|
|
Estados
Unidos
O medo de um novo fiasco
Quatro anos
depois de dar posse a um candidato
que recebeu menos votos do que o que perdeu, os
americanos enfrentam o duplo desafio de eleger o
homem certo para um momento difícil e não deixar
que um sistema eleitoral falho ponha em dúvida,
de novo, a legitimidade do presidente eleito

Diogo Schelp
"A democracia
é a pior forma de governo imaginável, à exceção
de todas as outras que foram experimentadas." Na frase original,
cunhada há cinco décadas, Winston Churchill não
fez referência aos Estados Unidos. Sob o signo de vexames,
confusões e impasses da última eleição
presidencial em 2000, pode-se dizer também que a democracia
americana é a pior do Ocidente. Mas é preciso acrescentar
que, embora o sistema eleitoral dos EUA esteja carente de um reparo,
a democracia americana ainda é mesmo a pior, mas com exceção
de todas as outras. Nesta terça-feira, o sistema eleitoral
dos Estados Unidos passará por outro teste e, segundo mostram
as pesquisas, metade dos americanos vai às urnas receosa
de que a soma dos votos, no final das contas, não aponte
um presidente legitimamente eleito. Foi assim em 2000 com George
W. Bush contra Al Gore. Bush ganhou apesar de ter recebido menos
votos individuais do que Gore. Bush só levou mesmo quarenta
dias depois das eleições, quando a Suprema Corte penteou
uma selva de ações na Justiça e mandou dar
posse a ele. Esse impasse pode se repetir nesta semana em que John
Kerry desafia Bush.
O desafio
desta terça-feira é escolher o homem certo para um
momento difícil e não deixar que um sistema eleitoral
falho ponha em dúvida, mais uma vez, a legitimidade do processo
democrático. É uma situação que impressiona
por suas contradições. De um lado, tem-se a mais sólida
e estável democracia, que elege presidentes de quatro em
quatro anos sem interrupção há mais de 200
anos. Do outro, vê-se um dos pilares fundamentais da sua existência
ser questionado: a estrutura de seu processo eleitoral. Seis em
cada dez americanos duvidam que será possível conhecer
o vencedor já no dia seguinte à votação
para presidente, nesta terça-feira, 2 de novembro. Três
em dez tem dúvida de que seu voto será mesmo contado.
Reuters
 |
MAIS QUATRO ANOS
Bush em campanha: o candidato afável da
primeira eleição tornou-se um "presidente de guerra" com uma
proposta radical para fazer mudanças radicais dentro e fora
dos Estados Unidos |
É
o fantasma da eleição de 2000 assombrando. Os EUA
viveram sete semanas de agonia, sem saber quem havia ganho as eleições,
enquanto os candidatos discutiam na Justiça se os votos deveriam
ou não ser recontados e como isso deveria ser feito. O sistema
entrou em crise porque a corrida presidencial foi muito equilibrada,
com os candidatos recebendo quase o mesmo número dos votos.
Os 500 que Bush teve a mais na Flórida depois de uma
apuração confusa e recheada de acusações
de fraudes acabaram valendo mais do que a vantagem de meio
milhão de votos que Al Gore recebeu em todo o país.
As eleições americanas funcionam em duas etapas. Na
primeira, o povo vota em seu preferido diretamente. Na segunda,
o candidato com melhor votação em cada Estado ganha
os votos a que cada unidade da
federação tem direito no Colégio Eleitoral.
Esse, por sua vez, escolhe o presidente. No país, Bush obteve
47,9% dos votos, contra 48,4% de Gore. No Colégio Eleitoral,
o republicano ficou com 271 contra 267 do democrata (a diferença
foram os 25 votos da Flórida). Isso faz com que Bush tenha
convivido com a acusação de não ser um governante
legitimamente escolhido pelo povo, pelas próprias regras
que o povo escolheu. Nada a ver com ideologia. Se as ações
pró-Gore tivessem triunfado, seria o democrata a ocupar a
Casa Branca sob o peso da dúvida.
O que os
Estados Unidos fizeram para evitar que a mesma confusão ocorresse
de novo? O filósofo italiano Norberto Bobbio escreveu que
as regras do jogo democrático contemporâneo estabelecem
como se deve chegar à decisão política
e não o que decidir. Isso significa, na visão
do velho europeísta, que uma democracia não existe
se não houver votação para definir as leis
do país e eleições livres e justas para as
funções públicas mais vitais. Se a eleição
americana terminar na Justiça outra vez, certamente haverá
um quadro de desgaste para a governabilidade do próximo presidente.
Isso poderia até mesmo precipitar uma reforma em todo o processo
eleitoral. "Se, no entanto, um dos candidatos vencer por uma margem
mais ampla, toda essa discussão de reforma será enterrada",
disse a VEJA o cientista político Charles Jones, do Instituto
Brookings, dos Estados Unidos. A pergunta que os americanos estão
fazendo neste momento é a seguinte: como pode ser considerado
eficiente um sistema eleitoral que só é totalmente
acurado em votações que apontam um ganhador com folga?
Com um país milimetricamente dividido entre republicanos
e democratas como os EUA, vale a pena ainda insistir nesse sistema?
Cabe aqui recorrer à revista inglesa The Economist.
Em editorial recente, a publicação londrina escreveu
que "a máquina da democracia americana está rangendo.
Isso não se deve, na maioria dos casos, a alguma coisa fundamentalmente
errada com o sistema eleitoral americano. Tem muito mais a ver com
erro humano, preguiça e com a corrupção bipartidária.
A maioria das soluções está dentro do próprio
sistema. É possível ter a mais vigorosa democracia
do mundo, mas, ainda assim, é preciso administrá-la
de modo apropriado".
Não
existe um sistema eleitoral perfeito e não há nada
essencialmente errado com o escolhido pelos americanos. Os Estados
Unidos nasceram e foram construídos ao som das discussões
sobre como dividir o poder entre Washington e os Estados da federação.
"A base da democracia americana é a descentralização
do país, e isso se reflete em nosso sistema eleitoral", disse
a VEJA o cientista político Michael Traugott, especialista
em eleições da Universidade de Michigan. Ou seja,
como o país quer continuar a ser os Estados Unidos da América,
cada Estado tem autonomia para escolher sua máquina de votação
e seu processo eleitoral e a eleição por meio
do Colégio Eleitoral visa a garantir isso. A eleição
americana é de fato uma série de votações
estaduais realizadas no mesmo dia. O federalismo, que é a
base da democracia americana, pode existir em várias versões.
Umas concedem mais liberdade às unidades regionais, outras
menos. O Brasil é uma federação, mas os Estados
têm menos autonomia do que nos EUA. A forma como se decidem
as questões eleitorais é uma amostra do nível
de autonomia dos Estados americanos: enquanto no Brasil as unidades
da federação devem seguir as regras para as eleições
que um órgão centralizado estabelece, nos Estados
Unidos essa competência é dos Estados, que ainda por
cima podem repassá-la aos condados. Essa liberdade de ação
tem alicerce na história do país. No caso americano,
os Estados existiam antes de haver um governo central. No Brasil
foi o contrário. Existia um governo central que instituiu
a federação. A Guerra Civil Americana, entre 1861
e 1865, vista por muitos como uma luta contra a escravidão,
foi na verdade uma cruenta discussão sobre o federalismo
e sobre como manter a união entre os opostos.
Por essas
razões não há como impor regras iguais para
todos os Estados americanos. Cada condado, que engloba mais de um
município, escolhe desde a técnica de votação
e o tipo de cédula que vai ser utilizado até a maneira
de registrar os eleitores. Também não há um
registro centralizado dos eleitores, como existe no Brasil. É
por isso que certos Estados ficam à vontade para colocar
questões locais na mesma cédula em que vão
escolher o presidente da República. Em uma única delas
pode haver trinta itens para ser decididos pelo eleitor. Depois
do fiasco de 2000, o Congresso americano aprovou um orçamento
de 4 bilhões de dólares para promover mudanças
no seu sistema eleitoral. As melhorias não foram aplicadas
a tempo. O que se tem visto nas últimas semanas e
o que pode acontecer nas próximas é o sistema
eleitoral enfrentando uma de suas maiores provações.
Há notícias de roubos de cédulas, suspeitas
de fraude no registro de eleitores e centenas de processos judiciais
já iniciados contestando os critérios usados pelos
Estados para qualificar um eleitor como apto ou não a votar.
AP
 |
ELE QUER CURAR AS FERIDAS
Kerry fala a seus eleitores: o principal
apelo de campanha do senador democrata é ser diferente de Bush,
pelo menos no que diz respeito à personalidade e à biografia
|
Aqui estão
alguns fatores que podem dar errado nas eleições de
terça-feira:
• O sistema
de perfuração de cédulas rendeu muitas dores
de cabeça na contagem de votos na Flórida nas eleições
de 2000. Milhares de votos foram anulados porque tinham furos incompletos
ou malfeitos. O método foi substituído por urnas eletrônicas
no Estado, mas quase 20% do eleitorado americano ainda vai ter de
se virar com as cédulas ultrapassadas. Em Ohio, 75% dos votos
serão marcados dessa maneira. Como a disputa entre Kerry
e Bush no Estado é apertada, Ohio pode viver um caos semelhante
ao da Flórida há quatro anos, caso haja necessidade
de recontar os votos.
• As urnas
eletrônicas que vão ser utilizadas por 30% dos eleitores
não foram bem nos testes. Algumas marcam a mais, outras deixam
de registrar votos. Esses problemas contrastam com a tranqüilidade
da experiência brasileira com o voto eletrônico. Nas
eleições presidenciais de 2002, apenas 0,68% das máquinas
nacionais falhou.
• As eleições
deste ano terão um número recorde de eleitores de
primeira viagem. Por falhas nos sistemas de registros, muitos não
serão informados a tempo sobre o local de votação.
Em 2000, 1,5 milhão de eleitores não puderam votar
porque compareceram à zona eleitoral errada ou porque seus
registros não foram encontrados.
• Muitos
Estados permitem o voto com antecedência. A cédula
é enviada pelo correio, e o eleitor deposita seu voto em
urnas instaladas em supermercados e shopping centers. Na Flórida,
60.000 cédulas em branco, que seriam enviadas a eleitores,
desapareceram na semana passada.
• Em 2002,
o Congresso americano aprovou uma lei que permite ao eleitor votar
mesmo que seu registro não seja encontrado pelos mesários.
Esse voto, chamado provisório, é depositado em uma
urna à parte e só será contado depois que os
dados do cidadão tiverem sido conferidos e avaliados. Esses
votos serão apurados somente se a disputa estiver indefinida
depois da contagem dos votos normais. Muita gente acha que, além
de injusto, o sistema é vulnerável a fraudes.
O que as
eleições de 2000 provaram foi que para ser presidente
não é preciso vencer no voto popular. Isso não
é novidade. Além de Bush, outros dois presidentes
levaram a melhor no Colégio Eleitoral apesar de rejeitados
pela maioria nas urnas. Mas a lembrança dessa particularidade
havia quase desaparecido da memória americana. Desta vez
é diferente, e essa não é uma eleição
como qualquer outra. Trata-se da primeira disputa pela Presidência
depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 e a primeira
desde 1972 a ocorrer em tempo de guerra. Por essa razão,
os americanos estão dando mais atenção a essa
eleição do que a qualquer outra em tempos recentes.
É esperada uma abstenção menor que a habitual,
e nenhuma surpresa nos resultados. Ao contrário, nas pesquisas
os eleitores dizem que decidiram seu voto com maior antecedência
do que em qualquer outra eleição. O número
de votos indecisos é pequeno e exige dos candidatos um esforço
além de qualquer medida para conquistar esses últimos
corações e mentes.
Os Estados
Unidos estão a cada ano mais polarizados. Entre 1992 e 2000,
as três disputas nacionais foram por números apertados.
O presidente Bush levou isso ao extremo: com seu estilo de governar,
ele dividiu os americanos entre os que o odeiam e os que o amam.
Em eleições anteriores, as questões econômicas
pesavam mais na decisão do eleitor. Desta vez, os valores
morais e a política externa terão maior peso. "Mais
do que nunca, a posição do candidato a respeito de
temas como casamento gay, pesquisas com células-tronco, aborto
e religião será levada em conta na decisão
do eleitorado", disse a VEJA o cientista americano John White, autor
do livro Os Valores Dividem: Política e Cultura Americanas
em Transição.
 |
AOS OLHOS DOS INGLESES
A revista The Economist, da Inglaterra,
condenou o caos da eleição nos Estados Unidos em reportagem
que diz: "O mecanismo da democracia americana está rangendo"
|
A política
exterior aguerrida de Bush deu enorme visibilidade internacional
à eleição americana. Se dependesse do resto
do mundo, com exceção de dois ou três países
fiéis, como Israel, John Kerry já seria o vencedor.
Isso é mais um reflexo da antipatia por Bush que qualquer
outra coisa. As diferenças entre Kerry e Bush em relação
ao que poderiam significar para o Brasil são praticamente
nulas. Primeiro, porque o foco do interesse estratégico americano
é outro no momento. Há pouco espaço na diplomacia
americana para os assuntos da América Latina. Uma tradição
brasileira é esperar que governos democratas, por força
de suas ligações com sindicatos e com a indústria
regional, sejam mais protecionistas que os republicanos o
que nos faria, em tese, torcer pela reeleição do presidente.
Na prática, isso já não significa muita coisa.
Bush adotou medidas protecionistas com maior intensidade que seu
antecessor democrata, Bill Clinton. Além dos contenciosos
comerciais, Brasil e Estados Unidos divergem sobre a criação
da Alca, a área de livre-comércio das Américas.
A diplomacia brasileira quer adiar o mais que puder o acordo comercial.
O mote da campanha vitoriosa de Bush em 2000 era que ele iniciaria
o "século das Américas". Os atentados de 2001 mudaram
tudo. Os Estados Unidos concentraram-se em lutar contra o terrorismo
bem longe da América Latina. Kerry, por sua vez, não
vê a Alca com bons olhos. "Se os Estados Unidos não
estivessem tão preocupados com a guerra ao terror e tivessem
se debruçado com mais atenção sobre as negociações
da Alca, os dois países teriam entrado em atrito com freqüência",
afirma Evaldo Alves, professor de comércio internacional
da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo.
No campo diplomático, isso é bom para as pretensões
de Lula de ampliar o papel internacional do Brasil. "A verdade é
que, para países como o Brasil, não faz a menor diferença
quem vai ser eleito presidente dos Estados Unidos", disse a VEJA
o brasilianista inglês Kenneth Maxwell, professor da Universidade
Harvard, nos Estados Unidos. "O foco da política externa
americana continuará distante da América Latina."
|
QUARENTA
DIAS DE AGONIA EM 2000
AP
 |
NA BOCA DA URNA
Eleição antecipada na Flórida:
quase 20% dos eleitores ainda vão votar com as cédulas
que deram confusão no Estado em 2000 |
•
A sombra da ilegitimidade que segue George W. Bush tem
origem numa eleição inusual: apesar de
haver recebido meio milhão de votos a menos que
seu adversário, Al Gore, Bush foi eleito presidente
por quatro votos de vantagem no Colégio Eleitoral,
que é composto por delegados estaduais e tem
o dever de sacramentar a eleição do mais
votado pelo povo. Pelo sistema americano, quem vence
em um Estado fica com todos os seus votos no Colégio
Eleitoral. A Flórida foi decisiva para o desfecho.
Apesar da vantagem minúscula de 500 votos populares,
o republicano pôde contar com todos os 25 delegados
do Estado. Como a diferença era pequena e as
células eleitorais usadas davam margem a uma
interpretação errada da intenção
do eleitor, os democratas pediram a recontagem dos votos.
Seguiu-se uma batalha judicial sobre como isso deveria
ser feito, que acabou na Suprema Corte. Até o
anúncio do vencedor, os Estados Unidos passaram
quarenta dias sem saber quem seria o presidente.
O
QUE PODE DAR ERRADO AGORA
Jorge Butsuem
 |
• O sistema de votação americano continua
tendo, para o bem e para o mal, normas que variam em
cada Estado e até de uma cidade para outra. Quase
20% do eleitorado vai usar o mesmo tipo de cédula
eleitoral que causou confusão na Flórida
em 2000. Muitos Estados adotaram urnas eletrônicas,
mas várias máquinas apresentam defeito
em testes. Tudo isso contribui para aumentar a desconfiança
do eleitorado, que nos últimos quatro anos discutiu
muito as falhas do sistema de votação
americano. Por falta de controle, é possível
a um eleitor votar várias vezes em locais diferentes.
O governo resolveu outro problema antigo, o do eleitor
que não consegue votar por irregularidade nos
registros, instituindo o "voto provisório". Ou
seja, o eleitor em situação irregular
vota em urna separada, mas seu voto pode ser anulado
depois... Mais um complicador: cada Estado interpretou
a lei a seu modo e, assim, os votos provisórios
podem ser anulados ao sabor de decisões locais.
Uma confusão.
A
CONFUSÃO COMEÇA NA CÉDULA
Além
de escolherem o presidente, o governador, o senador
e os deputados federais e estaduais, os eleitores americanos
podem ser chamados a dar o voto sobre até trinta
assuntos. Tudo isso na mesma cédula. Alguns exemplos:
•
Casamento gay Em onze Estados, além de
escolher o presidente, os eleitores dirão se
querem proibir a união homossexual
•
Indenização por erro médico
Em quatro Estados os eleitores decidirão se impõem
teto para indenização por erro médico.
•
Na Califórnia será votada a liberação
de 3 bilhões de dólares para pesquisas
com células-tronco
•
Na Carolina do Sul, com a eleição presidencial
será feito um plebiscito sobre a proibição
da venda de bebida alcoólica em garrafa miniatura
•
Eleitores da Flórida votarão oito emendas
à Constituição estadual. Decidirão
também se liberam máquinas caça-níqueis
em hipódromos e se os pais devem ser avisados
em caso de aborto envolvendo menor
•
Eleitores do Alasca votarão uma lei que proíbe
caçadores de usar alimentos como isca para atrair
ursos
Pesquisa
mostra que 48% dos americanos estão preocupados
que o presidente eleito não seja o vencedor legítimo.
21% estão pouco preocupados e 28% não
se preocupam nem um pouco
|
|
|
Confronto de
estilos
•
BUSH
Altura: 1,83 m
Idade: 58 anos
A
INFÂNCIA
Nasceu
em Connecticut e
foi criado no Texas
OS
PAIS
George H. Bush, presidente de 1989 a 1993, e
Barbara Bush
SERVIÇO
MILITAR
Em 1968, foi piloto de caças da Guarda
Aérea Nacional. Escapou
de servir na Guerra do Vietnã
FILHAS
As gêmeas Jenna e Barbara, de 22 anos,
recém-formadas na Universidade do Texas e em
Yale
COMIDA
PREFERIDA
Tex-mex, como
tacos e burritos
FILME
PREFERIDO
Campo dos Sonhos,
com Kevin Costner
•
KERRY
Altura: 1,94 m
Idade: 60 anos
A
INFÂNCIA
Nasceu
no Colorado e estudou
em internato na
Suíça
ESPOSA
Teresa Heinz, 66
anos, dona da Heinz, a gigante do ketchup
DISCO
PREFERIDO
Abbey Road, dos
Beatles
SERVIÇO
MILITAR
Serviu na Marinha entre 1966 e 1970.
Foi condecorado por bravura
na Guerra do Vietnã
COMIDA
PREFERIDA
Biscoitos de
chocolate
FILHAS
Alexandra, de 31 anos, cineasta, e Vanessa, de 27,
estudante universitária, filhas do primeiro casamento
CARREIRA
Foi militante contra a
Guerra do Vietnã, em 1971, e promotor
público antes de ser eleito senador,
em 1984, cargo que ainda ocupa
|
|
Com reportagem de José
Eduardo Barella e Gustavo Poloni
|