho) quando diz que
Bush tirou como lição do 11 de Setembro jamais hesitar.
Por outro lado, John Kerry vem se esforçando para devolver
aos Estados Unidos o cérebro que a Presidência perdeu
após os atentados.
Kazuaki Ishizaki
Hikari, Japão
Essa entrevista ratificou o conceito
já consolidado pela opinião pública em âmbito
internacional sobre a gestão Bush: prepotente e autoritária.
É notório que a guerra e a força bruta podem
até oprimir, todavia não conquistam adesões.
É aceitável Saddam Hussein como um perfeito símbolo
para o mal, porém jamais George Walker Bush poderia ser considerado
um representante ideal para o bem.
Hugo Lins Coelho
Recife, PE
Carta ao leitor
VEJA conseguiu sintetizar em
menos de uma página todas as aflições e os
desencantos que hoje nos atingem nós, os cidadãos
brasileiros, ordeiros e normais. Resta saber de onde surgirão
as forças capazes de pôr termo a todo esse desvario
("Um asilo de idéias", Carta ao leitor, 28 de julho).
Luis Augusto G.C. de Barros Barreto
São Paulo, SP
As críticas severas ao
socialismo radical e aos excessos do nacionalismo e do corporativismo
são válidas. Mas faltaram as inerentes aos males do
ultracapitalismo, que eleva aos píncaros a competição
interpessoal e intergrupal, em detrimento da solidariedade e dos
valores do trabalho. Houve esquecimento de que, se o "Estado Gigante"
não nos interessa, por afrontar a liberdade que é
sagrada, também se vê lesivo o "Estado Mínimo",
"garantidor" de injustiças e afrontoso à dignidade
do ser humano. Em todo esse magno assunto faz-se mister que se reflita
sobre a máxima de Aristóteles de que a virtude está
no meio.
Luiz Felipe da Silva Haddad
Niterói, RJ
Lya Luft
Fantástico saber que ainda
existem pessoas nobres e que se preocupam com coisas que são
de extrema importância e que poucos valorizam. Concordo plenamente
quando Lya Luft diz que "falta alegria em nossas vidas" (Ponto de
vista, 28 de julho). O mundo moderno está nos transformando
em máquinas frias. Mas, apesar de todos os percalços,
sempre há espaço e tempo para a alegria.
Teresa Cristina Américo
Brasília, DF
Tenho 51 anos e há oito
me submeti a um transplante cardíaco muito bem-sucedido.
Vivo uma vida nova e plena, feliz e em paz. Penso que nós,
simplesmente por estarmos vivos e podermos acordar a cada manhã
e lutar pelo pão, já somos vencedores. O resto é
só um acréscimo àquilo que nós construímos
para nossa vida.
Marcia Maluf
Por e-mail
O texto de Lya Luft foi escrito
para mim, que, além das dificuldades com a doença
de meu filho, venho enfrentando problemas com uma dolorosa cirurgia
que ele precisou fazer. Suas palavras foram um bálsamo para
os "tropeços" na minha fé e esperança.
Rosana Puga de Moraes Martinez
Campo Grande, MS
Claudio de Moura Castro
Parabéns a Claudio de
Moura Castro, e a todos que pensam como ele, pela clareza de suas
idéias sobre a educação ("O novo Mobral", Ponto
de vista, 21 de julho). Os educadores de minha geração
(62 anos) freqüentaram a escola numa época em que os
professores eram autoridades conceituadas e respeitadas. Depois,
trabalhamos educando brasileiros e vendo a escola e os professores
perder paulatinamente a importância. A escola foi deixando
de formar para só informar, e cada vez pior. Se o alerta
do articulista foi válido em 1990 e está atualíssimo
hoje, é sinal de que as bases e os conceitos do sistema educacional
estão errados. Portanto, não adiantam os curativos,
precisamos cicatrizar a ferida, mas com urgência, porque ela
já se tornou um mal crônico, refletindo-se em toda
a sociedade. Será que só os professores sentem isso
ou as autoridades competentes é que não fazem caso?
Neusa B. Iplinsky
Por e-mail
Tales Alvarenga
Ainda existem pessoas que vão
contra "verdades" impostas por gerações e gerações.
Parabéns ao senhor Tales Alvarenga!
Josete Moura
Feira de Santana, BA
Brilhante o artigo de Tales Alvarenga.
Para tentar "resgatar a auto-estima do brasileiro", o presidente
da República poderia tornar verdadeira a promessa de campanha
de criar 10 milhões de empregos.
José Teixeira Gomes Ferreira
Júnior
Brasília, DF
Holofote
Fiquei feliz em saber que, com
o aumento da arrecadação, o Ministério da Educação
terá mais 2 bilhões de reais para investir no ensino
superior, como deseja o presidente, tendo sido noticiado também
que o ministro da Educação, Tarso Genro, planeja construir
cinco universidades no interior, sendo uma na Bahia. Nada contra.
Contudo, convém reservar uma parcela desses recursos para
a manutenção das já existentes, como a Universidade
Federal da Bahia, que abriga a centenária Faculdade de Direito,
onde falta, segundo a atual direção, até verba
para papel higiênico. Se isso não acontecer, há
o risco de criar-se uma universidade no interior e extinguir-se,
por inanição, a da capital ("Cinco novas universidades",
Holofote, 28 de julho).
César de Faria Júnior
Professor assistente da Faculdade de Direito da UFBA
Salvador, BA
Brasília
O texto da matéria "Mansão sem
lei" (28 de julho) faz referência à presença
do ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Henrique Accioly
Campos, na festa que motivou a reportagem. Na noite desse mesmo
dia, entretanto, o ministro encontrava-se em companhia do presidente
da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio
da Alvorada. Eduardo Campos atendeu ao convite do presidente para
uma sessão de cinema na residência presidencial em
que foi exibido o filme Olga. Antes desse compromisso, Eduardo
Campos cumpriu agenda em São Paulo, onde recebeu o Prêmio
Renato Archer, oferecido pela Abimaq. Ao retornar a Brasília,
manteve reuniões previamente assumidas em seu gabinete, no
Ministério da Ciência e Tecnologia. Desse modo, o ministro
não esteve presente ao evento realizado na residência
do senador Valmir Amaral.
Vera Canfran
Coordenadora da Assessoria de Comunicação Ministério
da Ciência e Tecnologia (MCT)
Brasília, DF
Sociedade
Ao externar sentimentos de alta estima e consideração,
aproveito para demonstrar a satisfação e o agradecimento
do governo do Estado de Goiás pela propriedade do trabalho
jornalístico de alerta, informação e conscientização
dos brasileiros que porventura pensem em engrossar as fileiras do
êxodo brasileiro ilegal para os Estados Unidos. Ressalte-se
que a matéria "Sonho e morte no deserto" (28 de julho) não
teve cunho sensacionalista e, certamente, serviu para aclarar e
desmistificar a travessia via México, outrora vista com certo
romantismo, hoje com apreensão e angústia.
Elie Chidiac
Chefe da Assessoria para Assuntos Internacionais
Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento
Goiânia, GO
Diogo Mainardi
Em relação ao artigo "Perde,
Brasil" (28 de julho), o Banco do Brasil presta os seguintes esclarecimentos:
a) o Banco do Brasil não levará torcedores a Atenas.
O BB tem investido no ciclo olímpico para expor sua marca
e fazer negócios. Esse investimento no marketing esportivo
permitiu ao Banco do Brasil rejuvenescer sua marca e sua clientela;
b) no BB, os patrocínios, após parecer técnico,
são aprovados no mínimo em três instâncias
em sistema de gestão colegiada; c) a CUT é cliente
do Banco do Brasil há mais de dez anos. Recentemente, assinou
contrato com o BB para realizar operações de empréstimo
consignado em folha de pagamento. Diversas instituições
financeiras estão disputando esse segmento de mercado. Tal
relacionamento não caracteriza oportunismo nem favorecimento
político, como insinua o artigo; d) os 70.000
reais utilizados na compra dos ingressos para o show da dupla Zezé
di Camargo e Luciano já retornaram ao Banco do Brasil, a
pedido da promotora do evento, que admitiu não ter comunicado
ao BB que os recursos seriam destinados ao PT.
Henrique Pizzolato
Diretor de marketing e comunicação do Banco do Brasil
Brasília, DF
Televisão
A apresentadora Eliana não deixou o
público infantil, como apregoa a reportagem "Em busca do
programa ideal" (28 de julho). O conteúdo de entretenimento
educativo que recheava o Eliana na Fábrica Maluca
deixou de ter uma apresentação puramente infantil
e ganhou linguagem atraente também para os pré-adolescentes,
no agora denominado Programa Eliana. Além de permanecer
na mesma faixa de horário (das 15 horas às 17h30),
a atração manteve seus quadros mais instrutivos e,
não por mera coincidência, mais atrativos, como o do
biólogo Sérgio Rangel e o Diário de Viagem.
As constantes médias de 8 pontos de audiência e registros
de até 12 pontos de pico mostram que Eliana continua agradando
às crianças e já conquistou a meninada um pouco
mais velha.
Cíntia Araium
Assessoria de comunicação da apresentadora Eliana
Por e-mail
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A busca pela beleza
A
reportagem de capa "Mudança radical" (14 de julho)
motivou 76 leitores a elogiar, criticar, solicitar informações
gerais e até dar algumas dicas a quem busca uma
mudança no visual. O professor de educação
física Alvaro Romano achou muito interessante
a matéria e destacou em sua mensagem o método
que desenvolveu há anos a ginástica
natural (www.ginasticanatural.com.br)
e pratica diariamente para obter condicionamento
físico, saúde e qualidade de vida. "Existem
no Brasil muitos exemplos de profissionais da área
de saúde que, como eu, nunca utilizaram recursos
como cirurgias, suplementos ou dietas milagrosas para
obter corpo e mente saudáveis", informou Romano.
De Piripá, na Bahia, a jovem de 15 anos Dayse
Mary opinou: "Não acho que seja preciso tanto
apelo ao bisturi para trazer beleza exterior à
pessoa. Emagreci 15 quilos desde que comecei a me sentir
bonita por dentro, me valorizei pelo que eu sou e parei
de pensar no modelo de beleza". Para a leitora Denise
Silva Costa, da capital mineira, não há
segredo que permita conquistar a beleza: "A beleza é
um dom, e poucos nascem com ele!".
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Olimpíadas e terror
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| As entrevistas de
Hacker (à esq.) e Sieber: comentários
e previsões sobre os atentados de Munique,
em 1972 |
Henrique Carlos Redorat,
leitor da capital paulista, lembrou que, após
os Jogos Olímpicos de 1972, "VEJA publicou entrevista
com um psicólogo (não sei o nome dele)
que deixou de ser contratado pela polícia de
Munique porque suas propostas contra o terrorismo foram
consideradas coisas de louco". Redorat, que se arrepende
de não ter guardado o interessante material jornalístico,
aproveitou a proximidade dos Jogos Olímpicos
de 2004 para pedir a recuperação daquele
material. A entrevista com o psicólogo especialista
em terrorismo Georg Sieber, que previu o ataque à
Vila Olímpica alemã, foi publicada por
VEJA em complemento à reportagem "A Internacional
Terrorista" (20 de setembro de 1972), sobre o massacre
nas Olimpíadas de Munique e seus desdobramentos.
Um mês antes, VEJA veiculara uma entrevista com
outro psicólogo, o americano Friedrick Hacker
(Amarelas, 9 de agosto de 1972), que explicava a violência
e alguns atentados terroristas com base nas teorias
de Freud.
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