BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
REVISTAS
VEJA
Edição 2063

4 de junho de 2008
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
André Petry
Claudio de Moura Castro
Diogo Mainardi
Millôr
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Auto retrato
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 

Mas o que este país precisa mesmo é de alguém que apague a luz no fim do túnel.

ORELHINHAS E ORELHUDOS

Repito de Veja, 28 de maio: Silva Mello, respeitável médico e admirável pesquisador, escreveu em 1973: "Uma particularidade que nos tem surpreendido é dos negros possuírem, freqüentemente, orelhas pequenas e admiravelmente bem conformadas, jamais tão grandes e feias como as dos brancos".

Bem, como disse, fui às pesquisas para verificar se Silva Mello (Darwin também andou nessa) estava certo quanto à superioridade estética das orelhas dos negros. Escolhi (como cientista que sou, reconhecido internacionalmente) comparar as personalidades por profissão, por contemporaneidade, por importância. Cientista não se perde em divagações. Eis o resultado.

À esquerda os brancos
(orelhas grandes)

À direita os negros
(orelhas pequenas)

I

Marcos Palmeira, consagrado ator global.
Lázaro Ramos, ator global em vertiginosa ascensão.

II

Abraão Lincoln, presidente americano, morto por defender a unidade da nação americana.
Martin Luther King, líder social americano, morto quando defendia a integração racial.

III

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República dos Estados do Brasil que alguns chamam Brasil dos Estados Unidos.
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da mesma escola de samba. Na verdade as orelhas de Fernando Henrique não são muito pequenas pelos nossos padrões de pesquisa. Porque Fernando Henrique Cardoso não é totalmente negro. Apenas tem um pé na cozinha.

IV

Ricardo Eugênio Boechat, comentarista portenho da antiga tevê Bandeirantes.
Heraldo Pereira, comentarista substituto do JN, da Globo.

V

Gana X Camarões (jogo em 7 de fevereiro de 2008). Não precisa comparar com brancos. Os vinte e dois jogadores em campo, todos mostravam orelhas pequenas e redondinhas.
Gana X Brasil, futebol feminino (jogo em 20 de abril de 2008). Elas, ganenses, todas de orelhas bem pequenas. As brasileiras são mais miscigenadas, com orelhas grandes e pequenas.

VI

Kaká, jogador paulista, caucasiano típico, polêmico por seu puritanismo ostensivo.
Robinho, jogador paulista, polêmico pela maneira como usa seu talento pedestre – pedalando.

VII

Dom Euzébio Scheid, arcebispo de vocês.
Robson Cristo de Oliveira, padre negro que precede o dom na missa dos domingos de manhã na Globo.

VIII

McAvoy, ator branco que, no filme-biografia de Idi Amin Dada, faz o médico-cirurgião escocês.
Idi Amin Dada, o excelente ator Forest Whitaker, representando o ditador, na mesma biografia – The Last King of Scotland.

IX

Blair, ex-primeiro-ministro inglês, sócio de Bush na hora errada.
Obama, sucessor de Bush, se o pessoal de orelha grande permitir.

X

Millôr, o maior intelequitual do Meyer, de 13 de dezembro de 1965 a 8 de janeiro de 1966.
Pelé, o maior atleta de todos os tempos, de todos os esportes, de todos os lugares, compositor, cantor popular e campeão de cuspe em distância.

P.S.: Um UF! final. Ainda bem que minha pesquisa conseguiu se enquadrar no politicamente correto (ou politicamente fascista, como querem outros). Imaginem se eu concluísse que as orelhas negras eram maiores e mais feias do que as dos brancos... No mínimo seria expulso da reitoria da Universidade do Meyer.

ORELHÃO
Invenção democrática brasileira, que acaba definitivamente com todas as diferenças orelhais entre pretos e brancos, homens e mulheres.



Publicidade
 
Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |