Edição 1839 . 4 de fevereiro de 2004

Índice
Brasil
Internacional
Economia e Negócios
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Guia
Artes e Espetáculos
Marcos Sawaya Jank
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 

"Na condição de empresário, agradeço a VEJA pela fantástica reportagem que mostra as causas dos problemas que emperram este país."
Ricardo Marques Coube
Bauru, SP

 

Brasil

É impressionante o retrato traçado na reportagem "O Brasil entre os piores do mundo" (28 de janeiro). A realidade vivida pelas empresas brasileiras adquire contornos precisos nos resultados da pesquisa do Banco Mundial, dando conta de que a "cultura antinegócios" do país "constitui um dos maiores entraves ao crescimento econômico". A Lei da Inovação, cujo primeiro projeto data do governo anterior, ainda aguarda nos gabinetes antes de ser remetida ao Congresso. As empresas, e no geral toda a comunidade de ciência e tecnologia, estão em compasso de espera diante da impossibilidade de enxergar no horizonte algo que vá além das promessas e das boas intenções.
Américo Martins Craveiro
Presidente da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras
São Paulo, SP

Outra publicação do Banco Mundial, A Qualidade do Crescimento, atesta que "o ambiente institucional para a atividade econômica determina, em larga medida, a habilidade dos países pobres para convergir para os padrões dos países industrializados". Frágil em sua estrutura institucional, o Brasil é terreno fértil para a corrupção, empacando seu crescimento.
Adriana Cunha Costa
Washington, DC, EUA

Alegra-me ver que VEJA vem batendo nessa tecla, pois o fosso previdenciário, o nó tributário, o enrosco da legislação trabalhista e as constantes mudanças das regras do jogo resultam de traços culturais profundos, que dificilmente serão modificados pela ação apenas da razão e do bom senso.
João Lúcio de Freitas
Rio de Janeiro, RJ

A reportagem, mais do que um alerta, soa como vigorosa advertência. Além do triste recorde mundial de impostos, sofremos com uma burocracia de fazer inveja aos tempos da colônia. Num mundo onde o capital exige segurança, rentabilidade, ao lado de práticas modernas e éticas de concorrência, defrontamos com o risco cada vez maior de perder as possibilidades de crescimento sustentado, isto é, com déficit público e inflação sob controle.
Emerson Kapaz
Presidente do Instituto Brasileiro
de Ética Concorrencial
São Paulo, SP

VEJA fez uma análise mais profunda, mostrando por que o Brasil, com todo o seu potencial e recursos naturais, ainda é um país subdesenvolvido. Somente através de uma autocrítica séria poderemos superar nossos problemas e acabar com as desigualdades sociais, a miséria e a violência desenfreada.
Marcus de Medeiros Matsushita
Marília, SP

É tão óbvio o que foi constatado por VEJA e são tão simples e tão baratas as medidas que deveriam ser tomadas que não dá para entender por que o presidente Lula continua insistindo na "retórica pomposa" e ineficaz.
Júlio César Drummond
Belo Horizonte, MG

Nos 152 dias mencionados pela reportagem como sendo o prazo médio do processo de abertura de uma sociedade, a Junta Comercial do Estado de São Paulo contribui com somente seis horas, se a constituição da sociedade se operar através de um dos quinze escritórios regionais, ou com quatro dias úteis, se o registro se der diretamente na sede da Jucesp.
Marcelo Manhães de Almeida
Presidente da Junta Comercial
do Estado de São Paulo
São Paulo, SP

Enquanto o Legislativo legislar em causa própria, o Executivo não olhar além do próprio umbigo e o Judiciário não deixar de ser paternalista extremoso, continuaremos amargando a República das Alagoas, a República de Pernambuco, o Trem da Alegria etc. O povo só é lembrado em ano de eleições, e as empresas são estimuladas a sonegar, a trabalhar na informalidade. Aqui se privilegia a desonestidade e se pune quem cumpre a lei.
Eduardo Grígolo
Jundiaí, SP

 

Diogo Mainardi

Jamais imaginei ler nas páginas de VEJA um artigo refletindo as opiniões arrogantes, rancorosas e desrespeitosas de um articulista contra a cidade de São Paulo e o povo paulistano. E o pior: ele próprio é um paulistano.
Luiz Borges Barreto
São Paulo, SP

Sou artista, professora e pesquisadora paulistana de música e dança popular. Tomo a voz por toda a classe de músicos paulistanos, pois estamos perplexos com a coluna do senhor Mainardi.
Ana Rita Simonka
Por e-mail
www.artesimbolo.com.br

Ufa! Pensei que todos estavam cegos com esta "estória" de 450 anos. Fugi de São Paulo há dois anos e estou muito feliz no interior. Parabéns, Mainardi!
Carla Patricia Picolo Pujol
Por e-mail

Assim como o senhor Mainardi já o fez um dia, moro fora do país. Mas, ao contrário desse senhor amargo, adoro ser brasileira e me orgulho de nossa cultura, inclusive a musical. O discurso de Diogo Mainardi é um insulto à inteligência. Desinformação por desinformação, prefiro uma folha em branco.
Ana Carolina Videira
Viena, Áustria

 

Celso Amorim

O ministro Celso Amorim (Amarelas, 28 de janeiro) mostra como fazer política externa, sobretudo em embates com os americanos. Sabe colocar o Brasil em seu justo e devido lugar no contexto dos vários fóruns mundiais. Além de honrar e dignificar a diplomacia brasileira com sua atuação, consegue ainda elevar a auto-estima de todos nós, brasileiros.
Christopher Davies
Bauru, SP

Celso Amorim, que proclama a "não aceitação de modelos que vêm prontos", revela uma incongruência em sua política externa ao agendar visitas oficiais do governo a todas as ditaduras da África e da Ásia. A preferência do chanceler brasileiro não se coaduna com o Estado Democrático de Direito.
Elizângela Bezerra de Bulhões
Salvador, BA

 

Stephen Kanitz

O artigo "Fazendo a diferença" (Ponto de vista, 28 de janeiro) nos faz refletir sobre quão desprendidos, humildes e desprovidos de orgulho deveríamos ser. Colocar todo nosso potencial a favor da comunidade deveria ser nosso maior objetivo. A iniciativa de criação de instituições filantrópicas é louvável. Infelizmente em nosso país isso nem sempre é realizado com objetivos virtuosos, mas por mera vaidade e benefícios fiscais.
Teresa Cristina Able Carmona
Brasília, DF

 

Cadáveres plastificados

É espantosa a capacidade de certas pessoas para ganhar fama e poder à custa da desgraça alheia. Realizar tais espetáculos, expondo cadáveres à visitação pública com o argumento de que a finalidade é científica, é no mínimo subestimar a inteligência dos vivos ("Linha de montagem de cadáveres", 28 de janeiro).
Ubajara Ornelas

São Jerônimo, RS

 

VEJA Recomenda

A crítica ao novo CD de Nelly Furtado (VEJA recomenda, 7 de janeiro) diz que "os pais dela nasceram na Ilha de Açores". Na verdade, os Açores não são uma ilha, e sim um belíssimo arquipélago no meio do Oceano Atlântico. Formam os Açores nove ilhas: Santa Maria, São Miguel, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial, Flores e Corvo.
Maria Emília Hamdan das Pedras Saramago
Belo Horizonte, MG

 

Beleza

No campo da transformação do sorriso, as facetas de porcelana são a última novidade e o recurso mais significativo para alcançar o sucesso, muito bem ilustrado no quadro "Sorriso nota 10" da reportagem "É de lei: o direito à beleza" (7 de janeiro), que mostra o caso Bruna Marques, minha paciente. Após um mínimo desgaste do dente, de 0,7 milímetro, a faceta oferece nova forma ou tamanho aos dentes, sempre adequando-os ao formato do rosto e até sustentando esteticamente a musculatura labial, permitindo um sorriso espontâneo, seja exposto à luz do sol ou à luz negra. Sua composição de fluorapatita, como um dente, permite que se manifeste exatamente como tal. Além disso, após o que chamamos de test-drive, com resina, para que o paciente experimente mastigação e fala e aprove o resultado, as facetas são aplicadas com a máxima durabilidade, já que, confeccionadas manualmente, passam por forno de 860 graus e são aderidas ao dente com a mesma cola dos foguetes da Nasa. Elas acompanham o ciclo de vida da pessoa.
Marcelo Moreira
Dentista especialista em odontologia estética
São Paulo, SP

 

Kodak

A reportagem "A Kodak queima o filme" (21 de janeiro) não refletiu o compromisso da companhia com o mercado brasileiro, no qual atua há 84 anos, com duas fábricas, mais de 1.000 funcionários e mais de 100.000 empregos indiretos. A Kodak não interromperá a fabricação de câmeras 35 mm nos países emergentes, incluindo o Brasil. A empresa lançará novas câmeras nesses mercados. A Kodak quadruplicou a venda de câmeras 35 mm no Brasil (2003 comparado a 2002). O mercado de câmeras 35 mm no Brasil tem crescido 10% ao ano. A venda de câmeras digitais representa apenas 1,5% do total de câmeras fotográficas comercializadas no Brasil. A Kodak EasyShare CX6200 foi a câmera digital mais vendida pela Kodak em 2003. Ela não aparece entre as mais procuradas citadas na matéria. Nos Estados Unidos, as câmeras digitais da Kodak estão entre as três marcas mais vendidas, o que comprova a liderança da Kodak nos mercados fotográficos tradicional e digital, tanto no Brasil como no resto do mundo.
Walquiria Dias
Diretoria de Comunicação e Pesquisa Kodak Brasileira
São Paulo, SP

 

Patricia Miranda

Referente à nota "Potência (quase) nacional" (Gente, 7 de janeiro), sobre Patricia Miranda, minha filha, eu e o resto da família queremos agradecer a publicação e só corrigir o detalhe de que nasci em São Paulo e a mãe dela, já falecida, nasceu em Santarém (PA). Certamente é uma alegria vê-la lembrada numa revista de tanto prestígio.
José Adura Miranda
Por e-mail

 

 

CORREÇÃO: Na reportagem "Cada vez mais quente" (21 de janeiro), o nome do Lago Tanganica foi grafado incorretamente.

 
VEJA NA PRAIA

Fotos divulgação
ação
Exposição de VEJA, shows, filmes, teatro e restaurante atraíram os turistas: 250 000 visitantes

Depois de rodar pelo país durante todo o ano que passou, a exposição dos 35 anos de VEJA pousou na praia. Até este sábado, 250 000 pessoas terão visto as principais capas da revista no Espaço Cultural Veja São Paulo, inaugurado no dia 27 de dezembro na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista. O espaço, aberto ao público até este 31 de janeiro, ofereceu cinema (21 fitas), shows (um por dia), oficinas de arte (cinqüenta ao todo), teatro infantil (21 apresentações), restaurante, sorveteria, lan house, ioga e até um pet shop.

 
SUCESSO COM O FAGOTE

A reportagem "A vida na flauta" (21 de janeiro) dizia: "Alguém na sua família resolveu tocar fagote, e ainda por cima pretende tirar o sustento dessa atividade? Calma, a possibilidade de sucesso é menos remota do que parece". O leitor Matias Schweizer, de Curitiba, no Paraná, conta que nem sempre foi assim: "Nos anos 70, Hary Schweizer, meu pai, se mandou para a Alemanha para estudar o instrumento". Só depois de concluídos os estudos na Europa, e já com o compromisso de assumir a cadeira de docente de fagote na Universidade de Brasília, Hary voltou ao Brasil. "Além de ter formado uma geração de fagotistas, hoje atuando no Brasil e no exterior, ele é também o fagote-solista da Orquestra do Teatro Nacional de Brasília", diz Matias. Hary também se dedicou à confecção de fagotes, que vende a toda a América Latina. Para saber mais sobre o músico e o instrumento, visite o Portal do Fagote, na internet, criado por Schweizer: www.geocities.com/hschweiz.

 

 
 
 
 
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