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Edição 2063

4 de junho de 2008
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Ponta de estoque

Sex and the City é como uma bolsa da
coleção passada: devia ficar no armário


Isabela Boscov

Divulgação
Cynthia Nixon, Kristin Davis e Sarah Jessica Parker: regressão ao amadorismo

Em sua primeira temporada, de 1998, Sex and the City foi um estouro de audiência e alçou a rede HBO ao posto de principal potência criativa da televisão americana; no decorrer dos outros cinco anos em que permaneceu no ar, consagrou-se como algo mais: um evento da cultura pop, movido pela obsessão fashion, pelo culto ao cosmopolitismo de Manhattan e pelo sexo – quase sempre por iniciativa feminina. É verdade que, ao contrário de A Família Soprano, momento maior de genialidade da HBO, Sex nunca foi uma unanimidade (em parte porque aquelas quatro amigas ultraconsumistas, no que toca tanto a sapatos quanto a homens, pareciam algo aterradoras para o contingente heterossexual masculino). Já Sex and the City – O Filme (Sex and the City: The Movie, Estados Unidos, 2008), desde sexta-feira em cartaz no país, deve atingir o consenso: os diálogos são pavorosos, o humor é vulgar e os clichês se acumulam (incluem, a saber, uma noiva deixada no altar, um sushi erótico e uma seqüência de trocas de roupa). Elenco e equipe, trazidos na íntegra do seriado, parecem ter regredido a um estado penoso de amadorismo. Espantosamente, nem os figurinos são inspiradores. Sex and the City – O Filme é o equivalente a uma bolsa de várias coleções passadas: nunca deveria ter saído do fundo do armário.



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