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Guia Lição
para as crianças O modo como as crianças
se comportam em relação ao dinheiro se baseia no exemplo doméstico.
Mas mesmo pais que não costumam lidar bem com as finanças podem
ensinar bons hábitos. "Desde cedo deve ser mostrada claramente a diferença
entre o consumo por necessidade e aquele para satisfazer um desejo", recomenda
Cássia d'Aquino, educadora financeira com especialização
infantil. Incluir as crianças no planejamento familiar ajuda a desenvolver
noções básicas de economia. Em geral, elas têm prazer
em se sentir participantes. Ao preparar uma viagem, por exemplo, envolvê-las
na pesquisa de preços de hotéis e passagens mostra que a realização
do sonho não sai de graça e exige organização. O conceito
de ganhar dinheiro também deve ser apresentado de forma clara -- como levar
o filho ao local de trabalho para mostrar que o dinheiro não cai do céu.
Noções como essa podem ser passadas a partir dos 3 anos, ou na idade
em que a criança começar a pedir que lhe comprem alguma coisa. É
a hora das semanadas, cuja regularidade ajuda a entender que é preciso
esperar para receber dinheiro. A partir dos 7 anos, quando a compreensão
evolui, chega o momento de explicar o objetivo da semanada: ensinar o filho a
administrar o próprio dinheiro quando crescer. A quantia deve ser bem baixa
no início. Cássia d'Aquino sugere 1 real para cada ano de vida,
por semana, até os 11 anos. Depois, o valor pode aumentar e tornar-se mensal.
Na adolescência, convém ficar atento se o dinheiro termina muito
rápido ou se se multiplica sem explicações. Quando o filho
chega à universidade, é hora de estimulá-lo a ganhar o próprio
dinheiro com estágios ou pequenos trabalhos.
A arte de negociar É possível
obter descontos consideráveis em preços e tarifas de telefonia,
bancos e cartões de crédito usando uma arma antiga e às vezes
esquecida: a negociação. Com um simples telefonema para o serviço
de atendimento ao consumidor ou ao gerente, pode-se arrancar um desconto, desde
que se esteja munido de argumentos sólidos: ter à mão as
tarifas das empresas concorrentes, por exemplo. Quem nunca atrasou pagamentos
pode usar o histórico como arma. É importante verificar no mês
seguinte se o abatimento foi realmente concedido. "Algumas empresas partem do
pressuposto de que uma minoria vai perceber e reclamar", avisa o consultor Carlos
von Sohsten, autor do livro Como Cuidar Bem do Seu Dinheiro (editora Qualitymark).
Cartão de crédito Bons
pagadores podem obter descontos. Vale ameaçar trocar de cartão.
Os cartões têm programas de recompensa, que dão descontos
na compra de certos bens. Quem não pretende usar esses pontos pode trocá-los
por um abatimento na anuidade. A Credicard, por exemplo, oferece descontos por
liberalidade para fidelizar bons clientes. Celular Informar-se
sobre os planos de outras operadoras favorece pedidos de desconto, por exemplo,
na troca de aparelho. As empresas têm programas de pontuação,
divulgados nos sites, que dão direito a trocar de aparelho de graça
ou com desconto. Bancos O banco é
o maior interessado em recuperar seu crédito. Vale a pena renegociar dívidas
com o gerente. Quanto às tarifas, é possível renegociar aquelas
que não são utilizadas. Alguns oferecem tarifa zero em troca da
adesão a certos serviços. É preciso verificar se não
implicam novos gastos. |