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Edição 2063

4 de junho de 2008
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Para dormir melhor

Um brasileiro típico passa o equivalente a 24 anos
de sua vida dormindo – tempo suficiente para justificar
o investimento em colchões e travesseiros.


Monica Weinberg

Fotos Pedro Rubens

Essa é uma área em que houve avanços recentes, alguns deles fundamentais para garantir noites melhores: as molas ruidosas, por exemplo, foram superadas por modelos silenciosos e surgiu, quem diria, um tipo de espuma que não se deforma. Para avaliar o peso dessas e de outras descobertas, VEJA ouviu um grupo de ortopedistas e especialistas em sono. Com base em estudos científicos, eles também apontam o que há de verdade naquilo que a sabedoria popular mais propaga nessa área. A seguir, os comentários.

 

Colchão

Onde avançou: nas molas, mais silenciosas e resistentes por ganhar versões com aço de carbono no lugar do tipo comum, e na espuma, que passou a ser feita de viscoelástico. A vantagem desse material é não deformar com o peso do corpo, uma tecnologia desenvolvida na década de 60 pela Nasa para revestir os assentos dos foguetes e reduzir o impacto na decolagem

Comentário dos especialistas: com a evolução das molas e da espuma, o colchão ficou mais estável, o que se traduz num posicionamento melhor para a coluna – e em menos dor

Modelo indicado: colchão Terapêutico (Cia. do Sono). Reúne os dois materiais acima e inclui bolinhas magnéticas que prometem, por meio de ondas, dilatar os vasos sanguíneos e melhorar a circulação – segundo os especialistas, funciona

Preço: 4 000 reais (casal)

 

Lençol

Onde avançou: no aparecimento de máquinas que permitem tecer mais fios por centímetro quadrado de tecido: hoje são até 1 500 – eram 400 há cinco anos

Comentário dos especialistas: poucos dados são mais relevantes num lençol do que a sua concentração de fios. Trata-se de um indicador de maciez. O segundo fator para o qual se deve atentar é o tipo de algodão – os egípcios são, de longe, os melhores

Modelo indicado: Art Brasil 1 500 fios – nenhum outro no Brasil reúne tantos fios. Dica dos especialistas: de 300 fios em diante, já se obtém um efeito superior ao do algodão comum  

Preço: 2 000 reais (o conjunto)

 

Edredom

Onde avançou: por meio de um tratamento químico e de novas lavagens, os edredons à base de penas e plumas de ganso passaram a ser antialérgicos – o fato de provocarem alergias era o único argumento objetivo, além do preço, para não optar por um desses 

Comentário dos especialistas: nenhum outro material retém tanto calor quanto as penas e as plumas de ganso. Elas ainda permitem a renovação do ar no interior da coberta, o que evita um superaquecimento. Também são, em média, 75% mais leves

Modelo indicado: Plooma – de plumas de ganso. É o único no Brasil 100% antialérgico

Preço: 1 500 reais (casal)

 

Travesseiro

Onde avançou: passou a ser fabricado à base de espuma viscoelástica, aquela que não se deforma com o peso, e vem com a possibilidade de ajuste de altura – o que, na prática, significa poder somar ou subtrair camadas, de acordo com a necessidade

Comentário dos especialistas: para a coluna, dizem os ortopedistas, o travesseiro ideal deve preencher aquele vão que fica entre a cabeça e os ombros quando alguém se deita de lado – e é justamente aí que os novos modelos têm desempenho melhor do que os antecessores

Modelo indicado: Altura Regulável Nasa (Duoflex) – combina a tal espuma da Nasa à regulagem de altura

Preço: 150 reais

 

 

A ciência do bom sono

Os especialistas dizem o que já foi comprovado sobre aquilo que mais circula no senso comum

dormir de barriga cheia é ruim

O que diz a ciência: verdade. O processo digestivo estimula a produção de insulina, hormônio que favorece o estado de alerta – e não o sono

Ilustrações ROB

um copo de leite quente antes de deitar favorece uma boa noite de sono

O que diz a ciência: às vezes. O leite possui triptofano, aminoácido que estimula um neurotransmissor, a serotonina, atuante na região do cérebro relacionada ao sono.
A questão é que nem sempre o triptofano é absorvido pelo organismo. Depende, basicamente, da combinação com outros alimentos que a pessoa ingeriu e do nível de açúcar no sangue


dormir com a luz acessa atrapalha

O que diz a ciência: verdade.
A luz estimula certos receptores na retina que, por meio de fibras nervosas, enviam ao cérebro a mensagem de que ele deve permanecer em estado de vigília.

 


exercícios físicos noturnos prejudicam o sono

O que diz a ciência: verdade.
Os exercícios estimulam a produção de adrenalina, hormônio que contribui para o estado de alerta. Também fazem aumentar a temperatura do corpo justamente num momento em que ele deveria estar perdendo calor. Isso dificulta a chegada do sono


banho quente ajuda a pegar no sono

O que diz a ciência: verdade.
A água quente provoca uma dilatação dos vasos sanguíneos e, como conseqüência disso, o corpo perde calor – situação ideal para o sono


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