Edição 1839 . 4 de fevereiro de 2004

Índice
Brasil
Internacional
Economia e Negócios
Geral
Guia
Artes e Espetáculos
Marcos Sawaya Jank
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Tecnologia
Tudo azul no mundo
das piscinas

O setor cresce, o número de acessórios
se diversifica e os custos de instalação
e manutenção diminuem

 
Renata Ursaia

Nos clubes: a tecnologia de fibra óptica e a energia solar ornamentam e facilitam a purificação da água

O número de piscinas residenciais é um dado pouco confiável no Brasil. A Associação Nacional dos Fabricantes e Construtores de Piscinas e Produtos Afins (Anapp) calcula que haja 1,3 milhão delas em casas e edifícios de apartamentos brasileiros. O Brasil só ficaria atrás dos Estados Unidos, onde existem 11 milhões. Em uma comparação per capita perderia também para a África do Sul. Mas, se não sabem precisar quantas piscinas há no país, os profissionais do setor conseguem medir com exatidão bem maior o ritmo de crescimento do mercado que fornece equipamentos de construção e produtos químicos para a conservação da água dessa modalidade de lazer. Nos últimos dez anos, as vendas de produtos químicos de tratamento de água de piscinas cresceram a uma média de 10% ao ano. O Brasil já ocupa o quinto lugar do ranking mundial em volume de vendas desses produtos, atrás apenas de EUA, União Européia, África do Sul e Austrália.

O crescimento do número de piscinas no Brasil vem acompanhado de dois outros fenômenos. O primeiro é o barateamento da construção graças aos novos materiais. O segundo é a chegada ao Brasil de inovações tecnológicas que facilitam o tratamento da água e a manutenção. Em meados dos anos 90, uma piscina-padrão, de 4 por 8 metros, com equipamentos básicos, como filtro e bomba, custava o equivalente a um carro popular. Hoje é possível montar a mesma estrutura pela metade do preço, desde que se abandone a idéia de usar azulejos e se opte por materiais mais baratos. Piscinas feitas com materiais alternativos existem há alguns anos, mas só recentemente elas passaram a ser comercializadas com certificados de qualidade baseados em especificações internacionais. Atualmente, piscinas de azulejo, que já dominaram quase inteiramente o mercado, respondem por 30% do total das construções novas. Modelos de vinil representam 35% e os de fibra de vidro ficam com os restantes 35%.

 
Orlando Brito

Zona residencial em Brasília: quase uma piscina por residência

"Além dos materiais, a cada dia chegam ao mercado novos e revolucionários sistemas de manutenção que facilitam a vida de quem tem piscina", diz Marcelo Ozi, gerente de vendas da RFB Comércio de Acessórios para Piscinas, que trouxe para o Brasil o Pooldevil, que já vendeu mais de 500.000 unidades em cinco anos de comercialização na África do Sul, onde foi inventado. O Pooldevil é um aparelho autolimpante que remove a sujeira flutuante antes que ela se sedimente no fundo da piscina. Outro produto de purificação utiliza energia solar. O aparelho, Floatron, é constituído de uma placa de 30 centímetros de diâmetro que produz íons que inibem o crescimento de microrganismos e diminuem a necessidade de uso do cloro. A Fasa Fibra Ótica está lucrando com a venda de sistemas de iluminação subaquática feitos com fibras ópticas – que permitem alterar a cor predominante da água à noite. Estão cada vez mais sensíveis os alarmes desenvolvidos para detectar movimentos na superfície, o que denuncia, por exemplo, a queda de uma criança na piscina. Um desses aparelhos, o Pool SOS, tem apenas 32 centímetros de comprimento, funciona com bateria comum e dispara à menor vibração na água. "Estamos em um bom momento. Até o dólar caro nos ajudou, porque as pessoas viajaram menos e investiram mais no conforto de sua casa", diz Paolo Vodopivic, diretor da divisão internacional de águas da Arch Chemicals, a líder mundial na venda de produtos para a limpeza de piscinas.

 
 
 
 
topo voltar