Edição 1878 . 3 de novembro de 2004

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Cinema
Vá de ônibus

Como atriz, Gisele Bündchen é a maior
das modelos. E, como cinema, seu Táxi
é um desastre


Isabela Boscov

Divulgação
Gisele, como a ladra Vanessa, e uma colega: vale tudo, até biquíni em Manhattan
EXCLUSIVO ON-LINE
Fotos de Gisele Bündchen


Seria reconfortante poder dizer que Gisele Bündchen, nem que fosse por ser tão linda, escapa ilesa do desastre que é Táxi (Estados Unidos, 2004), em cartaz no país a partir de sexta-feira. Mas não é o caso. No papel de Vanessa, líder de uma gangue de ladras de banco brasileiras (algumas delas com nítido sotaque lusitano), Gisele sacode os famosos cachos, mostra as pernas mais famosas ainda e exibe o famosérrimo decote num biquíni usado, em plena Manhattan, como disfarce. Mas o efeito é tão-somente uma fração daquele que ela obtém na passarela. Que a modelo, que se move como nenhuma outra, passe o filme sentada ao volante de um carro é uma das abundantes provas de que o americano Tim Story não tem habilitação para dirigir este Táxi -- na verdade, um veículo para a atriz-cantora Queen Latifah e para o humorista Jimmy Fallon, do programa Saturday Night Live, como uma motorista intrépida e um policial inepto que tentam capturar as brasileiras. O roteiro é pífio, a execução vai do amadorístico ao canhestro. E a pergunta que não quer calar é: onde andava Leonardo DiCaprio na hora de aconselhar a namorada?

 
 
 
 
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