|
|
Tecnologia
Tudo
azul no mundo
das piscinas
O setor cresce, o número de acessórios
se diversifica e os custos de instalação
e manutenção diminuem
Renata Ursaia
 |
|
Nos
clubes:
a tecnologia de fibra óptica e a energia solar ornamentam
e facilitam a purificação da água
|
O
número de piscinas residenciais é um dado pouco confiável
no Brasil. A Associação Nacional dos Fabricantes e
Construtores de Piscinas e Produtos Afins (Anapp) calcula que haja
1,3 milhão delas em casas e edifícios de apartamentos
brasileiros. O Brasil só ficaria atrás dos Estados
Unidos, onde existem 11 milhões. Em uma comparação
per capita perderia também para a África do Sul. Mas,
se não sabem precisar quantas piscinas há no país,
os profissionais do setor conseguem medir com exatidão bem
maior o ritmo de crescimento do mercado que fornece equipamentos
de construção e produtos químicos para a conservação
da água dessa modalidade de lazer. Nos últimos dez
anos, as vendas de produtos químicos de tratamento de água
de piscinas cresceram a uma média de 10% ao ano. O Brasil
já ocupa o quinto lugar do ranking mundial em volume de vendas
desses produtos, atrás apenas de EUA, União Européia,
África do Sul e Austrália.
O crescimento do número de piscinas no Brasil vem acompanhado
de dois outros fenômenos. O primeiro é o barateamento
da construção graças aos novos materiais. O
segundo é a chegada ao Brasil de inovações
tecnológicas que facilitam o tratamento da água e
a manutenção. Em meados dos anos 90, uma piscina-padrão,
de 4 por 8 metros, com equipamentos básicos, como filtro
e bomba, custava o equivalente a um carro popular. Hoje é
possível montar a mesma estrutura pela metade do preço,
desde que se abandone a idéia de usar azulejos e se opte
por materiais mais baratos. Piscinas feitas com materiais alternativos
existem há alguns anos, mas só recentemente elas passaram
a ser comercializadas com certificados de qualidade baseados em
especificações internacionais. Atualmente, piscinas
de azulejo, que já dominaram quase inteiramente o mercado,
respondem por 30% do total das construções novas.
Modelos de vinil representam 35% e os de fibra de vidro ficam com
os restantes 35%.
Orlando Brito
 |
|
Zona
residencial em Brasília: quase uma piscina por residência
|
"Além
dos materiais, a cada dia chegam ao mercado novos e revolucionários
sistemas de manutenção que facilitam a vida de quem
tem piscina", diz Marcelo Ozi, gerente de vendas da RFB Comércio
de Acessórios para Piscinas, que trouxe para o Brasil o Pooldevil,
que já vendeu mais de 500.000 unidades em cinco anos de comercialização
na África do Sul, onde foi inventado. O Pooldevil é
um aparelho autolimpante que remove a sujeira flutuante antes que
ela se sedimente no fundo da piscina. Outro produto de purificação
utiliza energia solar. O aparelho, Floatron, é constituído
de uma placa de 30 centímetros de diâmetro que produz
íons que inibem o crescimento de microrganismos e diminuem
a necessidade de uso do cloro. A Fasa Fibra Ótica está
lucrando com a venda de sistemas de iluminação subaquática
feitos com fibras ópticas que permitem alterar a cor
predominante da água à noite. Estão cada vez
mais sensíveis os alarmes desenvolvidos para detectar movimentos
na superfície, o que denuncia, por exemplo, a queda de uma
criança na piscina. Um desses aparelhos, o Pool SOS, tem
apenas 32 centímetros de comprimento, funciona com bateria
comum e dispara à menor vibração na água.
"Estamos em um bom momento. Até o dólar caro nos ajudou,
porque as pessoas viajaram menos e investiram mais no conforto de
sua casa", diz Paolo Vodopivic, diretor da divisão internacional
de águas da Arch Chemicals, a líder mundial na venda
de produtos para a limpeza de piscinas.
|