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Cinema Vá
de ônibus
Como atriz, Gisele Bündchen é a maior das modelos. E, como cinema,
seu Táxi é um desastre  Isabela
Boscov
Divulgação
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| Gisele, como a ladra
Vanessa, e uma colega: vale tudo, até biquíni
em Manhattan |
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Seria
reconfortante poder dizer que Gisele Bündchen, nem que fosse por ser tão
linda, escapa ilesa do desastre que é Táxi (Estados
Unidos, 2004), em cartaz no país a partir de sexta-feira. Mas não
é o caso. No papel de Vanessa, líder de uma gangue de ladras de
banco brasileiras (algumas delas com nítido sotaque lusitano), Gisele sacode
os famosos cachos, mostra as pernas mais famosas ainda e exibe o famosérrimo
decote num biquíni usado, em plena Manhattan, como disfarce. Mas o efeito
é tão-somente uma fração daquele que ela obtém
na passarela. Que a modelo, que se move como nenhuma outra, passe o filme sentada
ao volante de um carro é uma das abundantes provas de que o americano Tim
Story não tem habilitação para dirigir este Táxi
-- na verdade, um veículo para a atriz-cantora Queen Latifah e para o humorista
Jimmy Fallon, do programa Saturday Night Live, como uma motorista intrépida
e um policial inepto que tentam capturar as brasileiras. O roteiro é pífio,
a execução vai do amadorístico ao canhestro. E a pergunta
que não quer calar é: onde andava Leonardo DiCaprio na hora de aconselhar
a namorada?
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