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Cartas
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"Na
condição de empresário, agradeço
a VEJA pela fantástica reportagem que mostra as causas
dos problemas que emperram este país."
Ricardo
Marques Coube
Bauru,
SP
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Brasil
É
impressionante o retrato traçado na reportagem "O Brasil
entre os piores do mundo" (28 de janeiro). A realidade vivida pelas
empresas brasileiras adquire contornos precisos nos resultados da
pesquisa do Banco Mundial, dando conta de que a "cultura antinegócios"
do país "constitui um dos maiores entraves ao crescimento
econômico". A Lei da Inovação, cujo primeiro
projeto data do governo anterior, ainda aguarda nos gabinetes antes
de ser remetida ao Congresso. As empresas, e no geral toda a comunidade
de ciência e tecnologia, estão em compasso de espera
diante da impossibilidade de enxergar no horizonte algo que vá
além das promessas e das boas intenções.
Américo
Martins Craveiro
Presidente da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento
e Engenharia das Empresas Inovadoras
São Paulo, SP
Outra
publicação do Banco Mundial, A Qualidade do Crescimento,
atesta que "o ambiente institucional para a atividade econômica
determina, em larga medida, a habilidade dos países pobres
para convergir para os padrões dos países industrializados".
Frágil em sua estrutura institucional, o Brasil é
terreno fértil para a corrupção, empacando
seu crescimento.
Adriana
Cunha Costa
Washington, DC, EUA
Alegra-me
ver que VEJA vem batendo nessa tecla, pois o fosso previdenciário,
o nó tributário, o enrosco da legislação
trabalhista e as constantes mudanças das regras do jogo resultam
de traços culturais profundos, que dificilmente serão
modificados pela ação apenas da razão e do
bom senso.
João
Lúcio de Freitas
Rio de Janeiro, RJ
A
reportagem, mais do que um alerta, soa como vigorosa advertência.
Além do triste recorde mundial de impostos, sofremos com
uma burocracia de fazer inveja aos tempos da colônia. Num
mundo onde o capital exige segurança, rentabilidade, ao lado
de práticas modernas e éticas de concorrência,
defrontamos com o risco cada vez maior de perder as possibilidades
de crescimento sustentado, isto é, com déficit público
e inflação sob controle.
Emerson
Kapaz
Presidente do Instituto Brasileiro
de Ética Concorrencial
São Paulo, SP
VEJA
fez uma análise mais profunda, mostrando por que o Brasil,
com todo o seu potencial e recursos naturais, ainda é um
país subdesenvolvido. Somente através de uma autocrítica
séria poderemos superar nossos problemas e acabar com as
desigualdades sociais, a miséria e a violência desenfreada.
Marcus
de Medeiros Matsushita
Marília, SP
É
tão óbvio o que foi constatado por VEJA e são
tão simples e tão baratas as medidas que deveriam
ser tomadas que não dá para entender por que o presidente
Lula continua insistindo na "retórica pomposa" e ineficaz.
Júlio
César Drummond
Belo Horizonte, MG
Nos
152 dias mencionados pela reportagem como sendo o prazo médio
do processo de abertura de uma sociedade, a Junta Comercial do Estado
de São Paulo contribui com somente seis horas, se a constituição
da sociedade se operar através de um dos quinze escritórios
regionais, ou com quatro dias úteis, se o registro se der
diretamente na sede da Jucesp.
Marcelo
Manhães de Almeida
Presidente da Junta Comercial
do Estado de São Paulo
São Paulo, SP
Enquanto
o Legislativo legislar em causa própria, o Executivo não
olhar além do próprio umbigo e o Judiciário
não deixar de ser paternalista extremoso, continuaremos amargando
a República das Alagoas, a República de Pernambuco,
o Trem da Alegria etc. O povo só é lembrado em ano
de eleições, e as empresas são estimuladas
a sonegar, a trabalhar na informalidade. Aqui se privilegia a desonestidade
e se pune quem cumpre a lei.
Eduardo
Grígolo
Jundiaí, SP
Diogo
Mainardi
Jamais
imaginei ler nas páginas de VEJA um artigo refletindo as
opiniões arrogantes, rancorosas e desrespeitosas de um articulista
contra a cidade de São Paulo e o povo paulistano. E o pior:
ele próprio é um paulistano.
Luiz Borges Barreto
São Paulo, SP
Sou
artista, professora e pesquisadora paulistana de música e
dança popular. Tomo a voz por toda a classe de músicos
paulistanos, pois estamos perplexos com a coluna do senhor Mainardi.
Ana Rita Simonka
Por e-mail
www.artesimbolo.com.br
Ufa!
Pensei que todos estavam cegos com esta "estória" de 450
anos. Fugi de São Paulo há dois anos e estou muito
feliz no interior. Parabéns, Mainardi!
Carla Patricia Picolo Pujol
Por e-mail
Assim
como o senhor Mainardi já o fez um dia, moro fora do país.
Mas, ao contrário desse senhor amargo, adoro ser brasileira
e me orgulho de nossa cultura, inclusive a musical. O discurso de
Diogo Mainardi é um insulto à inteligência.
Desinformação por desinformação, prefiro
uma folha em branco.
Ana Carolina Videira
Viena, Áustria
Celso
Amorim
O
ministro Celso Amorim (Amarelas, 28 de janeiro) mostra como fazer
política externa, sobretudo em embates com os americanos.
Sabe colocar o Brasil em seu justo e devido lugar no contexto dos
vários fóruns mundiais. Além de honrar e dignificar
a diplomacia brasileira com sua atuação, consegue
ainda elevar a auto-estima de todos nós, brasileiros.
Christopher Davies
Bauru, SP
Celso
Amorim, que proclama a "não aceitação de modelos
que vêm prontos", revela uma incongruência em sua política
externa ao agendar visitas oficiais do governo a todas as ditaduras
da África e da Ásia. A preferência do chanceler
brasileiro não se coaduna com o Estado Democrático
de Direito.
Elizângela Bezerra de Bulhões
Salvador, BA
Stephen
Kanitz
O
artigo "Fazendo a diferença" (Ponto de vista, 28 de janeiro)
nos faz refletir sobre quão desprendidos, humildes e desprovidos
de orgulho deveríamos ser. Colocar todo nosso potencial a
favor da comunidade deveria ser nosso maior objetivo. A iniciativa
de criação de instituições filantrópicas
é louvável. Infelizmente em nosso país isso
nem sempre é realizado com objetivos virtuosos, mas por mera
vaidade e benefícios fiscais.
Teresa Cristina Able Carmona
Brasília, DF
Cadáveres
plastificados
É
espantosa a capacidade de certas pessoas para ganhar fama e poder
à custa da desgraça alheia. Realizar tais espetáculos,
expondo cadáveres à visitação pública
com o argumento de que a finalidade é científica,
é no mínimo subestimar a inteligência dos vivos
("Linha de montagem de cadáveres", 28 de janeiro).
Ubajara Ornelas
São Jerônimo, RS
VEJA
Recomenda
A
crítica ao novo CD de Nelly Furtado (VEJA recomenda, 7 de
janeiro) diz que "os pais dela nasceram na Ilha de Açores".
Na verdade, os Açores não são uma ilha, e sim
um belíssimo arquipélago no meio do Oceano Atlântico.
Formam os Açores nove ilhas: Santa Maria, São Miguel,
Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial, Flores e Corvo.
Maria Emília Hamdan das Pedras Saramago
Belo Horizonte, MG
Beleza
No
campo da transformação do sorriso, as facetas de porcelana
são a última novidade e o recurso mais significativo
para alcançar o sucesso, muito bem ilustrado no quadro "Sorriso
nota 10" da reportagem "É de lei: o direito à beleza"
(7 de janeiro), que mostra o caso Bruna Marques, minha paciente.
Após um mínimo desgaste do dente, de 0,7 milímetro,
a faceta oferece nova forma ou tamanho aos dentes, sempre adequando-os
ao formato do rosto e até sustentando esteticamente a musculatura
labial, permitindo um sorriso espontâneo, seja exposto à
luz do sol ou à luz negra. Sua composição de
fluorapatita, como um dente, permite que se manifeste exatamente
como tal. Além disso, após o que chamamos de test-drive,
com resina, para que o paciente experimente mastigação
e fala e aprove o resultado, as facetas são aplicadas com
a máxima durabilidade, já que, confeccionadas manualmente,
passam por forno de 860 graus e são aderidas ao dente com
a mesma cola dos foguetes da Nasa. Elas acompanham o ciclo de vida
da pessoa.
Marcelo Moreira
Dentista especialista em odontologia estética
São Paulo, SP
Kodak
A
reportagem "A Kodak queima o filme" (21 de janeiro) não refletiu
o compromisso da companhia com o mercado brasileiro, no qual atua
há 84 anos, com duas fábricas, mais de 1.000
funcionários e mais de 100.000
empregos indiretos. A Kodak não interromperá a fabricação
de câmeras 35 mm nos países emergentes, incluindo o
Brasil. A empresa lançará novas câmeras nesses
mercados. A Kodak quadruplicou a venda de câmeras 35 mm no
Brasil (2003 comparado a 2002). O mercado de câmeras 35 mm
no Brasil tem crescido 10% ao ano. A venda de câmeras digitais
representa apenas 1,5% do total de câmeras fotográficas
comercializadas no Brasil. A Kodak EasyShare CX6200 foi a câmera
digital mais vendida pela Kodak em 2003. Ela não aparece
entre as mais procuradas citadas na matéria. Nos Estados
Unidos, as câmeras digitais da Kodak estão entre as
três marcas mais vendidas, o que comprova a liderança
da Kodak nos mercados fotográficos tradicional e digital,
tanto no Brasil como no resto do mundo.
Walquiria Dias
Diretoria de Comunicação e Pesquisa Kodak Brasileira
São Paulo, SP
Patricia
Miranda
Referente
à nota "Potência (quase) nacional" (Gente, 7 de janeiro),
sobre Patricia Miranda, minha filha, eu e o resto da família
queremos agradecer a publicação e só corrigir
o detalhe de que nasci em São Paulo e a mãe dela,
já falecida, nasceu em Santarém (PA). Certamente é
uma alegria vê-la lembrada numa revista de tanto prestígio.
José Adura Miranda
Por e-mail
CORREÇÃO:
Na reportagem "Cada
vez mais quente" (21 de janeiro), o nome do Lago Tanganica
foi grafado incorretamente.
| VEJA
NA PRAIA |
Fotos divulgação
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ação
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| Exposição
de VEJA, shows, filmes, teatro e restaurante atraíram
os turistas: 250 000 visitantes |
Depois
de rodar pelo país durante todo o ano que passou,
a exposição dos 35 anos de VEJA pousou
na praia. Até este sábado, 250 000 pessoas
terão visto as principais capas da revista no
Espaço Cultural Veja São Paulo, inaugurado
no dia 27 de dezembro na Riviera de São Lourenço,
em Bertioga, no litoral paulista. O espaço, aberto
ao público até este 31 de janeiro, ofereceu
cinema (21 fitas), shows (um por dia), oficinas de arte
(cinqüenta ao todo), teatro infantil (21 apresentações),
restaurante, sorveteria, lan house, ioga e até
um pet shop.
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| SUCESSO
COM O FAGOTE |
A
reportagem "A
vida na flauta" (21 de janeiro) dizia: "Alguém
na sua família resolveu tocar fagote, e ainda por
cima pretende tirar o sustento dessa atividade? Calma,
a possibilidade de sucesso é menos remota do que
parece". O leitor Matias Schweizer, de Curitiba, no Paraná,
conta que nem sempre foi assim: "Nos anos 70, Hary Schweizer,
meu pai, se mandou para a Alemanha para estudar o instrumento".
Só depois de concluídos os estudos na Europa,
e já com o compromisso de assumir a cadeira de
docente de fagote na Universidade de Brasília,
Hary voltou ao Brasil. "Além de ter formado uma
geração de fagotistas, hoje atuando no Brasil
e no exterior, ele é também o fagote-solista
da Orquestra do Teatro Nacional de Brasília", diz
Matias. Hary também se dedicou à confecção
de fagotes, que vende a toda a América Latina.
Para saber mais sobre o músico e o instrumento,
visite o Portal do Fagote, na internet, criado por Schweizer:
www.geocities.com/hschweiz.
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