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Tecnologia Para
mim, uma ninfa esvoaçante Empresa
japonesa lança máquina que
promete programar os sonhos  Mariane
Gusan
Não
se pode dizer que essa é de fazer Sigmund Freud se revirar na tumba porque
o pai da psicanálise não acreditava em tais superstições.
Mas é de assustar todos os seus filhos simbólicos os psicanalisados
planeta afora , confrontados agora com a possibilidade de nunca mais ter
sonhos para discutir no divã. Pelo menos, os sonhos do tipo janela para
a alma, daqueles que terapeutas dissecam para expor o íntimo do íntimo
de cada um. Tudo culpa da Yumemi Kobo, ou Máquina dos Sonhos, novíssima
geringonça japonesa que, à maneira da telinha com sons usada para
dormir por Elroy, o filho mais novo do seriado Os Jetsons, promete dar
ao sonhador o roteiro que ele encomendar. O procedimento é simples. Primeiro,
o usuário escolhe um tema, uma situação, um personagem, um
local. Depois, baixa na máquina uma fotografia digital relacionada e se
concentra nela por algum tempo, ainda acordado. Durante o sono, a maquininha cor-de-rosa,
com pouco mais de 30 centímetros de altura e jeitão de liquidificador,
reproduz músicas e frases também pré-programadas pelo usuário.
Ao mesmo tempo, libera fragrâncias suaves e pisca levemente luzes coloridas
recursos que não têm uma função muito clara
no processo. Oito horas depois, acorda o sonhador lenta e calmamente, com aumento
gradual do volume da música e da intensidade das luzes. Isso, segundo a
fabricante Takara, permite que ele se lembre quase perfeitamente do que sonhou.
Testes realizados pela Takara apontam um índice de desempenho satisfatório
de 22% sendo "satisfatória" a lembrança de um personagem
ou um fato pré-escolhido, e não necessariamente do roteiro inteiro.
A Yumemi Kobo custa o equivalente a 140 dólares (400 reais) e por enquanto
só está disponível em Tóquio, onde foi lançada
há três meses. Seu destino provável é causar comentários
curiosos e depois se juntar a outras invenções estapafúrdias
no Japão, um celeiro de máquinas perfeitamente dispensáveis
(e também de muitas indispensáveis). De lá saíram,
por exemplo, um "tradutor" de latidos e miados, um sensor acionado por gestos
que, instalado em banheiros, imita o barulho de água para disfarçar
outros sons e ainda robôs animais variados cachorro, gato, peixe.
Definitivamente, um país de sonhadores. Divulgação
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Yumemi Kobo em ação: foto, frases, música e, por via das dúvidas, um pouco de
perfume e luzes |
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