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Saúde
Laboratório em casa
Exames domésticos evitam idas
inúteis ao médico e fazem bem
ao sistema de saúde

Paula
Neiva
Muitos
exames antes feitos exclusivamente em laboratórios ou consultórios
médicos agora podem ser realizados em casa. Entre os mais
recentes, há os que calculam o tempo de coagulação
sanguínea, avaliam se uma mulher está entrando na
menopausa ou mesmo detectam indícios de câncer de bexiga.
Trata-se de um mercado promissor, especialmente nos Estados Unidos.
Naquele país, estima-se que esses exames irão movimentar
cerca de 4 bilhões de dólares em 2007 o mesmo
valor que a indústria farmacêutica fatura anualmente
com a venda de remédios no Brasil.
Na última década, as áreas que mais ganharam
destaque na medicina foram as de prevenção e de diagnóstico
precoce de doenças. Testes caseiros, além de contribuírem
para a detecção de distúrbios ainda incipientes,
fazem um bem danado ao sistema de saúde. Isso porque realizam
uma triagem prévia, evitando consultas inúteis e ajudando
a fazer economia. Uma das maiores novidades é um teste para
detecção da clamídia, criado por pesquisadores
da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Silenciosa, essa bactéria
é responsável pela segunda doença sexualmente
transmissível mais comum no Brasil e uma das principais
causas de infertilidade feminina. Espera-se, ainda para este ano,
sua aprovação pelo governo inglês.
Foi
lançada recentemente uma maquininha capaz de quantificar
o nível de coagulação sanguínea com
uma única gota de sangue. Medi-lo constantemente é
imprescindível para pacientes recém-infartados ou
com arritmia cardíaca que precisam tomar comprimidos anticoagulantes.
O novo aparelho elimina completamente a necessidade de ir ao laboratório,
um alívio para os que precisam fazê-lo todo dia. "Esses
recursos são conquistas importantes, que melhoram a qualidade
de vida das pessoas", diz o cardiologista Otávio Rizzi Coelho,
professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Nos Estados Unidos, para que um teste caseiro receba o aval da FDA,
a agência americana de controle de remédios e alimentos,
é preciso que ele seja tão eficiente quanto o seu
correspondente tradicional o que significa, em geral, um
índice de acurácia superior a 95%. Para que o risco
de resultados falsos seja o menor possível, o produto também
deve dispor de mecanismos que facilitem a identificação
de erros durante sua aplicação. Outra exigência
é que o fabricante coloque à disposição
do consumidor um serviço de atendimento para esclarecer dúvidas
e dar orientações.
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